O ELO HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO – Com engenharia de ponta, união política e superação de uma espera de 66 anos, o Governo do Paraná inaugura a Ponte de Guaratuba, transformando a infraestrutura, o turismo e a integração socioeconômica do litoral paranaense.

A espera de mais de seis décadas chegou ao fim. Em um marco para a engenharia nacional e para a história do Paraná, a inauguração da Ponte de Guaratuba consolida um novo ciclo de desenvolvimento regional, conectando de forma definitiva o litoral sul paranaense e eliminando a histórica dependência da travessia por ferry-boat. Mais do que uma solução de mobilidade urbana, a nova estrutura erguida sobre a baía de Guaratuba simboliza a força do planejamento técnico e da maturidade institucional de um Estado que se consolidou como referência em infraestrutura e sustentabilidade no Brasil.
A FORÇA DA REALIZAÇÃO E A ENGENHARIA DA UNIÃO
A abertura dessa sequência histórica de depoimentos cabe ao idealizador e realizador do projeto. Para o governador do Paraná, Ratinho Junior, a entrega da ponte é a materialização de um compromisso com a dignidade da população litorânea e com a modernização logística do Estado. Em seu pronunciamento, o chefe do Executivo estadual resgatou a dimensão do desafio técnico e político que envolveu a obra, destacando que a persistência e a união de esforços foram fundamentais para superar o ceticismo que cercava o projeto há gerações.
“São Francisco de Assis dizia: ‘Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível’. Essa frase resume perfeitamente a história da Ponte de Guaratuba”, pontuou o governador. “Foram 66 anos de espera, de promessas vazias e de descrença. Quando assumi o governo, decidi que não colocaria essa obra no plano de governo para não ser apenas mais um a prometer. Nós preferimos trabalhar em silêncio, planejar com responsabilidade e executar com excelência técnica. Hoje, essa entrega prova que o impossível se torna realidade com união e determinação.”
Ratinho Junior enfatizou que o Paraná vive um momento singular de harmonia política, o que permite a execução de projetos de grande complexidade. Enquanto o cenário externo e nacional muitas vezes enfrenta instabilidades, o Estado se destaca pela entrega de resultados concretos.
“Esta não é apenas uma ligação de concreto sobre a baía; ela é a ‘Ponte da Vitória’ do povo do Paraná. Ela representa o resgate da dignidade do nosso litoral, integrando nossas cidades, impulsionando o turismo e fortalecendo a nossa logística”, declarou. “Enquanto o mundo e o país muitas vezes se perdem em divisões e conflitos institucionais, o Paraná escolheu o caminho da paz política e do trabalho. O resultado dessa sinergia está aqui: estamos entregando a maior obra de arte da engenharia paranaense das últimas décadas.”
Para o governador, a ponte não deve ser vista de forma isolada, mas sim como parte de um robusto ecossistema de desenvolvimento que engloba a melhor educação do país, atração de investimentos privados, recordes de empregabilidade e sustentabilidade premiada internacionalmente.
“A infraestrutura é o grande vetor de transformação social. Não adianta termos o porto mais eficiente do país, a melhor educação pública ou o maior programa de habitação se não integrarmos o nosso território e cuidarmos das pessoas”, concluiu Ratinho Junior. “A Ponte de Guaratuba coroa um ciclo de grandes investimentos no litoral, que inclui a engorda da orla de Matinhos e a duplicação de rodovias. Estamos preparando o Paraná para o futuro, gerando empregos e mostrando que, enquanto muitos preferem brigar, o Paraná prefere trabalhar e realizar.”
A viabilização de um projeto dessa magnitude exigiu mais do que ousadia técnica; demandou uma sólida articulação política e administrativa. À frente da Secretaria de Infraestrutura e Logística durante as etapas cruciais de modelagem e contratação do projeto, o deputado federal Sandro Alex relembra o desafio de transformar a desconfiança histórica em realização concreta. Para o parlamentar, a entrega da ponte é o resultado direto de uma gestão que estabeleceu metas claras e cobrou eficiência de suas equipes, transformando o ceticismo da população em orgulho.
“O sentimento hoje é de missão cumprida. Recebemos a determinação do governador Ratinho Junior de tirar do papel um sonho que, para muitos, parecia impossível”, destaca Sandro Alex. “Não foi um caminho fácil, mas, com determinação, força e a dedicação de um time extraordinário, conseguimos entregar uma obra aguardada há mais de 50 anos. É um dia histórico, que nossos pais e avós sonharam em ver, e que Deus nos deu a bênção de presenciar.”
Sandro Alex também fez questão de enaltecer a força de trabalho que tornou o projeto realidade física, destacando a velocidade de execução da engenharia paranaense.
“Quero registrar meu profundo agradecimento a todos os homens e mulheres que trabalharam nesta construção. Foram milhares de pessoas dedicando horas de esforço para cumprir um cronograma em tempo recorde”, ressalta o deputado. “Erguemos uma das maiores pontes do Brasil em praticamente menos de dois anos de trabalho efetivo. Esta estrutura não une apenas duas cidades; ela conecta o Paraná ao futuro e a um novo tempo de desenvolvimento.”

