Paraíba que inspira o Nordeste

Como dizia Ariano Suassuna, “o otimista é um tolo, o pessimista é um chato, bom mesmo é ser um realista esperançoso.” Na Paraíba, essa percepção parece ganhar forma concreta, entre o litoral que amanhece primeiro e o sertão que resiste ao tempo, a Paraíba se revela em movimento, onde o desenvolvimento não se apresenta como promessa distante, mas como presença visível nas estradas que encurtam distâncias, nas pontes que unem regiões e nas obras que ampliam horizontes.

É um território onde identidade cultural e engenharia caminham lado a lado, revelando um Estado que preserva suas raízes enquanto projeta o futuro, algo que é de pleno conhecimento, desde o vendedor de seriguela (madurinha, vermelhinha, tem, óia) na bonita orla de João Pessoa, até os últimos andares que formam o skyline de seu Altiplano. RodoVias&Infra percorreu o Estado, atravessando rodovias, centros urbanos e corredores logísticos para compreender, de perto, como o plano de infraestrutura performado pela gestão Azevêdo moldou o cotidiano e redefiniu a dinâmica econômica e social da Paraíba, alcançando patamares e índices de desenvolvimento notáveis.

Mais do que observar mapas ou relatórios, a proposta foi sentir o território, perceber como cada quilômetro pavimentado representa oportunidade, integração e desenvolvimento para quem vive, produz e se desloca, em mais um exemplo clássico de reportagem RV&I, construído a partir das percepções in loco de suas equipes. Uma realidade sem filtros que, se parece “instagramável” em diversos momentos, é porque, de fato, é.

Ao longo dessa jornada, ouvimos quem planeja, executa e direciona esse avanço: diretores do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), lideranças técnicas, representantes do Executivo estadual e agentes estratégicos que transformam planejamento em realização. Foram diálogos construídos sobre o próprio solo paraibano, onde cada obra possui contexto, cada investimento revela propósito e cada decisão carrega impacto direto na mobilidade, na economia e na qualidade de vida da população.

Nas próximas páginas, o leitor encontrará não apenas números e projetos, mas o panorama técnico que sustenta esse movimento contínuo de transformação. Uma edição que convida a percorrer a Paraíba por dentro de sua engenharia, entendendo como planejamento, investimento e execução constroem caminhos que ultrapassam o asfalto e se consolidam como vetores de crescimento regional.

Acompanhe, a seguir, os gestores que fazem o motor da infraestrutura girar e conheça de perto as decisões, estratégias e obras que impulsionam o Estado rumo ao futuro.

GESTÃO E INFRAESTRUTURA: VISÃO E COMPROMISSO

A Paraíba vive um período de intenso investimento em infraestrutura, um movimento que tem transformado a paisagem do Estado e impulsionado seu desenvolvimento socioeconômico. Essa pujança é reflexo de uma gestão fiscal rigorosa e de um planejamento estratégico que prioriza a integração e a melhoria da qualidade de vida dos paraibanos, em todas as cinco regiões da Paraíba (Litoral/Zona da Mata; Agreste; Região Serrana da Borborema; Sertão e Alto Sertão).

O compromisso com a infraestrutura é a pedra angular da atual administração, reverberando nas falas do governador João Azevêdo (cuja exclusiva você confere neste número), que sintetizam a magnitude desse esforço, destacando o volume de obras que viraram e estão “virando o jogo” (para usar uma analogia futebolística coerente com o entusiasta botafoguense que ele é) no Estado.

Investimentos em diversas frentes, desde a modernização de portos até a construção de hospitais, escolas e empreendimentos turísticos, sem esquecer a espinha dorsal do desenvolvimento: as rodovias.

“ Nós temos muitas obras já entregues e em execução, a exemplo da dragagem do Porto de Cabedelo; da Ponte do Futuro, complexo que interligará Cabedelo, Lucena e Santa Rita; pavimentação e restauração de rodovias; travessias urbanas em 210 municípios; construção de quatro hospitais; construção e reforma de escolas; além dos investimentos em energias renováveis, infraestrutura hídrica e a construção do radiotelescópio Bingo, do Centro de Convenções de Campina Grande e de resorts no Polo Turístico com 9.800 novos leitos. ”

Esse volume massivo de obras também é enfatizado pelo jovem Vice-Governador Lucas Ribeiro (igualmente entrevistado nesta edição), que aponta o impacto financeiro direto e o dinamismo que ele gera na economia local. A capacidade de investimento mensal demonstra um Estado forte e em crescimento contínuo, com a infraestrutura servindo como um motor robusto para essa expansão.

“Nosso custo mensal de medição e pagamento de obras tem chegado a R$ 200 milhões. Só o DER-PB gasta quase R$ 100 milhões por mês. Isso demonstra que o Estado está crescendo, está forte e está construindo. Temos muitas estradas novas hoje, o que mostra o dinamismo da nossa economia e a capacidade de investimento da gestão.”

A garantia de que esses projetos serão concluídos é uma prioridade. O secretário da Infraestrutura e Recursos Hídricos (Seirh), Deusdete Queiroga, enfatiza a determinação do governo em entregar todas as obras em andamento, assegurando a continuidade e o impacto positivo para a população paraibana.

“100% das obras apresentadas aqui serão concluídas até dezembro de 2026, isso é uma determinação do Governador. Uma meta estabelecida por ele e acatada por todos nós que fazemos a infraestrutura.”

NA LINHA DE FRENTE

No centro do ambicioso plano rodoviário, parte de uma verdadeira reestruturação estradal no Estado, está o Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), sob a liderança do Dr. Carlos Pereira de Carvalho e Silva, cuja visão estratégica impulsiona o maior programa rodoviário da história da Paraíba.

“ A estrada é a melhor forma de comunicação entre as pessoas, entre as comunidades, entre as cidades, entre as regiões. Nossa administração tem focado no desenvolvimento integral do Estado, com a infraestrutura de transportes como uma meta prioritária. ”

Ele compartilha da filosofia de que a infraestrutura vai muito além do concreto e do asfalto, sendo um elo fundamental na vida das pessoas, como se aprofundará nas páginas seguintes.

Já o governador João Azevêdo, ele próprio um grande entusiasta do DER-PB, reiteradas vezes defendeu a importância da infraestrutura de transportes como meta prioritária para o desenvolvimento integral do Estado.

A gestão fiscal rigorosa, que, ao abolir gastos desnecessários, aumentar a receita e reduzir despesas administrativas, permitiu que o DER-PB emergisse como órgão-chave. Os esforços se concentram na extensão e manutenção da malha rodoviária, em obras que focam na mobilidade humana e na interligação regional, facilitando o deslocamento de pessoas e o transporte de produtos agropecuários, com impactos positivos na economicidade dos custos e na redução do preço das passagens de ônibus.

É fundamental ressaltar que todo esse investimento não comprometeu o ajuste fiscal do Estado, garantindo a sustentabilidade financeira para futuras administrações.

Grandes obras como os Arcos Metropolitanos de João Pessoa e Campina Grande, e o Complexo da Ponte do Futuro, exemplificam o foco da gestão em infraestrutura. Tais projetos são cruciais para desafogar o tráfego e apoiar a logística portuária, como se detalhará nas próximas páginas.

