A Supremacia do Interesse Público.
Reflexos de uma personalidade moldada em meio à superação, a fala objetiva, o olhar determinado e a firmeza do posicionamento do prefeito reeleito da Cidade de São Paulo, jamais devem ser confundidos com os traços da irmã menos instruída da soberba, a intransigência. Pragmático, aglutinador de times e coordenador de talentos, o homem à frente a Cidade Estado, capital do ente federado homônimo, que é “Um país amigo do Brasil”, é consciente, acima de tudo, de que sua função, é na verdade, um sacerdócio. E como bom eclesiástico, o líder do executivo domina e flui com desenvoltura pelos mais diversos temas da vida da megalópole, apoiado na simplicidade e na naturalidade, de forma “ecumênica”, procurando sempre, mais “juntar do que espalhar”. Apontando êxitos que falam por si sós, as mãos que, pela manhã plantavam árvores transplantadas em um
novo bosque, agora cumprimentavam as de integrantes da RodoVias&Infra, para iniciar a conversa que você acompanha a partir daqui.

RodoVias&Infra: Começando do “recomeço”, tivemos uma campanha bastante dura, com muitos factoides e um enredo geral quase novelesco, mas que, eventualmente, caminhou para uma decisão pública que rejeitou a aventura e privilegiou a estabilidade. Com isso, fica evidente um recado pelo voto. Qual a sua avaliação?
Ricardo Nunes: Foi uma campanha bélica, não é mesmo? Uma campanha como a de 2024, algo que acho que dificilmente veremos novamente. Na verdade, espero que não vejamos mais. Estou na política há algum tempo e, mesmo assim, confesso que fiquei bastante impactado pela capacidade de ataque, pela falta de propostas e pela quantidade de desinformação disseminada. Por outro lado, fiquei feliz por receber os votos de 3.393.110 pessoas, mais de 1 milhão a mais do que o segundo colocado no segundo turno. Entendo que ali prevaleceram o trabalho, a dedicação, o reconhecimento da nossa equipe e os avanços que a cidade teve. É lógico que ainda temos muita coisa para fazer, mas, indiscutivelmente, já conquistamos muitos avanços. Se considerarmos que tive um ano de 2021 inteiro com problemas graves — primeiro, a morte do Bruno; segundo, a cidade no pico da pandemia, que colocou os governos, de modo geral, em um cenário bastante complicado, com a população enfrentando problemas como alto índice de desemprego e muitas pessoas em situação de rua —, conseguimos superar tudo isso, dar um giro de 180° e elevar a cidade de São Paulo a um patamar de saúde financeira
nunca antes alcançado, colocando-a em uma condição de realizar muitos investimentos, que, acredito, conseguimos traduzir em benefícios para a população. Voltando à sua pergunta, a campanha foi difícil, mas saí
mais “calejado”, com o “couro mais grosso”, como se diz. Para concluir a resposta, acho importante destacar o que ficou demonstrado nesta campanha: a união da prefeitura com o governo do estado. Uma união em prol do que realmente interessa — o bem da população. Isso reflete um pensamento importante para mim e para o Tarcísio: a “Supremacia do Interesse Público”. Esta campanha também foi uma oportunidade para que o governador se apresentasse como um dos grandes líderes nacionais, tanto pelo seu posicionamento político firme quanto pelo que tem feito pelo estado de São Paulo. Um governador que defende, do início ao fim, aquilo em que acredita e que estabeleceu uma parceria conosco, potencializando resultados de maneira conjunta, tanto para o governo do estado quanto para a prefeitura.
Podemos dizer que esses votos também privilegiaram a visão de que o senhor é um prefeito da “periferia”, de uma gestão que buscou democratizar o espaço e os equipamentos públicos, quase como uma marca registrada da administração?
É isso. Você tocou em um ponto importante sobre a democratização dos espaços e dos equipamentos públicos. Veja, nós fortalecemos e, de fato, ampliamos a participação nos conselhos participativos. São pessoas que moram nas regiões das subprefeituras, eleitas diretamente pelo voto popular, e que passaram a ter mais autonomia,
inclusive com a alocação de recursos. Destinamos R$ 6 milhões para cada um dos conselhos, e a aplicação dos recursos é definida por eles. Dessa forma, além dos vereadores, a população que está na ponta também tem o poder de definir as prioridades das políticas públicas. Além disso, implementamos diversos programas, como o “Domingão Tarifa Zero”, um marco importante para a mobilidade, e a “Rede da Hora”, que oferece cursos para a juventude, focados em economia criativa e empreendedorismo, principalmente na periferia. Também criamos o “Avança Tech”, voltado para a formação na área de tecnologia, e o “Meu Trampo”, que já reúne 25 mil pessoas aprendendo a empreender. Investimos em cursos profissionalizantes e oferecemos orientação para auxiliar aqueles que têm capacidade e habilidade para empreender.
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