HARMONIA INSTITUCIONAL E VISÃO DE DESENVOLVIMENTO
A viabilização de uma obra complexa como a Ponte de Guaratuba demandou uma sólida base de sustentação política e um alinhamento estratégico entre os poderes constituídos do Estado. Representando a força do parlamento paranaense, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi, ressaltou o papel do Legislativo como agente facilitador do desenvolvimento. Para Curi, a entrega da estrutura é o maior exemplo prático dos resultados gerados quando as instituições públicas priorizam o interesse coletivo e a eficiência administrativa.
“A inauguração da Ponte de Guaratuba é a prova definitiva de que, quando as instituições trabalham em harmonia, o Paraná realiza o que muitos consideravam impossível”, afirmou o presidente da ALEP. “A Assembleia Legislativa foi parceira de primeira hora deste projeto, dando o respaldo político e orçamentário necessário para que o Governo do Estado pudesse tirar essa obra do papel. Este é o grande dia que o nosso litoral esperou por mais de 60 anos.”
A transformação da infraestrutura do litoral paranaense exigiu, além de recursos financeiros, a superação de barreiras regulatórias e um olhar atento à preservação ambiental. Natural de Campo Mourão, engenheiro agrônomo e produtor rural, o deputado estadual Marcio Fernando Nunes acompanhou de perto o nascimento do projeto da ponte quando liderou a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, pasta responsável por iniciar o rigoroso processo de licenciamento da obra. Para o parlamentar, a entrega da ponte representa a quebra de um paradigma histórico de estagnação que penalizava o litoral do Paraná.
“Como engenheiro agrônomo e produtor rural, entendo perfeitamente que o desenvolvimento e a preservação precisam caminhar lado a lado”, destaca Marcio Nunes. “Quando estive à frente da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, iniciamos o complexo processo de licenciamento desta obra. Graças ao trabalho técnico e incansável de equipes como as do IAT, provamos ao Brasil que é possível executar uma obra de engenharia monumental respeitando rigorosamente a legislação ambiental e protegendo a nossa baía.”
ENGENHARIA, MEIO AMBIENTE E O IMPACTO NA COMUNIDADE
Se a articulação política abriu os caminhos, a execução da Ponte de Guaratuba exigiu precisão técnica, resiliência jurídica e uma profunda conexão humana com a história do litoral. Engenheiro civil de carreira e secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti Sabóia personifica a fusão entre o rigor da engenharia e o sentimento de pertencimento da população paranaense. Para Furiatti, a entrega da ponte transcende o cumprimento de uma meta de governo; trata-se do resgate de uma promessa histórica que ele próprio testemunhou ainda na infância.
“Quando eu era criança, passava horas com a minha mãe na fila do ferry-boat para atravessar a baía de Guaratuba. Lembro-me dela olhar para este canal e dizer: ‘Meu filho, por que não fazem uma ponte aqui?’”, relembra o secretário. “O tempo passou, me formei em engenharia civil e o destino me trouxe a missão de liderar a Secretaria de Infraestrutura. Realizar o sonho da minha mãe, que é o mesmo sonho de gerações de paranaenses, é a maior honra da minha vida profissional.”
Ao seu lado, a viabilização de uma obra de arte especial sobre a baía de Guaratuba exigiu o mais alto nível de rigor técnico no licenciamento ambiental, garantindo que o desenvolvimento logístico não ocorresse em detrimento do rico ecossistema local. À frente desse desafio, o engenheiro florestal e diretor-presidente do Instituto Água e Terra, José Volnei Bisognin, destaca o papel do órgão ambiental como viabilizador de soluções seguras e sustentáveis para o Estado. Para Bisognin, a ponte é o ponto culminante de um esforço integrado que envolve diversas frentes de licenciamento conduzidas pelo instituto.
“Nossa equipe técnica sabe que cada licença analisada com rigor, cada diretriz ambiental estabelecida e cada cronograma cumprido nas obras de infraestrutura representam mais do que desenvolvimento econômico: representam a preservação de vidas”, declara Bisognin. “A engenharia e o respeito ao meio ambiente caminham juntos no Paraná, e essa entrega é o maior testemunho de que o planejamento sério gera resultados sustentáveis para a nossa população.”
Complementando a atuação do órgão ambiental, a gestão dos recursos hídricos e do saneamento na região da baía foi um dos pilares para garantir a viabilidade ecológica do projeto. Diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro destaca o volume inédito de investimentos aportados na região litorânea.
“O governador Ratinho Junior e toda a nossa equipe realizaram algo extraordinário”, aponta Scroccaro. “Nenhum outro governo na história do Paraná teve a coragem de realizar um volume tão expressivo de investimentos em infraestrutura, saneamento e preservação ambiental no nosso litoral. Superamos todas as dificuldades técnicas e burocráticas para colocar o nosso Estado em um patamar de destaque e excelência no cenário nacional.”

