MAIOR, MELHOR, E MAIS COMPLETA
A oitava edição da Paving Expo, recentemente ocorrida na cidade de São Paulo, no monumental espaço de 29 mil m² comercializados, do Centro de Exposições do Distrito do Anhembi, ofereceu uma imersão significativa em seus 3 dias, muito além da disciplina rodoviária que dá nome ao já tradicionalíssimo evento. Efeméride do segmento em geral, evidentemente o evento exerceu, mais uma vez sua capacidade de atração, também entre autoridades, gestores, personalidades e representantes de entidades empresariais de todos os quadrantes do país.

Com 31 mil visitantes (perfeitamente dentro, portanto, das estimativas que RodoVias&Infra já havia previsto logo no primeiro dia, para a própria STO Feiras,informalmente em conversa com seu diretor, Guilherme Ramos), 4 mil palestrantes e 300 expositores, formaram a força motriz, que foi para além das exposições tecnológicas e de implementos de nova geração. Sempre um termômetro importante do que se pode apontar como o fulcro dos debates, a abertura solene, carregada da experiência e da visão de quem efetivamente arregaça as mangas da camisa e vive a realidade da infraestrutura no país, veio carregada de expectativas, alguns alertas e outros tantos convites à ação. Mas entre todos, o mais urgente, se tratou de uma constatação preocupante quanto à cada vez mais patente carência por mão de obra técnica e especializada, que vem – somada a tantos outros motivos – oferecer as sombras de contraste sobre o predominante entusiasmo das opiniões. A ponto de o presidente do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo – DER/SP, Sergio Codelo, fazer sua diagnose a respeito deste fenômeno, arriscando a mostrar uma solução: “Perdemos todos os engenheiros para a bolsa de valores, a gente tem que iniciar esse resgate dentro dos estágios. Estamos perdendo já dentro da faculdade, eles já estão indo para B3, para outros bancos. Tem que iniciar no estágio, oferecer bons salários para que se mantenha os engenheiros na parte rodoviária, dentro da infraestrutura”, afirmou o gestor, que se apresentou, ainda no mesmo dia, como um dos
painelistas no congresso “Agenda de Investimentos nas Rodovias”, promovido pela Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias – ABCR, como um dos inúmeros eventos paralelos e simultâneos à disposição dos visitantes, tendo também participado, no segundo dia, do painel “iRAP Segurança Viária” (que contou, inclusive, com a presença do diretor Global de Projetos da instituição, Julio Urzua, liderando o painel “Rodovias 360°”),
cobrindo assim, portanto dois dos principais temas do rodoviarismo: a priorização de recursos para melhoria contínua e construção de infraestruturas e, a segurança efetiva destas em sua utilização, no caso por uma metodologia moderna e na qual o próprio DER/SP é um grande protagonista, puxando o inédito BrazilRAP São Paulo. Acerca do evento, o presidente do DER/SP avaliou que: “A Paving Expo é uma vitrine fundamental para o compartilhamento de experiências e boas práticas do setor de infraestrutura viária. O DER-SP participa com orgulho e protagonismo, mostrando os avanços que temos conquistado em planejamento, execução e inovação”, disse. Presente ao evento com uma grande equipe e, instalados em um estande à altura, o diretor Executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, Carlos Barros acompanhado de técnicos da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária – DIR e de técnicos da Diretoria de Planejamento e Pesquisa – DPP,
(cujo diretor, Luiz Guilherme Melo, atendeu ao evento), focou também em detalhar a agenda de infraestrutura do DNIT, ressaltando o grande potencial que os investimentos públicos têm em induzir, organicamente, um ciclo positivo de desenvolvimento em regiões menos integradas, em linha com o que ele já definiu outras vezes,