A gestão, que contou com a atuação do Vice-Governador Lucas Ribeiro, figura que oferece aos paraibanos a possibilidade de uma continuidade ao projeto e às políticas bem-sucedidas já em andamento, também destaca a capacidade de investimento e a forma como a Paraíba tem se posicionado como líder em infraestrutura no Nordeste.

O ranking do Centro de Liderança Pública (CLP) coloca a Paraíba entre os primeiros do País em infraestrutura.

Projetos como as “passagens molhadas”, construídas através do Projeto Cooperar com empréstimo do Banco Mundial, exemplificam o impacto direto na vida das comunidades rurais, garantindo acesso e escoamento da produção em áreas que antes ficavam isoladas pelas chuvas.

Esse municipalismo se estende ao programa Travessias Urbanas, que já levou asfalto a 210 dos 223 municípios da Paraíba, elevando a autoestima dos moradores e valorizando os imóveis.

A integração logística e interestadual também é uma prioridade, com obras que conectam as rodovias paraibanas às dos estados vizinhos, gerando um “efeito condomínio” de desenvolvimento regional.

A continuidade da gestão atual traz segurança institucional, fruto de uma responsabilidade fiscal rigorosa que permite o volume de investimentos sem comprometer a saúde financeira do Estado.

O plano Paraíba 2025-2026 prevê um “superpacote de obras” em todas as áreas, incluindo saúde (com hospitais de trauma, maternidades e centros de hemodiálise sendo descentralizados) e saneamento (com uma PPP de R$ 13 bilhões para universalização do esgotamento sanitário em 85 municípios, sem privatizar a CAGEPA).

MAGNETISMO PARAIBANO

O Governador João Azevêdo reforça que a Paraíba tem alcançado a nota A no Tesouro Nacional (CAPAG A+) por cinco anos consecutivos e a nota AAA da S&P Global Ratings por dois anos, atraindo investimentos internacionais e privados.

O PIB do Estado cresceu 9,9% de 2020 a 2021, gerando mais de 1,3 milhão de empregos e um saldo positivo de 140 mil novos postos de trabalho entre 2019 e 2025.

O Índice de Progresso Social (IPS) de 2025 aponta que a Paraíba possui uma qualidade de vida comparável a estados do Sul e Sudeste, sendo o Estado mais competitivo do Nordeste no ranking do CLP.

No campo da tecnologia e inovação, a Paraíba está implantando o maior radiotelescópio da América Latina (projeto BINGO), a “Cidade da Astronomia”, um polo tecnológico em arqueologia e paleontologia no Sertão, e o grande destaque: o Centro Internacional de Computação Quântica, que abrigará o primeiro computador quântico do Brasil e da América do Sul.

Esses projetos visam posicionar a Paraíba na vanguarda da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico.

O turismo também floresce, com a capital paraibana registrando uma ocupação hoteleira anual de 85% e investimentos bilionários em resorts e parques temáticos no Polo Turístico Cabo Branco.

MARCO DO RODOVIARISMO NACIONAL

O DER-PB, que completará 80 anos em 2026, é um pilar fundamental dessa transformação. A totalidade do programa de investimentos em infraestrutura e logística ultrapassa os R$ 5 bilhões.

Além disso, houve investimento em 12 aeródromos e no transporte público, com um projeto de R$ 400 milhões para implantação do sistema BRS (Bus Rapid System) em João Pessoa, com corredores e estações de integração para ônibus elétricos.

A transição para o Vice-Governador Lucas Ribeiro é vista com tranquilidade, garantindo a continuidade das políticas públicas, que se tornaram políticas de Estado, com o programa Paraíba 25/26 e um Orçamento Democrático que ouve a população e direciona mais de R$ 4 bilhões em investimentos a demandas populares.

A paixão pela infraestrutura rodoviária é evidente, reconhecendo o sofrimento de distritos rurais, que antes contavam com estradas ruins, e que foram contemplados pelo impacto positivo do DER Paraíba na vida das comunidades, pois “a estrada realmente promove desenvolvimento”.

A Paraíba, hoje, é muito melhor do que a Paraíba do passado, um reflexo do trabalho de um “bom time” e um governo comprometido.

O investimento em relação à receita corrente líquida do Estado chega a 13%, saindo de uma média de R$ 500 milhões anuais para quase R$ 3 bilhões por ano, um aumento de seis vezes.

GESTÃO DA MACRO ESTRATÉGIA RODOVIÁRIA: A DIRETORIA SUPERINTENDENTE DO DER-PB: LIDERANÇA, LEGADO, RUMO E PRUMO DO PROGRESSO

À frente do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), encontra-se uma figura que não apenas lidera, mas que, de certo modo, personifica a própria instituição: o Dr. Carlos Pereira de Carvalho e Silva (cuja entrevista você confere nesta edição).

Sua trajetória é um testemunho vivo da história do serviço público no Estado, uma dedicação que ultrapassa sete décadas, a maior parte delas tecida nos corredores e nas estradas do DER-PB.

Mais do que um gestor, ele é uma memória institucional, um elo entre o passado, o presente e o futuro da infraestrutura paraibana.

Com uma trajetória impressionante de mais de 70 anos de serviço público, o Dr. Carlos Pereira começou sua jornada como “contínuo” em 1952, aos 14 anos. Graduou-se engenheiro em 1963 e, em 1964, já estava no DER-PB, órgão que, em 2026, celebra seus 80 anos.

É uma honra que poucos podem ter: sua trajetória no serviço público, com grande parte dedicada ao DER-PB, acompanha de perto a história da própria instituição. Sua vida é a prova de que o Órgão é, para muitos, uma verdadeira escola e um lar.

A longevidade técnica e o comando da máquina pública sob sua supervisão, há pouco mais de 15 anos como Diretor Superintendente, refletem uma gestão pautada pela experiência e pela visão estratégica.

Foram oito anos atuando como superintendente na gestão anterior e agora completa mais oito anos sob a administração de João Azevêdo, sempre com uma postura de lealdade à instituição acima de qualquer política partidária.

A excelência da gestão e o selo de qualidade do braço rodoviário do Estado são frutos de uma filosofia de trabalho muito clara, que ele abraça e que tem como meta o desenvolvimento integral do Estado, colocando a infraestrutura de transportes como uma prioridade absoluta.

Para materializar essa visão, o órgão rodoviário da Paraíba tem atuado em frentes cruciais: a extensão e manutenção contínua da malha rodoviária estadual, a execução de obras com foco primordial na mobilidade humana e a interligação de regiões.

Este último ponto é vital, pois facilita o deslocamento de pessoas e o transporte de produtos agropecuários dos pequenos centros para os grandes mercados, gerando economia nos custos de transporte e contribuindo para a redução do preço das passagens de ônibus.

Entre os marcos mais significativos dessa gestão, destacam-se grandes obras já mencionadas, como os Arcos Metropolitanos de João Pessoa e Campina Grande, e o Complexo da Ponte do Futuro, que juntos representam investimentos estratégicos e soluções para o tráfego e a logística regional.

Além desses megaprojetos, o DER-PB atua em dezenas de outros programas rodoviários, focando na integração de municípios de menor porte, com muitas obras já entregues e outras em andamento ou licitação, que promovem a conectividade e o desenvolvimento local.