O LEGADO LOCAL, A VOZ DO CIDADÃO E A CONQUISTA COLETIVA
Se para o Estado a ponte representa um ganho logístico monumental, para os moradores de Guaratuba ela significa, acima de tudo, dignidade, segurança e o fim de um isolamento geográfico que durou gerações. Prefeito de Guaratuba, Maurício Lense discursou emocionado no Dia do Trabalhador, data escolhida para a entrega da estrutura, ressaltando o sentimento de libertação da comunidade local.
“A ponte não é apenas uma obra de concreto; ela é um corredor de vida”, pontuou Maurício Lense. “Ela representa a ambulância que agora atravessa o canal em minutos para salvar uma vida, o trabalhador que chega em casa mais cedo e o turista que nos visita com conforto. O governador Ratinho Junior teve a coragem política de realizar o que muitos prometeram e não fizeram, consolidando um ciclo de transformação que inclui a duplicação da rodovia Guaratuba-Garuva, o novo binário e a revitalização da nossa Avenida Paraná.”
A dimensão do compromisso assumido pelo governo estadual é lembrada pelo prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora, que testemunhou a promessa feita ainda em 2018 e agora vê a materialização de um investimento que transforma toda a região.
“Em setembro de 2018, quando o governador Ratinho Junior esteve aqui no litoral, nós lhe perguntamos o que ele pensava sobre a construção da ponte. Ele nos olhou nos olhos e disse: ‘Nós vamos construir’”, recorda Eduardo Dalmora. “Hoje, esta obra de mais de R$ 400 milhões prova que o homem público se mede pelo valor de sua palavra. Esta entrega não é apenas uma estrutura de concreto e aço; ela representa o fim do isolamento e o nascimento de uma nova era de prosperidade para Matinhos e Guaratuba.”
O testemunho mais comovente desse avanço vem de quem sentiu na pele as dores do isolamento. Moradora do bairro Caieiras, em Guaratuba, Rosana relembra como a falta de uma ligação seca representava um risco constante à vida de sua comunidade.
“Viver em Caieiras sempre foi um desafio de isolamento. Há pouco tempo, sofri um infarto às três horas da manhã e precisei ser socorrida às pressas. A balsa demorou para fazer a travessia, e eu quase perdi a minha vida esperando para chegar ao hospital”, relata Rosana. “Hoje, olhar para esta ponte concluída não é apenas ver uma obra de engenharia; é ver a certeza de que nós, moradores, nunca mais passaremos por essa aflição. Essa ponte representa a nossa sobrevivência, a nossa segurança e o direito de ir e vir com dignidade.”
Dar forma física ao anseio de décadas exigiu a mobilização de um dos consórcios de engenharia mais robustos do país. Diretor de contrato e coordenador do Consórcio Nova Ponte — formado pelas construtoras OEC, Carioca Engenharia e GEL —, o engenheiro Luciano Pizzatto detalha os bastidores técnicos e a complexidade construtiva que envolveram a execução da estrutura.
“Como engenheiro e coordenador do Consórcio Nova Ponte, posso afirmar que esta foi uma das obras de arte especiais mais desafiadoras da engenharia nacional recente”, explica Pizzatto. “Enfrentamos uma complexidade geotécnica extrema, em que a execução dos acessos e o tratamento do solo exigiram tanto esforço e precisão técnica quanto a própria estrutura da ponte sobre o canal. Superar esses desafios e entregar este projeto dentro do prazo de dois anos é uma vitória da engenharia brasileira.”
O encerramento deste marco histórico cabe à representação da sociedade civil organizada, que por décadas manteve viva a chama da cobrança por infraestrutura e logística de alto nível no Estado. Presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski coroa a narrativa destacando o simbolismo da ponte como uma vitória do associativismo e da união de forças produtivas.
“A entrega da Ponte de Guaratuba é um daqueles momentos raros que dividem a história de um Estado entre o antes e o depois”, analisa Domakoski. “Estamos diante da terceira maior ponte marítima do Brasil, uma obra monumental que não apenas vence a barreira física da baía, mas integra definitivamente o nosso litoral, gerando empregos, desenvolvimento e uma melhora extraordinária na qualidade de vida da nossa população. É uma vitória da sociedade civil organizada e do governo Ratinho Junior.”
A Ponte de Guaratuba, ou Ponte da Vitória, consolida-se como o maior símbolo de superação e maturidade do Paraná moderno. Mais do que ligar duas margens de uma baía de beleza exuberante, a estrutura de 1.224 metros de extensão estende um elo indissolúvel entre a engenharia de ponta, o respeito socioambiental e a dignidade humana. Ao transformar uma espera de 66 anos em realidade concreta em apenas dois anos de execução, o Paraná não apenas encurtou distâncias geográficas, mas pavimentou um caminho sólido para o futuro de sua economia, de seu turismo e, acima de tudo, de sua gente.