conforme já registrado anteriormente em edições da RodoVias&Infra, como uma missão do DNIT: “É isso que devemos seguir fazendo: nos desdobrando e trabalhando para cumprir a nossa missão perante a sociedade, pois onde chega rodovia, hidrovia e ferrovia, também chega desenvolvimento”, afirmou o diretor executivo, que apresentou, para ficar em apenas um exemplo, uma execução orçamentária que mais do que dobrou (R$ 7 bilhões na gestão anterior, R$ 15 bilhões na gestão atual), e que tem se traduzido em entregas e retomadas de obras ponderantes em todos os estados do Brasil. Seguindo pelos representantes do poder público diante do púlpito, o Secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias do estado de Minas Gerais, Pedro Bruno, homem incumbido pelo governador Romeu Zema da estratégica pasta, defendeu um mix de investimentos, principalmente focados em concessões “Vamos tirar Minas Gerais de um atraso de 30 anos em investimentos rodoviários. É claro que só é possível avançar neste desafio tendo uma complementaridade entre recursos públicos e privados”, avaliou o secretário que, pouco tempo antes, havia comemorado o êxito do 7° leilão de rodovias mineiras para a concessão rodoviária, o 5° leilão sob a gestão atual do executivo, como fez questão de lembrar. Em linha com o pensamento do secretário Guilherme Bianco, diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias – ABCR, avaliou que a iniciativa privada mantém a tendência de priorizar seu apetite para investimentos, de forma mais concentrada no setor de concessões de rodovias, sinalizando ainda que, “até o final de 2025, o país terá 40 mil km de rodovias concedidas. É um número simbólico, equivalente a uma volta no planeta, e que mostra que há muito investimento a ser feito”, afirmou. Autoridade inquestionável do rodoviarismo brasileiro e principal responsável pela prática de um novo plano de integração, conectividade e mobilidade urbana multimodal na capital do país, Fauzi Nacfur Junior, presidente do DER/DF e presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Rodovias – ABDER, defendeu o que pode ser descrito como um pacto pela infraestrutura, começando por assinalar a responsabilidade de cada um dos atores ali presentes: “Nós precisamos investir mais na qualificação, nos nossos profissionais, nós que somos os responsáveis pelo crescimento e pelo desenvolvimento do nosso país. Portanto, esqueçamos essa polarização, guerras políticas, e vamos trabalhar em prol de um Brasil melhor, para que as pessoas cada vez mais possam também viver melhor. Isto depende sim
de nós, que estudamos e hoje ocupamos funções especiais. É nossa obrigação”, afirmou o dinâmico dirigente, que também se desdobrou com uma outra participação do DER/DF como palestrante no evento Smart Cities, onde ele trouxe as inovações em semaforização e sistemas inteligentes de gestão de tráfego, já sendo implementadas pelo departamento no Distrito Federal.

SEGURANÇA: CONVIDADA DE HONRA
RodoVias&Infra tem acompanhado, ao longo das edições anteriores da Paving Expo, o crescimento, a voz crescente e o momento, da engenharia de segurança e um novo protagonismo da sinalização viária, no ambiente de infraestrutura, em destaques cada vez maiores (não apenas em suas páginas) ilustrados de modo muito consistente pela participação na abertura, do presidente do Conselho diretor da Associação Brasileira de Segurança Viária – ABSeV, e diretor Geral da World Center, Jorge Tannuri que sublinhou o papel da associação, no sentido de fazer convergir empresas, técnicos, gestores, e demais atores do ecossistema de infraestrutura e trânsito, para diminuir sinistros e salvar vidas: “Segurança viária, é um tema que vai muito além da engenharia. Envolve educação, tecnologia, e responsabilidade compartilhada”, declarou, explicitando perspectivas em comum, também compartilhadas com o braço fiscalizador, da autoridade de trânsito, essencial componente de qualquer iniciativa e intimamente associado à segurança viária, representado ali pelo Coronel PM Hugo Araujo Santos, do Batalhão de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que, a exemplo de outras personalidades aludiu ao dever constitucional no desempenho das atividades: “Uma função nossa é a polícia de trânsito, que cuida da segurança viária. E ela envolve, além da educação e da engenharia, o esforço de fiscalização, que garante que a vontade expressa nas leis, de preservação da vida e direito de ir e vir com segurança, se cumpra”, ressaltou.