Para o Dr. Carlos Pereira, a maior recompensa é o que um grande parceiro seu de Departamento, o diretor de Planejamento e Transportes, Dr. José Arnaldo (também entrevistado nestas páginas), chamou de “salário moral”: a felicidade das comunidades.

Visitar pequenas vilas no interior, antes isoladas, e testemunhar a alegria dos moradores ao verem uma estrada pavimentada, sinalizada e bonita, é algo que “não tem preço”.

O Programa Travessias Urbanas, idealizado pelo Governador João Azevêdo, é um exemplo disso, tendo investido mais de R$ 571,8 milhões em 210 municípios, transformando a autoestima e a dignidade dos paraibanos ao levar asfalto para suas cidades.

A equipe do DER-PB, embora reconhecidamente experiente, também enfrenta o desafio da renovação.

O Dr. Carlos Pereira destaca a necessidade de atrair novos talentos e elogia a crescente presença de excelentes engenheiras, que ele vê como mais responsáveis, interessadas e comprometidas com suas tarefas.

A gestão também ressalta a importância de ter setores estratégicos como a Procuradoria Jurídica (PJ), a Controladoria Interna (CI), além da Comissão Permanente de Licitação (CPL) subordinados diretamente à Superintendência.

Essa estrutura é vital para garantir a velocidade das obras sem renunciar à segurança jurídica, à ética e à legalidade.

Eles atuam como um escudo, assegurando que cada centavo e cada contrato do órgão sejam inquestionáveis, permitindo que a execução dos projetos prossiga com a confiança e a transparência que a sociedade paraibana merece.

PROCURADORIA JURÍDICA: O ESCUDO DA GESTÃO ÉTICA, LEGALIDADE E A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO, EM CONTRATOS DE GRANDE VULTO

No cerne da proteção legal que assegura a integridade das operações do DER-PB, atua a Procuradoria Jurídica (PJ), sob a dinâmica liderança do Procurador-Chefe Luiz do Nascimento Guedes Neto. Este setor é a bússola que orienta a instituição através do complexo mar da legislação, garantindo que a construção do Estado ocorra sobre alicerces firmes de ética e legalidade. A PJ é, sem dúvida, um dos vértices do triângulo de sustentação da superintendência, um verdadeiro escudo que protege a gestão contra riscos e assegura a conformidade em contratos que, muitas vezes, somam cifras bilionárias.

A trajetória de Luiz do Nascimento Guedes Neto é tão diversificada quanto a própria atuação da Procuradoria. Advogado de carreira, professor universitário na UFPB e em cursos de segurança pública, e mestre em direito de desenvolvimento de mercado sustentável, ele traz uma visão ampliada que conecta áreas aparentemente distintas, como segurança pública, segurança rodoviária e análise de risco. Seu sonho de atuar no DER-PB nasceu ainda no período de estágio, um desejo que se concretizou com sua entrada como subprocurador e, em 2021, sua ascensão a Procurador-Chefe, coincidentemente no dia do nascimento de sua filha, um detalhe que ele fez questão de frisar à equipe e que denota ao mesmo tempo sensibilidade e zelo à sua dinâmica figura.

Ao assumir a Procuradoria, Luiz Neto (como o doutor é chamado com carinho tipicamente paraibano internamente) encontrou um cenário assombroso de contenciosos estagnados, vencidos com uma gestão focada na otimização de processos. Desta forma, a PJ conseguiu uma verdadeira virada de chave, transformando o fluxo de trabalho: “Quando assumi a Procuradoria, me deparei com um volume expressivo de demandas pendentes de impulsionamento. Hoje, trabalhamos com uma gestão diária, onde os processos chegam, são distribuídos e concluídos em tempo hábil.”

Essa agilidade, que permite a análise de aditivos e licitações em uma média de 48 a 72 horas, é fruto também da democratização do acesso à informação, da distribuição eficiente de tarefas e da confiança na autonomia da equipe, que é constantemente capacitada sobre a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). A crença de Guedes Neto é que: “um gestor eficaz permite que sua equipe funcione com autonomia, alinhada ao posicionamento institucional”.

A estrutura da PJ é minuciosamente organizada para cobrir todas as frentes necessárias para a operação do órgão, lidando com pessoal, processos administrativos internos, contratação, fiscalização e encerramento de obras. Além disso, a Procuradoria atua ativamente junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao Judiciário e a outras entidades de controle externo. A dedicação da equipe é evidente na distribuição de responsabilidades: “Temos uma equipe dedicada a cada área: um subprocurador, o Dr. Antônio, cuida da parte judicial, garantindo que não percamos prazos, realizando sustentações orais e as petições dentro do tempo. A Dra. Vanessa Cabral, nossa servidora mais experiente, é responsável pelas demandas do Tribunal de Contas Estadual, onde temos uma presença constante, contribuindo para a formação da jurisprudência”.

PERÍCIA E AGILIDADE

Um dos braços mais importantes da PJ é o Grupo Técnico de Perícia e Avaliação (GPA), crucial para desimpedir o caminho das obras antes mesmo de começarem. Sua atuação preventiva, que abrange faixa de domínio e desapropriações, tem um impacto direto na celeridade dos projetos. A PJ elevou significativamente o número de laudos de desapropriação de 80 por ano para mais de 170 em apenas quatro meses, um feito que permite agilizar indenizações pendentes e evitar atrasos. Como reforça o Procurador-Chefe, a meta é a eficiência desde o início: “Nossa meta, com a nova gestão do GPA sob a liderança de um engenheiro, é que as obras, ao receberem a ordem de serviço, já estejam ‘desembaraçadas’ de qualquer impedimento legal ou de desapropriação, permitindo que a empresa cumpra o prazo”.

PÉS EM CAMPO, OLHAR DIGITAL

Para o Procurador-Chefe, ser um “procurador de gabinete” não é uma opção. Sua presença ativa em campo, visitando obras e acompanhando desapropriações, lhe confere uma visão privilegiada da realidade. Essa imersão permite que ele identifique soluções menos arriscadas e colabore efetivamente com a engenharia. Essa abordagem prática, que ele chama de “Procuradoria da Engenharia”, otimiza a atuação legal e gera economia. A inovação tecnológica também é uma aliada poderosa, com a inteligência artificial (IA) otimizando despachos e gestão de processos. Hoje, o TCE da Paraíba pode monitorar obras em tempo real com dados abertos e imagens de satélite, tornando a transparência absoluta e as justificativas inverídicas inviáveis.

SEGURANÇA PÚBLICA E INSTITUCIONAL

Sob o prisma da segurança, o convênio com a Polícia Militar da Paraíba (PMPB) é um ponto de destaque e um reflexo da visão inovadora de Guedes Neto. Este convênio, que prevê a destinação de 40% da arrecadação das multas para a PMPB, teve um impacto direto e positivo, reduzindo drasticamente as ações judiciais por sinistros rodoviários, especialmente os fatais. Ele enfatiza a economia de vidas e recursos: “Com a Polícia Militar atuando com vontade na fiscalização, aquela pessoa que morria no domingo após um jogo, embriagada, agora pensa duas vezes. Os motociclistas passaram a usar capacete. No primeiro ano, tivemos uma economia de alguns milhões de reais, e a tendência se manteve”.

