Plano de Escoamento da Safra

Governo quer reduzir custos operacionais e tempos de transporte para frear a alta dos preços dos alimentos

Por: Patrícia Fahlbusch, de Brasília

No início do mês de fevereiro o governo federal, por meio dos ministérios de Portos e Aeroportos (MPOR), dos Transportes, e da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentou o Plano de Escoamento da Safra 2024/2025. O objetivo da iniciativa é aprimorar a logística e a infraestrutura para o fluxo eficiente, em especial, da safra de grãos. A proposta também busca reduzir custos operacionais e tempos de transporte, fatores que tem impactado diretamente na alta do preço dos alimentos, motivo pelo qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta grave crise. São previstos R$ 4,5 bilhões para a redução de custos logísticos e fortalecimento da competitividade do país no mercado agrícola internacional.

Para os portos – considerados as principais vias de entrada e saída do comércio exterior – foram anunciados projetos de melhoria da infraestrutura logística na região Norte, seriamente afetada nos últimos anos pelos períodos extremos de estiagem. O plano prevê intervenções como a implantação de um terminal de cargas no Porto-Cidade de Porto Velho (RO), a ampliação e modernização do equipamento rondoniense, além de estudos e projeto para recuperação do cais flutuante. No Pará, há previsão de implantação de terminal de cargas no Porto-Cidade de Santarém e a ampliação do terminal da Cargill Agrícola S.A.

Segundo o MPOR, concessões e arrendamentos no setor portuário deverão viabilizar, até o ano que vem, R$ 20 bilhões em investimentos em 50 empreendimentos como canais para navegação comercial e terminais marítimos e hidroviários em todas as grandes regiões.

“Temos hoje um plano logístico alinhado com as necessidades da infraestrutura brasileira”, declarou o ministro Silvio Costa Filho.

Para o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia, o acesso portuário é um principais gargalos a ser enfrentado para o melhor desempenho da logística brasileira.

“É importante que nós olhemos todos os modais, seja a cabotagem, a navegação de longo curso, os acessos terrestres também, seja por rodovia, seja por ferrovia. É imperioso que a gente tenha investimentos maciços nesses modais”, pontuou Mário Povia. O IBI é o braço de cooperação técnica da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos, presidida pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP). Barbosa foi duas vezes prefeitos da cidade de Santos, onde está localizado o maior porto da América Latina, e que deverá receber cinco vezes mais caminhões durante o período de escoamento de safra de grãos, elevando o movimento médio de três mil veículos para 15 mil por dia. O equipamento é a principal porta de saída de soja e milho para cerca de 70 países.

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