FORÇA CONSTRUTIVA
Capital operativo, e efetivamente capaz de transformar em realidade as políticas e planos de desenvolvimentos do estado, manifestando a vontade popular por melhores infraestruturas, com maior qualidade, o setor da construção pesada, de grandes empresas e grandes engenheiros – e claro, grandes obras – esteve muito bem representado pela presença tanto da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura – Brasinfra, quanto pelo Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo – SINICESP. Costumeiramente contundente, o presidente da Brasinfra, José Alberto Ribeiro, homem à frente da entidade máxima entre as entidades máximas, não perdeu a oportunidade de, ainda que destacando o bom momento vivido
pelo setor, fazer um alerta importante: “Nós temos que voltar a fazer engenharia de custo. Você pode ter um desconto de 3%, 5%, que já é um preço inexequível. Não podemos conviver com o preço desequilibrado. Nós, construtores, prestadores de serviços de engenharia, somos as ferramentas de execução de planos de governo. Se não houver essas empresas, os planos governamentais serão apenas papéis”, vaticinou. Sergio Senhorini, atual presidente do SINICESP, seguiu pelo mesmo caminho: “Esse é um excelente momento para estreitarmos
laços, aprendermos com as melhores práticas e, principalmente, consolidarmos nossa força como um setor fundamental para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. A indústria da construção pesada não só está presente nas grandes obras de infraestrutura, mas também é responsável por inúmeros empregos e impacta diretamente a vida das pessoas”, finalizou. Partindo por um viés mais voltado à técnica aplicada de pavimentação, a Diretora-Presidente da Associação Brasileira de Pavimentação-ABPv, Luciana Nogueira Dantas, que além de engenheira do DNIT é tão literata quanto cosmopolita, trouxe em sua participação, também um convite para o painel “The US, French and Brazilian Connection: What we can learn from each other” (algo como: a conexão americana, francesa e brasileira: o que podemos aprender uns com os outros), oferecido pela associação e que tem como objetivo “promover um debate global sobre o futuro da pavimentação asfáltica. Este painel exclusivo reúne especialistas dos Estados Unidos, França e Brasil para compartilhar suas experiências e insights sobre as tendências e inovações que moldam o setor ”. Dentre os 3 temas a serem explorados, ela destacou com especial atenção a sustentabilidade e o comprometimento com as modernas práticas ESG. A ideia é que “a cooperação internacional pode acelerar a transição para sistemas viários mais resilientes, de baixo carbono e alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”. Por sinal, justamente a organização do evento, liderada pelo engenheiro Guilherme Ramos, diretor da STO Eventos, avaliou que “A feira foi palco para anúncios de parcerias, ampliação de carteiras de clientes e lançamento de soluções voltadas à pavimentação sustentável, softwares de monitoramento de obras e equipamentos com maior eficiência energética. A agenda de sustentabilidade ganhou espaço relevante nesta edição. Soluções de pavimentação com menor impacto ambiental, uso de resíduos na composição de materiais e tecnologias para aumentar a durabilidade de rodovias foram
discutidos em estandes e painéis”. Também, de acordo com a STO, “o encontro técnico gerou debates de alto nível e networking que ultrapassa os portões do Anhembi. As discussões reforçaram que a integração entre inovação, investimentos e políticas públicas será determinante para acelerar a modernização da malha rodoviária”.

2026: A CERTEZA DO REENCONTRO
Para a STO Eventos, “a Paving Expo confirmou sua posição como ´palco de negócios, inovação e conexões estratégicas que pavimentam o futuro do setor´. A organização já confirmou a realização da Paving Expo 2026, para os dias 22, 23 e 24 de setembro, novamente no Distrito Anhembi, em São Paulo”.
PRESENÇA AMPLIADA
Marcadamente, a maior feira de equipamentos e pavimentação do país, Paving Expo edição 2025, também consolida um inexorável ganho de território para a indústria de segurança viária. Sempre em curva ascendente de crescimento, ela atingiu seu ápice nesta última edição, com praticamente todos os mais valiosos logotipos do mercado, instalados em estandes cujo tamanho, localização e efetivo de colaboradores, simplesmente não puderam ser ignorados.

O congresso, denominado Paving Conference e ocorrido em simultâneo às demonstrações de dispositivos e equipamentos, com mais de 100 preleções abarcando temas diversos, apresentados por 214 gestores, executivos, especialistas e autoridades que – sem qualquer surpresa, estenderam o debate em altíssimo nível, dada à igualmente alta qualificação da assistência, majoritariamente constituída de técnicos e profissionais dedicados ao rodoviarismo – incluiu também em sua programação, uma participação extensa de palestras promovidas pela Associação Brasileira de Segurança Viária – ABSeV, com um dia inteiro dedicado às mais relevantes discussões do setor. Evidente que mesmo o mais atento detentor de credencial, por mais lépido nos passos e ágil em driblar transeuntes pudesse deslocar-se entre os auditórios, a tarefa humanamente impossível de assistir a todos os
eventos, deixa no ar uma certa vontade de flertar com o divino no quesito onipresença. Justamente para aplacar um pouco a curiosidade acerca dos temas do ciclo promovido pela ABSeV, RodoVias&Infra separou nestas páginas alguns highlights do dia, que iniciou sob rápidas boas vindas do anfitrião Jorge Eduardo Tannuri, presidente da ABSeV, que entre oratória e lógica técnica escolheu ambas, de forma contundente, ao anunciar o Seminário “Segurança, Educação e Tecnologia para Rodovias”, sob o título “Educação + Fiscalização: Parcerias que Salvam Vidas”, propondo uma reflexão e ao mesmo tempo, fazendo o que classificou como uma provocação: “A educação obrigatória de trânsito nas escolas deveria ser uma realidade”, ponderando depois, sobre a inclusão de um perfil mais arrojado de políticas voltadas à segurança viária, mais condizente com o ambiente dinâmico do próprio ecossistema de trânsito: “Difícil não é fazer o novo. É esquecer o antigo”. Também presente à abertura de microfone em punho, Emerson Rocha Dutra, chefe de Gabinete da Superintendência de Infraestrutura Rodoviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, por sua vez informou que “a ANTT possui verba disponível exclusivamente para educação em segurança viária, bem como verbas para recursos tecnológicos e treinamento de colaboradores”. Ainda, neste início, foram destacadas iniciativas que visam à valorização de profissionais e disseminação de melhores práticas, como o Prêmio ABSeV e os Acordos de Cooperação Técnica – ACTs firmados pela Associação com diversas entidades, incluindo, neste caso, a própria ANTT.