Essa fiscalização rigorosa não apenas salva vidas, mas também evita custos expressivos para o DER-PB, que antes arcava com indenizações em casos em que a responsabilidade não era da rodovia, mas da imprudência. O protagonismo da Procuradoria é inegável, atuando como um orientador institucional frente às constantes mudanças legislativas. Como ele resume a abrangência de sua atuação: “Costumo dizer que ‘tudo o que acontece no DER-PB passa pela análise jurídica’, porque a água só corre para o mar. Desde as férias de um servidor até a contratação da Ponte do Futuro, uma obra de quase R$ 500 milhões, a responsabilidade do parecerista recai sobre a Procuradoria”. O papel preventivo da Procuradoria, que às vezes significa dizer “não pode”, é crucial para evitar problemas futuros e para a construção de uma cultura de compliance e integridade.

CONTROLADORIA INTERNA: A ENGRENAGEM ESSENCIAL QUE ANTECIPA SOLUÇÕES

A Controladoria Interna (CI) do DER-PB atua como um pilar essencial para assegurar a legalidade, eficiência e qualidade das obras e serviços prestados pelo Departamento. Este setor é a representação do rigor absoluto, onde a fiscalização se alia à orientação proativa para transformar o Órgão Rodoviário em uma referência em auditoria e transparência, promovendo uma verdadeira cultura do erro zero que gera economia e confiança.

A atuação da CI é multifacetada e crucial para o bom funcionamento de toda a “máquina” da autarquia. Marília Henriques, atual chefe da Controladoria Interna, destaca o papel multidisciplinar da equipe, comparando o Órgão Estadual a um complexo sistema de engrenagens. Para ela, a CI é fundamental para a sintonia perfeita, mesmo sem ter um destaque visível no produto final. “Nossa equipe na Controladoria Interna é multidisciplinar. Desde que entrei, já como engenheira ambiental, percebi que o DER é como um complexo com várias engrenagens. O serviço final, a rodovia, o ônibus ou a balsa, depende de todo esse ecossistema funcionando em perfeita sintonia”.

Ela enfatiza que a CI orienta os fiscais de contrato, garantindo que tudo seja feito da melhor forma possível, tanto do ponto de vista de engenharia quanto legal, lidando diretamente com recursos financeiros. Além de orientar, a Controladoria Interna atua como um reforço fundamental em momentos de dificuldade, buscando soluções legais para imprevistos. Marília explica como a equipe se mobiliza para evitar paralisações e garantir a continuidade dos serviços essenciais: “Sabemos que nada acontece 100% como planejado em uma obra. Se temos uma chuva inesperada, por exemplo, ou uma máquina quebra em uma residência rodoviária que faz conservação, a CI entra como reforço, junto com a equipe jurídica. Buscamos a base legal para que aquele caso de exceção seja tratado dentro da lei e não paralise as atividades do Órgão”.

A função da Controladoria é trazer soluções dentro da lei, antevendo problemas para que eles não se tornem legais ou institucionais, garantindo vias seguras e o escoamento de mercadorias. A CI também funciona como uma auditoria proativa, fiscalizando o cumprimento das normas e dos contratos com um olhar que vai além do convencional. Marília detalha o processo nas medições das obras: “Por exemplo, nas medições das obras, elas chegam já assinadas e montadas pelo fiscal. Nossa análise vai além, pois o fiscal, mesmo sendo um engenheiro treinado, pode deixar passar algo. Nós analisamos o boletim de medição, o mapa de cubagem (se houver movimento de terra), e usamos nossas próprias planilhas de controle que forçam uma reanálise de tudo o que já foi visto. Nosso objetivo não é apenas encontrar o erro, mas também apresentar a solução”.

Essa abordagem ensina a forma correta e melhora o processo em parceria com outros setores. A relação com órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e o Ministério Público da Paraíba (MPPB), é frequente e essencial para a transparência. Marília Henriques menciona a ferramenta GeoPB do TCE, que acompanha o andamento das obras em tempo real, e a “Web Regularidade” para controle de diligência contratual com a Controladoria do Estado, permitindo soluções rápidas para evitar burocracias. Ela exemplifica a agilidade necessária: “Se um problema persiste e o pagamento não é liberado (pois nosso sistema é atrelado à regularidade), toda a obra é prejudicada: o cronograma da Engenharia, o financeiro, a circulação de dinheiro na região. É como uma máquina: se uma engrenagem trava, o sistema inteiro fica deficiente”.

CONTROLANDO O COMPLEXO RODOVIÁRIO PONTE DO FUTURO

Um exemplo emblemático da atuação da CI é a Ponte do Futuro, uma obra que movimenta milhões por mês e requer auditorias constantes do BNDES. Marília enfatiza o papel do Setor para garantir que gargalos não travem o progresso: “É uma obra que movimenta milhões por mês, na última medição, cerca de R$ 18 milhões. Qualquer gargalo aqui, mesmo um atraso na publicação de um reajuste, pode paralisar a obra. Nós da CI corremos para liberar, pois não podemos travar algo tão importante”.

Para garantir a transparência e rastreabilidade, a Controladoria utiliza ferramentas como o PBDOC para formalização, planilhas de controle e o Trello para o fluxo processual, evidenciando a importância do futuro digital.

O RIGOR ABSOLUTO E A CULTURA DO ERRO ZERO

A engenheira civil Lívia da Rocha Lima, que atuou na Controladoria Interna entre fevereiro de 2024 e dezembro de 2025, trouxe uma contribuição significativa para o aprimoramento dos fluxos processuais, especialmente aqueles classificados como processos diversos. Seu trabalho focou em transformar a burocracia em um sistema mais eficiente e transparente. “Acompanhei a construção processual dos setores demandantes, majoritariamente relacionada à execução de serviços, aquisição de materiais, celebração de novas contratações e renovações contratuais”.

Sua atuação foi crucial na orientação dos trâmites, padronização e qualificação da instrução processual, além da adoção de instrumentos objetivos de apoio, como checklists específicos por tipo de demanda. Essas iniciativas, desenvolvidas com o suporte da empresa de Assessoria de Gestão Governamental SIAGOV, contribuíram para a melhoria da qualidade na estruturação dos processos.

Além disso, Lívia enfatiza a importância de uma cultura de integridade e da atuação integrada da Controladoria Interna com os demais setores do órgão, promovendo um ambiente de cooperação: “Durante minha gestão, estreitamos a relação institucional da CI com diversos setores, promovendo maior alinhamento, cooperação e clareza sobre responsabilidades e evidências necessárias ao longo do fluxo. Essas iniciativas contribuíram para a melhoria da qualidade na estruturação dos processos, a prevenção e mitigação de riscos e a correção de falhas ainda durante a tramitação, com foco em conformidade e efetividade”.

Para ela, “o trabalho da Controladoria Interna busca resultados sustentados na legalidade, eficiência, economicidade e transparência, fortalecendo a segurança institucional e ampliando a confiança na atuação do Órgão”.

COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO: A PORTA DE ENTRADA DO PROGRESSO

Setor estratégico que atua como a porta de entrada do progresso, assegurando que as melhores empresas e tecnologias sejam selecionadas para a construção e manutenção da infraestrutura rodoviária paraibana, a CPL atua sob a liderança do experiente Sebastião Cirino da Silva, presidente da Comissão de Contratos e Licitações do DER-PB, e se destaca pela sua complexidade e pela capacidade de adaptação às constantes evoluções legislativas, sempre pautada pela transparência e isonomia.

Formado em Engenharia Mecânica, sua vocação para a organização de processos e fluxos o levou a uma área que considera fundamental para o desenvolvimento do Estado. Cirino descreve a eficiência atual do setor: “O DER paraibano atua como um instrumento fundamental do Governo no desenvolvimento da Paraíba, e a condução de licitações para as nossas obras rodoviárias é um dos papéis mais importantes que desempenhamos. Meu setor, a Comissão de Contratos e Licitações, é complexo por natureza, mas o sistema atual tem simplificado bastante nossa operação”.

A CPL atua nos estágios finais de cada processo licitatório, após a definição inicial pelos setores orçamentários, garantindo a seleção da melhor proposta e a máxima qualidade do produto final.

NOVA LEI E SEUS IMPACTOS

A implementação da nova Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021) trouxe avanços significativos, especialmente em termos de transparência. Sebastião Cirino percebeu na Autarquia uma valorização da técnica que sempre superou a mera busca pelo menor preço, uma característica que a nova lei veio a fortalecer. Ele enfatiza a amplitude da publicidade atual: “Diferente da antiga Lei nº 8.666/1993, a nova legislação trouxe um avanço significativo em termos de transparência. Hoje, a publicidade das licitações não se restringe apenas ao nosso Órgão, mas alcança todo o Brasil. Qualquer cidadão pode ter acesso e visualizar a documentação completa do processo licitatório”.

Esse nível de visibilidade pública, impensável no passado, é um marco para a administração, permitindo que o que é exibido para a comissão seja acessível a todos que desejarem acompanhar, um fato que ele considera de extrema importância.

Outra mudança fundamental com a nova lei foi a padronização das modalidades. Antigamente, o DER utilizava pregão, tomada de preços e convite. Hoje, a modalidade padrão, independentemente do valor, é a concorrência eletrônica.

A CPL lida com licitações de grande porte, para obras de engenharia pesada e de grande escala, que podem atingir valores de até R$ 100 milhões. Além disso, o setor também realiza licitações técnicas para supervisão de projetos que ultrapassam essa cifra. “Nossa especialidade são obras de engenharia pesada e de grande porte, com valores que podem chegar a R$ 100 milhões, R$ 70 milhões ou R$ 50 milhões. Também realizamos licitações técnicas para supervisão de projetos que ultrapassam os R$ 100 milhões”.

Essa responsabilidade exige um rigor técnico e uma atenção meticulosa aos detalhes, desde a aprovação do ordenador de despesas até o parecer jurídico sobre o edital, garantindo a conformidade legal.

A trajetória profissional de Sebastião Cirino no órgão começou em 1986. Embora não seja funcionário efetivo do órgão, mas da infraestrutura do Estado, sua vida profissional se entrelaça profundamente com a história do Departamento. Sua experiência anterior em vendas e organização de processos se mostrou valiosa em sua atual função. A evolução do braço rodoviário do Estado, que antes possuía um vasto parque de equipamentos e realizava obras por administração direta, hoje reflete a terceirização de serviços, uma tendência geral na administração pública.

DIRETORIA ADMINISTRATIVA FINANCEIRA:
O CORAÇÃO FINANCEIRO E A CULTURA DA TRANSPARÊNCIA

A Diretoria Administrativa Financeira (DRAF) é, sem dúvida, o pulso que mantém o DER-PB vivo e ativo, garantindo que os recursos fluam para onde são mais necessários e que o patrimônio mais valioso – as pessoas – seja cuidado com a atenção devida. Sob a perspicaz liderança de Filipe Braga de Brito Maia, a DRAF tem sido fundamental na revitalização e modernização do Departamento, transformando o que antes era um órgão depreciado em um modelo de eficiência e transparência, com foco na saúde financeira e na valorização do servidor.

O atual diretor assumiu a DRAF, em janeiro de 2011, com apenas 29 anos, e uma missão clara que lhe foi confiada pelo então Governador da época: “Ao me empossar, o Dr. Carlos Pereira (…) me disse: ‘Olha, tome conta do DER-PB como se fosse sua casa. Seu papel aqui é cuidar da casa para que todos se sintam bem’. Aquilo ficou marcado na minha mente: a missão de cuidar do DER-PB como se fosse meu próprio lar.” Essa responsabilidade transformou sua percepção do órgão, que antes era uma abstração de Engenharia, em um lar a ser cuidado.

Ao chegar, Filipe encontrou uma situação delicada, com infraestrutura precária e processos obsoletos. Ele descreve o impacto inicial: “Minha primeira impressão foi de um órgão desgastado. A aparência era de um lugar maltratado, depreciado. As divisórias antigas, descascando, tubulações expostas, splits pingando sobre as mesas. Eu me questionava: Como um órgão de engenharia pode estar nesse estado?” Diante desse cenário, a “revolução” começou. A revitalização se estendeu do saneamento ambiental (com a remoção de 12 caçambas de lixo do jardim) à modernização tecnológica, superando resistências e implementando a digitalização de processos.

BOM COMPRADOR, BOM PAGADOR

A gestão de Filipe Maia não se limitou à parte estrutural; ela se aprofundou na gestão de pessoas, um aspecto fundamental para o sucesso do DER-PB. Ele relata a dificuldade, mas o foco em humanizar a gestão: “Administrar uma diretoria que cuida de todos os recursos – do cafezinho ao combustível, das diárias ao papel higiênico – não é fácil, pois lidamos constantemente com pessoas e suas expectativas. É preciso ser um pouco de psicólogo, diretor e advogado para gerir as demandas de forma justa.”

Essa abordagem foi essencial para resgatar a autoestima dos servidores, que se encontravam desmotivados. A superação de dificuldades financeiras históricas, com a priorização do pagamento em dia, foi crucial para reconstruir a credibilidade do Órgão. A eficiência nos pagamentos é uma marca da gestão. O DER-PB tem a reputação de ser um bom pagador, com os funcionários recebendo dentro do mês trabalhado e os pagamentos de medições de obras sendo realizados com agilidade impressionante, entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões por mês em obras com recurso próprio.

“O DER-PB tem a reputação de ser um bom pagador. O Governador sempre paga os funcionários dentro do mês trabalhado, conferindo respeitabilidade ao corpo funcional e aos fornecedores. O funcionário feliz atende melhor.”

Essa agilidade garante que a máquina da infraestrutura continue funcionando sem interrupções. Com um orçamento de R$ 1 bilhão executado em 2025 e um programa de R$ 2,37 bilhões em 2026, o DER-PB demonstra sua força. O órgão, com 535 funcionários, opera com uma folha de pagamento anual de, aproximadamente, R$ 40 milhões, um número econômico que representa cerca de 1,7% do valor total dos investimentos.