EDUCAVIAS
Com a moderação de Matheus Herrero Rodero, gerente de Fiscalização de Infraestrutura e Operação Rodoviária da ANTT, o segundo painel, proposto pela própria Agência e detalhado como integração entre ações educativas, de fiscalização e a operação rodoviária – deu seguimento à programação com algumas análises de caso por
parte de representantes das forças de segurança nas estradas brasileiras, especificamente, a Polícia Rodoviária Federal – PRF, com Flávio Catarucci, educador de Trânsito da PRF que abordou, o tombamento de veículos de carga e iniciativas perenes da instituição, como a Operação Rodovida e suas diversas temáticas. “As pessoas costumam mudar de comportamento, infelizmente pelo trauma”, constatou o agente, explicando que diante do aumento de ocorrências de saque de cargas pós tombamento – situação de altíssimo risco, além de prática criminosa – como ele ressaltou “a PRF reuniu agentes do Brasil todo no RS, para evento de diagnose de sinistros de trânsito, onde as causas majoritárias detectadas foram: falha nos freios devido a isolamento das cuícas; amarração ruim das
cargas; descumprimento da lei do descanso; excesso de velocidade”. Seguindo pela tese que prioriza inteligência, o educador sintetizou: “segurança exige investimentos. E a PRF procura fazer o seu dever de casa”. Também representando os ilustres agentes federais das estradas, Arthur Nogueira, Superintendente PRF no Mato Grosso, relembrou o aniversário de 28 anos do Código Brasileiro de Trânsito – CBT, mais ou menos no mesmo lapso
temporal em que o estado recebeu a Rota do Oeste, sua primeira concessão. Detalhando rapidamente a conformação da malha, com muitas sobreposições de BRs e em especial o ponto crítico da Serra de São Vicente, o experiente agente avaliou: “Disciplina é importante para a convivência em sociedade”. Ele também destacou o sucesso da parceria da PRF e da Concessionária, em um esforço que zerou as mortes em 10 km de Serra no período 2024- 2025, mesmo sem a instalação da área de escape. Insistindo em princípios ele reiterou: “O desafio é
conseguir avançar na disciplina, na mudança de hábitos dos motoristas e na educação dos futuros motoristas”. Avançando pelo tema da educação, o superintendente Nogueira, registrou que a PRF promove ações de teatro, dentre as diversas faixas etárias, com peças temáticas, classificação e critérios que concedem premiação para as escolas. Alinhado às discussões mais recentes na Semana Nacional de Trânsito, que focou na segurança dos motociclistas, ele destacou os regionalismos que testemunha: “Nós temos um grande problema com a educação dos motociclistas no Mato Grosso: excesso de passageiros no veículo e a falta de capacete”, demonstrando que, o perigo sobre duas rodas assume faces diferentes em diferentes pontos do Brasil. “É um trabalho árduo, desafiador mas que é a missão da PRF. Salvar as vidas das pessoas. Por isso insisto: o CBT é a lei mais desrespeitada do país, por falta de educação, respeito e disciplina”.

CONTRAPONTOS
Destacando um rol de ações de contramedida, Bárbara Nathane, gerente de Eficiência Operacional na Concessionária Rota do Oeste, frisou o lema da companhia: “O legado de segurança é um valor inegociável”, creditando grande parcela de êxito nas ações, graças à interação e respostas rápidas e integração com a PRF, bem como iniciativas como o programa Pare pela Vida, bem como um reforço na abordagem de veículos de carga – com características de grandes dimensões, em dias aleatórios e mais frequentes, visando alertar para as
manutenções dos veículos. Quanto à educação no trânsito, a gerente registrou a efetividade de projetos como o Toda vida importa, dedicado à orientação aos motociclistas, quanto às manutenções veiculares e condutas de risco, “Com uma abordagem educativa e acolhedora, buscamos promover a consciência sobre
a responsabilidade no trânsito”, disse enumerando ainda atividades com um simulador de colisões, promovido durante exposições no estado, entre outras ações educativas como o Projeto Condutores do Amanhã. Em outra exposição de cases de sucesso, José Acácio Delmonego Jr., diretor Superintendente da Arteris Régis Bittencourt, frisou a aderência da concessionária ao Programa de Redução de Acidentes – PRA, que prioriza ações de engenharia, operações e novas tecnologias. “As parcerias com a PRF, na Régis reduziram o número de fatalidades. Mas temos constatado aumento de óbitos por falta de uso de cinto de segurança. Ao longo do nosso trecho, atropelamentos de pedestres também são um desafio, por conta de tentativas de travessias fora das passarelas, um sintoma que, mais uma vez aponta para a educação. Mesmo com iniciativas como o Projeto Escola e Viva Meio Ambiente que estão completando 25 anos”. “Grandes marcos da Arteris em relação à segurança, são áreas de escape com mais de 1350 vidas salvas, e a própria duplicação da Serra do Cafezal”, elencou. Finalizando esta etapa das discussões, Silvia Mugnaini, vice-presidente da ABSeV, alertou que tão importante quanto reconhecer problemas, é valorizar os acertos: “é preciso, mais até do que divulgarmos ocorrências e sinistros, divulgarmos resultados positivos e melhores práticas. Falar sobre o que de bom está acontecendo e sendo feito”, afirmou aos presentes, enumerando Acordos Técnicos que a ABSeV tem firmado em nível institucional, bem como prestando suporte técnico por meio de seus especialistas, junto a entidades como SENATRAN – DNIT/IPR – DETRAN/PR – ANTT – ABDER, em um “Pacto de Segurança Viária: uma maior conexão entre entidades”.
NO TOPO DA LISTA
Daniel Mariz, coordenador-geral de Segurança Viária da Secretaria Nacional de Trânsito – Senatran, abriu sua preleção com uma defesa bastante vocal do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito – Pnatrans. Com o adequado título “Segurança Viária como prioridade nacional”. Ele explicou que o Pnatrans é lei, atualmente em sua terceira revisão. “Meta da lei é ousada, alinhada com a segunda década pela redução de acidentes. Para isso é preciso unir esforços em prol da segurança viária, cada um, cumprindo seu papel institucional com distinção, mas de forma casada, coordenada. Para isso o Pnatrans quer promover essa união de esforços”. Ele apontou ainda que uma extremamente necessária e tiva regulamentação se traduz também em regras e homogeneidade na padronização de sinalização: “O futuro da segurança viária não está somente na colaboração, mas também no entendimento de que temos uma responsabilidade compartilhada”. Didático, o coordenador ilustrou sua argumentação com a peça publicitária “It takes everyone to get to no one”, que explora o conceito “Visão Zero”, como uma resultante de tarefas complementares e colaborativas, desde a instalação de dispositivos na pista, manutenção veicular adequada, até o comportamento dos motoristas e passageiros. Em tempo, cabe ressaltar que o filme foi encomendado pela ACC – Accident Compensation Corporation, entidade ligada ao governo da Nova Zelândia e similar em princípio, ao nosso Seguro DPVAT/SPVAT, para ressarcimento de vítimas de acidente de trânsito. Um “gancho” que dá uma dimensão econômica a um enorme ônus que, conforme exposto pela diretora de Operações do Departamento de Trânsito do Paraná, Viviane Paz, compromete permanentemente ou simplesmente elimina da existência, uma porção demográfica em um de seus períodos mais produtivos, entre os 20 e 29 anos de idade. “Um resultado trágico, levando em conta que esses acidentes, a maioria com motos, acontece nos pequenos municípios do estado, o que aponta que dentro desta estratégia de maior integração inter institucional, há a grande
necessidade de adesão dessas prefeituras, ao Plano Estadual de Segurança No Trânsito do Paraná – PETRANS/PR. Por isso, este plano foi construído por 35 diferentes entidades entre sociedade civil organizada, secretarias estaduais e municipais com suporte da ABSeV”, explicou a dirigente.