“Tocar um programa de R$ 2,37 bilhões em 2026 com essa folha é muito salutar para o Governo, representando cerca de 1,7% do valor. Nossa equipe é aguerrida e alinhada com a ideia de fazer do DER-PB um órgão de referência”.

Essa eficiência atrai parcerias com bancos como BNDES e o Banco Mundial, que veem na Paraíba um Estado com capacidade de endividamento e excelente gestão.

UM DER-PB DE PESSOAS PARA PESSOAS

O DER-PB recuperou sua reputação e se tornou um órgão respeitado, não apenas pela execução de obras, mas pela sua gestão financeira. Filipe destaca o papel da liderança: “O Dr. Carlos Pereira foi fundamental nesse processo. Ele é um executivo nato, que delegava missões e empoderava a equipe. Dizia: ‘Filipe, resolva’. Essa autonomia, aliada ao nome dele e à própria reputação do DER-PB na execução de obras importantes, nos deu credibilidade para atender às demandas.”

Hoje, o DER-PB é procurado por prefeitos e pelo Governo para a execução de projetos, e a população recuperou a confiança na sua capacidade de entrega. O compromisso com as condições de trabalho também é uma constante para a DRAF. Desde o fardamento para os operários das oito residências rodoviárias até a criação de um núcleo de engenharia e segurança do trabalho, o servidor é visto como um ativo do DER-PB. A busca por um concurso público, embora desafiadora devido à Lei de Responsabilidade Fiscal, é uma luta contínua para assegurar a transmissão de conhecimento dos mais antigos aos novatos.

“Nós tentamos dar as melhores condições de trabalho para quem está na ponta. O servidor é um ativo do DER-PB, e nosso objetivo é que a ‘locomotiva DER-PB’ não pare de funcionar”.

NÚCLEO DE APOIO ÀS CONTRATAÇÕES:
A INTELIGÊNCIA POR TRÁS DAS COMPRAS E CONTRATOS

Em um cenário de constante evolução legislativa e demanda crescente por infraestrutura, o DER-PB deu um passo audacioso rumo à modernização com a criação do Núcleo de Apoio às Contratações (NAC). Sob a liderança do advogado Luiz Felipe Lima Lins, o NAC não é apenas um setor, mas uma verdadeira inovação que tem racionalizado os processos e otimizado a forma como o Departamento seleciona seus parceiros para as grandes obras que transformam a Paraíba.

A necessidade de se adaptar à nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que substituiu a antiga Lei nº 8.666/93, foi o estopim para a criação do NAC. Como explica Luiz Felipe, o Núcleo nasceu para superar gargalos e modernizar a estrutura, buscando a eficiência e a seleção criteriosa de empresas não apenas pelo preço, mas pela capacidade técnica e operacional.

“O NAC foi criado recentemente como uma inovação na estrutura administrativa do DER-PB. Nosso objetivo primordial é adequar os processos à nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que veio para substituir a antiga Lei nº 8.666/93 e reformular as normas de 2015. Havia um gargalo, e aproveitamos a oportunidade para modernizar a estrutura”.

Essa abordagem visa garantir que as obras sejam iniciadas e concluídas com a qualidade esperada, um objetivo fundamental para o órgão estadual e para a população. Integração é a palavra-chave na metodologia do NAC. O setor promove uma forte sinergia entre as áreas de engenharia, planejamento e o administrativo do departamento. Essa abordagem colaborativa é fundamental para tornar as contratações cada vez mais eficientes para o órgão e, consequentemente, para o estado da Paraíba.

Apesar de a nova Lei de Licitações ter trazido maior celeridade aos processos, ela também abriu espaço para um aumento na interposição de recursos. Luiz Felipe Lima Lins reconhece este como um dos maiores desafios, mas vê isso como parte do processo democrático das licitações, que exigem uma resposta ágil da gestão:

“Um dos maiores gargalos que enfrentamos hoje é que, embora a Lei nº 14.133/2021 tenha se tornado um mecanismo mais célere na contratação, ela também abriu um leque para uma maior interposição de recursos. Como o DER-PB é um órgão que paga em dia, a disputa é bastante acirrada”.

A agilidade em responder a essas impugnações e, se necessário, republicar editais rapidamente é crucial para manter o ritmo das obras e atender às expectativas do governo e da população.

COMBATE ÀS MÁS PRÁTICAS

Para combater a prática do “mergulho no preço”, onde empresas ofereciam valores muito baixos e depois enfrentavam problemas com aditivos e atrasos, o NAC implementou um mecanismo auxiliar revolucionário: a pré-qualificação. Atualmente, empresas que desejam participar do programa rodoviário do DER-PB passam por um pré-cadastro rigoroso, com avaliação de requisitos mínimos técnicos, operacionais e financeiros que se elevam conforme o porte da obra.

Luiz Felipe explica o rigor do processo: “Criamos um mecanismo auxiliar: a pré-qualificação. Hoje, para as empresas participarem do nosso programa Rodoviário, elas fazem um pré-cadastro. Avaliamos requisitos mínimos técnicos, operacionais e financeiros, de acordo com o porte da obra. No último grupo (acima de R$ 45 milhões), chegamos a exigir a certificação ISO 14001, devido à grande movimentação e ao impacto ambiental envolvido”.

Essa medida se mostrou eficaz para atrair empresas sérias e comprometidas, que realmente possuem o know-how e a solidez para executar os projetos. Outra inovação importante é a exigência da garantia de proposta, um passo que o órgão deu para assegurar a responsabilidade da empresa e a seriedade de cada proposta. Se uma empresa vencer a licitação e não assinar o contrato, essa garantia é executada, penalizando-a por prejudicar o certame e a celeridade dos projetos.

Este mecanismo ajuda a coibir os “aventureiros” e incentiva a participação de concorrentes bem-preparados. Os resultados desse modelo de pré-qualificação são inegáveis e altamente positivos. O chefe do NAC celebra a eficácia do novo sistema, demonstrando o sucesso na atração de empresas qualificadas: “Posso afirmar que, no novo modelo de pré-qualificação, o índice de sucesso é altíssimo. Nas contratações mais recentes, até hoje, não houve praticamente nenhuma rescisão contratual. Em um universo de cerca de 50 contratos, tivemos problema com apenas um, o que é um número ínfimo e totalmente aceitável”.

Isso significa menos aditivos contratuais, mais planejamento por parte das empresas e a atração de parceiros sólidos e experientes, afastando os que poderiam comprometer as obras.

NÚCLEO DE SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL: VIAS SEGURAS SE FAZEM COM MÃOS PROTEGIDAS

A preocupação com a segurança e a saúde dos trabalhadores é um pilar inegociável na gestão do DER-PB. À frente do Núcleo de Saúde e Segurança Ocupacional, a Engenheira de Segurança do Trabalho Keliane Oliveira tem sido a força motriz na transformação da cultura de segurança do Departamento. Sua atuação tem assegurado que a máxima “Vias seguras se fazem com mãos protegidas” seja uma realidade diária para os mais de 500 funcionários e equipes contratadas.

A engenheira chegou ao DER Paraíba em 2021 e encontrou um cenário desafiador e complexo. Ela descreve suas primeiras abordagens e as mudanças necessárias: “Por um ano, atuei sozinha, lidando com a demanda de mais de 300 funcionários e cerca de 10 instalações, além das equipes contratadas. Quando iniciei, a situação na segurança era bastante precária. As atividades eram realizadas de forma muito ‘doméstica’, sem método”.