ALINHAMENTO DE INICIATIVAS
Encontrando ecos também no setor privado, o chamamento por maior assertividade e integração de ações, foi estrategicamente detalhado, sob o ponto de vista da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias – ABCR, Melhores Rodovias do Brasil, pelo seu diretor executivo, Marco Antonio Giusti. De acordo com ele, existem 32 forças-tarefas (equivalentes aos mais comumente chamados Grupos de Trabalho – GTs) ativas setorialmente na ABCR, com as associadas conseguindo reduções expressivas. “A ABCR constatou os benefícios em ações coordenadas e sinérgicas entre as associadas”. Porém, segundo o diretor, o pós-pandemia mostrou piora nos números de acidentes em nível mundial. Intentando confrontar este cenário, a associação desenvolveu o “Para além da ABCR”, uma iniciativa coletiva. “Não atingiremos sucesso sem a integração entre os esforços públicos e privados”. Tal esforço prevê a promoção de Campanhas conjuntas de segurança viária. Também, a ideia visa melhor tráfego de informações, dados e melhores práticas, além de uma nova governança para análise e utilização da verba da ANTT para melhorias na segurança viária. Falando pela Agência reguladora, a doutora em engenharia
de Transportes pela USP, com a tese “Avaliação do desempenho dos elementos de sinalização viária em rodovias”, Walquiria Yumiko Fuji, coordenadora de Segurança Viária e Educação no Trânsito da ANTT, destacou o “ANTT Coopera”. Uma forma menos burocrática de estabelecer acordos técnicos com outras instituições, um esforço dividido internamente junto à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária da Agência – SUROD, que segundo ela, constitui “um objetivo convergente resultou em orientação setorial de boas práticas”. Paralelamente, “a ANTT promoveu a criação da Coordenação de Segurança Viária. Um reconhecimento institucional importante e um marco para o estabelecimento de um núcleo de segurança viária”, disse, referindo-se à ações como o Workshop Vias Seguras e o já mencionado EDUCAVIAS.
PERSPECTIVA TÉCNICA
Seguindo pelo prisma público de gestão de ativos rodoviários, o diretor de Operações do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, Alexandre Castro Fernandes, um dos integrantes da equipe que concebeu a primeira versão do BR-Legal, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT e homem à frente do PROSEG, o Programa de Segurança Viária das Rodovias Estaduais do Paraná, explicou algumas premissas do bem sucedido programa que tem colocado a sinalização e a segurança das PRs em um ponto equilibrado com a boa performance de qualidade de rodagem no estado: “temos trabalhado para que os editais e licitações se ancorem e referenciem diretamente as normas da ABNT”, disse. “O projeto tipo não pode ser usado cegamente. É preciso ter uma execução feita por empresas especializadas” pilares para o compromisso constitucional de segurança viária. “No Paraná estamos trazendo uma nova cultura para a segurança viária, com maior prevalência da técnica e qualidade, sobre o preço”, finalizou.
PROTEÇÃO DE ZONAS DE OBRAS
Falando sobre sinalização temporária e o adequado tratamento de zonas de obras, Fausto Camilotti, diretor de Operações Rodoviárias da Motiva, registrou que o grupo concebeu um Manual de Sinalização de Obras, que contou com colaboração da ABSeV e da ANTT. “Segurança viária, também é segurança do trabalho, assim, buscamos elementos que tragam interoperabilidade e que possam ser aplicados em outros ambientes de obras dos outros grupos econômicos. É preciso sempre elevar a discussão técnica com players e stakeholders, sempre buscando o objetivo de salvar vidas”, disse. Sobre as colaborações institucionais ele afirmou que: “temos boas interações com as instituições como a ANTT e outras entidades, porque as conversas se dão em ambiente técnico onde os avanços são compartilhados e também comemorados”, opinou, adiantando, inclusive alguns dos próximos passos a serem adotados pela gigante das concessões: “Estamos usando até GeoBIM. E já está sendo feita uma revisão de manual, com ainda mais tecnologia e mais elementos até como EPIs inteligentes e cones automatizados”, informou. Por sua vez, Mário Sérgio Ferreira, coordenador de engenharia e Manutenção Civil da Motiva, detalhou que “o Manual traz além de especificações técnicas com foco em padronização, detalhamento e melhores práticas, elementos disruptivos, modernos e que oferecem proteção adicional para a frente de obras, com boas práticas e, mesmo de perfil de atividade como a mudanças de Homem bandeira que passa a ser um orientador de tráfego, mais especializado”, adicionando ainda que a Motiva é um benchmark neste aspecto, e que o Manual também representa uma mudança de cultura dentro da companhia. Já Henrique Stuchi Marcos, especialista de Engenharia da Manutenção Civil da Motiva, acrescentou que “as operações previstas no manual de sinalização temporária da Motiva, incluem o uso de veículos de barreira e TMA (ou AMC -anteparo montado em caminhão) entre outras tecnologias novas, como bandeiradores automáticos com LED entre outras inovações”. Participando do painel seguinte, acerca da utilização de dispositivos pontuais, como terminais absorvedores de energia de diversos níveis de contenção. Certificados, ensaiados e classificados de acordo com a capacidade, Roger da Silva Pêgas, superintendente de Rodovias da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo –ARTESP, voltou ao assunto das obras e intervenções na malha, esclarecendo que, de acordo com o que a Agência estabelece, “as obras têm que ser certificadas na amplitude de todas as suas disciplinas, uma realidade nos contratos mais recentes e futuros. Esta certificação garante a eficiência em conformidade com o que se pretende de sua performance”, resumiu, formando um consenso entre os presentes: dispositivos de contenção salvam e neste contexto, o Brasil consegue entregar a mesma qualidade presente em rodovias americanas e europeias neste quesito que, a tomar por fabricantes como Marvitec, Marangoni, Armco Staco e Lisy (todas presentes à Paving Expo 2025), continua em evolução.

COMUNIDADE DE SEGURANÇA VIÁRIA: OS DESTAQUES NA PAVING EXPO 2025
Um giro pelos estandes: a adesão maciça dos associados ABSeV, as inovações em produtos, dispositivos e materiais que brilharam nas apresentações técnicas e representam os próximos passos de uma indústria que quer,
além de salvar vidas, contribuir para que o Brasil atinja as metas estabelecidas pela segunda década de redução das mortes no trânsito, não apenas com alta qualidade, mas também com sustentabilidade e conformidade.
“Somos uma empresa com 20 anos de atuação no mercado, oferecendo placas para diversas finalidades. Trabalhamos com o alumínio composto (ACM), desenvolvido ao longo de 15 anos, além de soluções de fixação. Lançamos o GSCM, uma placa composta que utiliza aço acoplado a núcleo termoplástico, em processo similar ao ACM. O material é prépintado e pronto para receber película refletiva. Integramos a ABSeV, com foco em boas práticas.” Antonio Carlos, CEO – ALCOPLA
“Estamos mais um ano na Paving Expo representando a Armco Staco, uma empresa centenária que traz a inovação em seu DNA. O evento é fundamental para a infraestrutura brasileira e foi a oportunidade de apresentar um dispositivo absorvedor de energia 100% nacional e proprietário. Recentemente, firmamos contrato de distribuição com a Lindsay, ampliando nossa atuação no país. Também participamos de painéis técnicos por meio da ABSeV, fortalecendo o debate em segurança viária.” Bruno Benites, Gerente Técnico Comercial – Armco Staco
“Mais uma vez, a Armco Staco prestigia a Paving Expo, apresentando sua consagrada tecnolog ia de aço corrugado aplicada tanto à segurança viária quanto a estruturas como pontes, túneis e sistemas de drenagem. Trata-se de uma
tecnologia desenvolvida ao longo de 112 anos, que efetivamente entrega segurança às rodovias e às obras de infraestrutura. Essa é a nossa mensagem: segurança acima de tudo.” Fernando Beltrão – Gerente Comercial – Armco Staco
“A Avery Dennison é uma referência mundial, multinacional americana presente no Brasil há muitos anos, trazendo tecnologias como a impressão digital aplicada à sinalização viária. O sistema garante alta performance às placas, com conformidade técnica e atendimento integral à ABNT 14.644. Oferece mais conforto visual, maior visibilidade e mais segurança aos usuários, de dia e à noite. A segurança viária faz parte da cultura da empresa, que integra a ABSeV, elevando o debate no país.” Everton Silva, Gerente de Contas Estratégicas – Avery Dennison
“A World Center representa uma classe em ascensão no país dedicada à segurança viária. Nos painéis, a segurança tem sido tratada como um valor inegociável, ampliando-se também à proteção de zonas de obra. Na Paving, apresentamos equipamentos associados às rodovias que perdoam, como atenuadores de impacto, collapsign, sinalizadores e setas de alta qualidade. Como associados fundadores da ABSeV, destacamos o papel da entidade na promoção de sinergia e no fortalecimento da segurança nas estradas.” Fabiano Olimpio – Vendas – World Center
“A Indutil tem mais de 65 anos de história e é uma das pioneiras no mercado de sinalização e demarcação viária no Brasil, sendo responsável por introduzir, nos anos 1990, a tecnologia de tintas à base d’água. Integramos a ABSeV, que reúne os principais fabricantes do setor, reforçando nosso compromisso com a segurança viária. Na Paving, apresentamos tecnologias como plástico a frio, tintas antiderrapantes e novos avanços em sistemas à base de água e tricomponentes.” Fábio Landim – Diretor Técnico – Indutil
“A Lisy é uma empresa brasileira, paulista, com 30 anos de atuação, especializada na fabricação e galvanização de dispositivos de contenção viária, com um portfólio completo que inclui defensas metálicas, terminais, transições, atenuadores de impacto e proteções para motociclistas. Na Paving, apresentamos sistemas inovadores como a contenção por cabos, ainda recente no país. Atuamos na ABSeV e na ABNT, contribuindo ativamente para a evolução da segurança viária e dos conceitos de rodovias que perdoam e Visão Zero.” Flavio Patanè – Responsável Técnico-Comercial – Lisy
“A Waybor é uma indústria química que iniciou suas atividades em 1968, atuando com resinas e tintas para demarcação viária. Hoje, atende todo o segmento de materiais acabados para sinalização, segurança e conservação viária, com soluções como plástico a frio e tintas solventes de alta qualidade. Com foco no usuário e na infraestrutura brasileira, integra a ABSeV, contribuindo para a evolução tecnológica e para a aplicação das melhores práticas que salvam vidas nas rodovias.” Jonny Lopez – Gerente Técnico – Waybor