Sua formação em engenharia ambiental com especialização em segurança do trabalho a qualificou para a árdua tarefa de padronizar o fardamento, implementar novos procedimentos de trabalho e, principalmente, mudar a cultura de não uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Mas a paulatina transformação cultural é evidente e celebrada por Keliane. O diálogo constante e a conscientização resultaram em uma adesão exemplar às normas de segurança, mesmo em ambientes de alto risco como a usina de asfalto. Ela compartilha um exemplo concreto dessa mudança: “Antigamente, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) era visto com resistência, mas hoje a cultura mudou. Por exemplo, em nossa usina de asfalto, mesmo chegando sem avisar, encontro o pessoal utilizando máscaras pesadas, o que demonstra o resultado de um trabalho constante de diálogo e conscientização”.

Os treinamentos contínuos e uma avaliação inicial que identificou condições de risco grave foram fundamentais para essa evolução.

TRABALHO BEM FEITO, É TRABALHO FEITO COM SEGURANÇA

Entre as conquistas mais significativas do Núcleo de Saúde e Segurança Ocupacional, destaca-se a modernização dos equipamentos e a segurança das instalações. Uma das primeiras ações foi alertar sobre os riscos de explosão no manuseio de combustíveis e bombas de abastecimento, algumas datando dos anos 80, levando à sua substituição.

“Uma das primeiras ações foi alertar sobre os riscos de explosão em estantes de combustíveis e bombas de abastecimento, algumas datando dos anos 80. Meu levantamento detalhado sobre os pontos mais críticos levou à substituição desses equipamentos”.

Além disso, foram instalados sistemas de proteção contra incêndio em todas as residências, sinalizadas as áreas de segurança, estabelecidas as rotas de fuga e pontos de encontro, e oferecidos treinamentos de trabalho em altura, essenciais para as especificidades das obras rodoviárias.

A atuação de Keliane Oliveira expandiu o conceito de segurança para além do físico, abrangendo a saúde integral do trabalhador. Capacitações sobre assédio, saúde mental e relações interpessoais foram estendidas tanto à equipe administrativa quanto aos operários de campo. Um feito notável é a conformidade do DER-PB com o e-Social, um desafio complexo para o serviço público.

“Um feito significativo para o DER-PB é que somos um dos primeiros órgãos a estar em dia com o e-Social, um grande desafio para o serviço público. Enquanto muitos órgãos ainda planejavam a inserção de dados, nós já estávamos em período de manutenção, com todos os dados de atividades e locais de trabalho dos funcionários legalizados junto à legislação previdenciária”.

Essa proatividade garante não apenas a conformidade legal, mas a proteção dos direitos dos trabalhadores. Outras inovações incluem a formação de brigadas de incêndio, a disponibilização de tendas para proteger o pessoal de campo das intempéries, e a instalação de chuveiros de emergência na usina de asfalto. A evolução na sinalização viária é outro ponto de orgulho. “Evoluímos muito na sinalização viária. Insistimos na cultura de proteção da operação na via, que é itinerante e exige sinalização constante. Peço fotos das sinalizações e, raramente, sou surpreendida com uma foto mal sinalizada”.

A proteção da zona de obra é crucial para prevenir acidentes em frentes de trabalho dinâmicas, uma lição aprendida com acidentes passados, inclusive atropelamentos.

MAIS SEGURO. MAIS EFICIENTE

Um ponto crucial de inovação foi a mudança na metodologia de preparação da pré-mistura asfáltica. A sugestão de Keliane de concentrar a produção em uma usina de asfalto com misturadora industrial não só melhorou a segurança do servidor, mas também aumentou a rapidez e o controle de qualidade do material.

“Sugeri concentrar a produção em um único local com uma equipe específica, protegendo esse grupo e permitindo que os demais se concentrem na aplicação. Essa proposta foi acatada pela diretoria, e hoje temos uma usina de asfalto com uma misturadora industrial”.

A aprovação de uma política de saúde e segurança do trabalho formalizou o compromisso do DER-PB. Além da segurança do trabalho, Keliane almeja expandir a atuação para o Meio Ambiente, com projetos como a implantação de uma “landfarm” (biorremediação) para tratamento de borras oleosas na usina de asfalto, visando a sustentabilidade e o combate à poluição. A legalização do adicional de insalubridade para 99% dos operários que lidam com betume e óleo é outra grande conquista.

O objetivo final é ambicioso e humano: “A meta é que não haja mais acidentes, e lutamos para que isso não seja mais uma realidade. Não usamos contagem de dias sem acidente para não gerar o efeito oposto, mas é nossa meta”.

DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E TRANSPORTES: A ENGENHARIA ANTES DA PRIMEIRA MÁQUINA

A construção de uma rodovia vai muito além da máquina que lança o asfalto. Ela nasce de uma ideia, de uma necessidade, e é moldada por estudos, projetos e uma visão estratégica que antecipa o futuro. No DER-PB, essa complexa engrenagem inicia sua jornada na Diretoria de Planejamento e Transportes (DRPT), um setor que atua como o verdadeiro berço de todas as grandes obras, garantindo que cada quilômetro de estrada seja sinônimo de desenvolvimento, segurança e respeito ao Meio Ambiente.

À frente da Diretoria de Planejamento do DER-PB, o experiente José Arnaldo Souza Lima, carinhosamente conhecido como Zé Arnaldo, oferece uma visão aprofundada sobre a essência do planejamento rodoviário na Paraíba. Ele e sua equipe se debruçam em estudos, levantamentos detalhados e nas concepções das estratégias que frutificam investimentos, que têm transformado a infraestrutura do Estado.

Figura de modos contidos e gentis, além da sabedoria, a calma do olhar por trás dos óculos de aros serenos do Dr. Zé Arnaldo confere uma dignidade inequívoca, que lhe rende, além do respeito e admiração tanto entre a “turma” mais jovem, quanto da “velha guarda”, alguns apelidos como “cientista” e até mesmo “gênio do DER-PB”.

Homem também dotado de agudo senso prático, ele não perdeu tempo em explicar a estrutura da DRPT, desenhada e evoluída ao longo do tempo, para dar conta das necessidades do Estado. Zé Arnaldo explica o organograma, que reflete a complexidade e a importância da Diretoria: “A estrutura da nossa é organizada para dar conta do planejamento que o Estado necessita. No nosso organograma, temos duas gerências principais: a Gerência de Planejamento e a Gerência de Transportes”.

Ele salienta que a Gerência de Planejamento é composta pela Divisão de Planos e Programas de Orçamento, a Divisão de Tecnologia da Informação, a Divisão de Estudos e Projetos e a Divisão de Meio Ambiente, enquanto a Gerência de Transportes engloba a Divisão de Operações e Fiscalização e a Divisão de Planejamento de Transportes. Essa dimensão robusta faz da DRPT o ponto focal do DER-PB em seu relacionamento com as demais instituições do Estado, com todas as demandas estratégicas passando por essa diretoria.