“A 3M é associada da ABSeV e participa mais uma vez deste evento fundamental para o setor. Neste ano, apresentamos uma novidade: o aplicador de adesivos da marca, que regula integralmente a mistura, garantindo aplicação eficiente, resistente e com mínima margem de erro nas tachinhas. Trata-se de mais um pioneirismo da 3M, com precisão, repetibilidade e redução de custos, contribuindo para a segurança dos usuários. Como parceira fundadora da ABSeV, reforçamos nosso compromisso com inovação e qualidade nas rodovias.” Leonardo Tasinafo – Engenheiro de Aplicação América Latina – 3M
“A Vimaster atua no mercado de sinalização viária há quase 25 anos e participa mais uma vez da Paving, unindo resultados, dedicação e trabalho contínuo. Para esta edição, a empresa apresentou produtos inovadores, como as esferas de vidro amarelas, utilizadas especialmente na aplicação do termoplástico amarelo. A solução surge para superar desafios de coloração que podem gerar confusão aos motoristas, contribuindo diretamente para mais segurança e melhor orientação aos usuários das rodovias.” Luiz Regatieri – CEO, diretor Industrial – Vimaster
“A Vimaster tem orgulho de participar da ABSeV como uma das empresas fundadoras da associação, colaborando com os especialistas, para que a segurança viária sempre continue caminhando para as melhores práticas. Fazemos parte das câmaras temáticas, tratando das tecnologias que fazem a diferença para a segurança das pessoas nas nossas estradas, dentro dos conceitos de rodovias que perdoam e visão zero”. Silvia Mugnaini – Gerente Comercial – Vimaster
“A Lenco participa da Paving Expo 2025 apresentando sua experiência como laboratório de controle tecnológico, com atuação especializada em ensaios voltados à sinalização e à segurança viária. Nesta edição, a novidade são os ensaios de passagem de roda aplicados às tintas, com controle de microesferas e avaliação da retrorrefletância. Integrante da ABSeV, a Lenco acompanha e contribui com o trabalho da associação, que segue avançando para assegurar a performance adequada dos produtos em campo.” Marco Martinez – CEO – Lenco
“A Marangoni participa da Paving trazendo uma expertise de mais de 80 anos, sendo que há mais de duas décadas atua tecnicamente na área de segurança viária por meio de defensas metálicas. Nesta edição, apresentamos barreiras com alto nível de contenção e instalação mais ágil, pensadas também para facilitar o trabalho do instalador, além de testadas para ônibus e veículos elétricos. Integrante da ABSeV, a empresa valoriza a integração entre associados, que eleva o nível dos debates e contribui para reduzir a gravidade dos sinistros nas rodovias.”
Marcelo Raymundo – Diretor Comercial – Marangoni
“Com mais de 10 anos de atuação, a Marvitec tem orgulho de integrar a ABSeV, participando ativamente de comissões voltadas à melhoria da segurança viária e à disseminação do conhecimento técnico, sempre com foco na preservação de vidas. Na Paving Expo, a empresa apresenta modelos de TMA certificados e testados no Brasil e no exterior, amplamente utilizados por concessionárias, desenvolvidos para reduzir riscos em zonas de obras e proteger motoristas e trabalhadores.” Renata Mobilia – Consultora Técnica – Marvitec
“A RenovaUrb é uma empresa dedicada exclusivamente à segurança viária, com foco permanente na preservação de vidas. Ao longo de sua trajetória, desenvolve produtos que contribuem efetivamente para a redução de fatalidades no trânsito, com soluções colapsíveis fabricadas em material reciclado, alinhadas à sustentabilidade ambiental. Na Paving, apresentamos um novo poste colapsível para vias urbanas, projetado para preservar a vida de motociclistas em caso de colisão. Como associados da ABSeV, atuamos de forma integrada pela segurança dos usuários.” Valter Vendramin – Diretor Institucional da RenovaUrb
“A parceria entre a ABSeV e a Paving Expo se renovou em mais um ano de sucesso, consolidando o evento como ponto de encontro do setor para a troca de experiências e a difusão de boas práticas em prol de vias mais seguras. O Seminário da ABSeV debateu temas estratégicos da segurança viária, com especialistas e parceiros como ANTT, INPROTRAN e ABDER. Mais do que palestras, o encontro reuniu profissionais unidos por um propósito comum: salvar vidas nas vias brasileiras.” Luciana Penteado – Diretora da ABSeV