CICLO VIRTUOSO

A gestão do Governador João Azevêdo é, segundo Zé Arnaldo, marcada por um período de altíssimos investimentos, um recorde para a Paraíba. Ele compartilha com entusiasmo os números impressionantes: “Eu posso afirmar que temos vivido um período de alta, de altíssimos investimentos. Como eu costumo dizer, a Paraíba é um estado pequeno, mas estamos na região mais pobre da federação, e mesmo assim, estamos com um volume de obras e investimentos que se aproxima dos R$ 6 bilhões”.

O mais notável, ele ressalta, é que todo esse montante é custeado com recursos próprios do Tesouro Estadual, sem dependência de transferências federais para o programa rodoviário. Este programa ambicioso abrange cerca de 2.500 km de rodovias, incluindo novas construções, restaurações e adequações, impulsionando a mobilidade urbana, a logística e a competitividade do Estado

PLANEJAMENTO: INSTRUMENTO DA VONTADE POPULAR

A visão estratégica do Governador João Azevêdo é um diferencial, segundo Zé Arnaldo. O Governador, engenheiro civil com vasta experiência rodoviária, possui um conhecimento profundo da região e é o mentor da maioria dos grandes projetos. “Eu diria que o governador João Azevêdo chegou com um plano muito claro. Ele é engenheiro, engenheiro civil, e possui uma vasta experiência em Engenharia Rodoviária”.

Essa experiência se traduz em um planejamento mais eficaz, buscando modernizar a infraestrutura urbana e integrar o Estado de forma abrangente. A DRPT também se destaca pelo Orçamento Democrático, que permite a participação direta da população na definição de demandas. Zé Arnaldo observa que a maior demanda é sempre por estradas, pois a população reconhece o impacto na qualidade de vida, na segurança e na economia. Ele reflete sobre o “Custo Brasil” e como as estradas paraibanas buscam combatê-lo: “A qualidade de vida das pessoas vai melhorar muito com o investimento em uma estrada pavimentada em determinada região. A população sabe disso e quer isso. Ela quer ter a segurança de que vai produzir e escoar seu produto”.

Apesar de a Paraíba não ter a escala produtiva do Centro-Oeste, o DER-PB atua para otimizar o escoamento da cana-de-açúcar, pecuária e da forte indústria cimenteira, reduzindo custos operacionais e melhorando a logística. A Divisão de Estudos e Projetos (DEP) é, para ele, o verdadeiro “cérebro da Engenharia” do DER-PB, onde todas as discussões técnicas se aprofundam. “A Divisão de Estudos e Projetos é, como eu diria, o cérebro da nossa Engenharia. É lá que se discutem todos os aspectos da Engenharia Rodoviária: a topografia, a geometria, a geologia, a geotecnia, a hidrologia, o cálculo estrutural, o pavimento, a gestão do pavimento, a restauração. Todos esses temas são muito discutidos dentro dessa Divisão”.

Ele destaca a presença de quadros refinados e até doutores na equipe, e o investimento em tecnologias como o BIM para projetos integrados.

OBRAS DE VULTO

Entre as obras estratégicas, destacam-se empreendimentos na Região Metropolitana de João Pessoa, como novas avenidas, pontes, obras de artes especiais e o Arco Metropolitano, que redefine a logística para o Porto de Cabedelo. O Complexo Rodoviário Ponte do Futuro (Confira o infográfico) é uma obra de dimensão nacional, integrando uma ponte de 2,2 km, outra de 420 m, seis viadutos e 10 quilômetros de adequação de rodovia, interligando João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Lucena.

Zé Arnaldo prevê um impacto transformador: “Com essa obra, prevejo que vamos facilitar a interligação interestadual, melhorando a comunicação com o Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco. Os estados vizinhos que hoje acessam ou passam pela Região Metropolitana de João Pessoa farão isso por fora”.

Ele complementa que o tráfego pesado, especialmente de caminhões, deixará de atravessar a Capital, trazendo tranquilidade, melhor qualidade de vida e redução da poluição para a população. A BR-230, que se tornou uma avenida em João Pessoa, será aliviada com essa nova infraestrutura.

Zé Arnaldo também destaca que o Complexo da Ponte do Futuro teve suas burocracias vencidas, com um impacto ambiental positivo, diminuindo a pegada de carbono. Ele valoriza o diálogo com as equipes de Meio Ambiente: “É importante mencionar que, ao conversar com o pessoal do Meio Ambiente, esta obra teve suas burocracias vencidas. É uma obra que possui apelo ambiental. Apesar de ter um impacto, ela vai diminuir a pegada de carbono. Exatamente”.

Muitos condicionantes impostos pelo EIA-RIMA e por órgãos como o Ministério Público Federal são cumpridos para beneficiar diretamente a população local, como marisqueiras e pescadores, ao facilitar o acesso de sua produção ao mercado.

DIVISÃO DE ESTUDOS E PROJETOS: O CORAÇÃO DA ENGENHARIA E O DNA DOS GRANDES SONHOS

A Divisão de Estudos e Projetos (DEP) é o epicentro criativo do DER-PB, onde as ideias ganham forma e os grandes sonhos de infraestrutura se transformam em projetos viáveis. Liderada com paixão e expertise por Maria do Socorro Chaves, chefe da Divisão, com a contribuição da engenheira civil Karolyne “Karol” Aquino Alexandre Breckenfeld, a DEP é onde o “DNA do Governo João Azevêdo” é impresso através de estudos técnicos rigorosos e uma cultura de excelência que impulsiona o desenvolvimento da infraestrutura paraibana.

Maria do Socorro Chaves, ou simplesmente “Socorro”, como é conhecida nos corredores da instituição, soma 43 anos de casa, e descreve a rotina intensa e a importância estratégica da DEP: “A Divisão de Estudos e Projetos (DEP) é um setor onde a rotina é marcada por demandas extraordinárias e prioridades constantes, tornando difícil sintetizar todas as nossas atribuições em pouco tempo”.

Formada em engenharia civil, ela lidera uma equipe multidisciplinar de orçamentistas e técnicos, destacando a complexidade e a abrangência do trabalho, que vai desde os estudos hidrológicos até o acompanhamento detalhado dos projetos. A DEP responde diretamente a José Arnaldo, Diretor de Planejamento e Transportes, o que reforça sua posição central.

Ela detalha a gestação das maiores obras da atualidade, como o Complexo Rodoviário Ponte do Futuro e o Arco Metropolitano, que exemplificam a visão macro de como o projeto técnico evita o desperdício de dinheiro público. O Arco Metropolitano, que começou como uma simples conexão, evoluiu após estudos de contagem de tráfego que revelaram um fluxo considerável e uma visão estratégica do Governador. “O Arco Metropolitano teve sua origem em uma solicitação inicial para conectar a localidade de Água Mineral à BR-101. Contudo, após nossos primeiros estudos e uma análise de contagem de tráfego de origem e destino, que revelou um fluxo considerável, o projeto foi ampliado significativamente”.

A contagem de tráfego na BR-101 e BR-230 revelou a necessidade de duplicação, inicialmente não prevista, para evitar que o tráfego pesado atravessasse João Pessoa, garantindo fluidez e conforto.

NO DETALHE

O processo de desenvolvimento desses projetos é minucioso, começando com levantamentos remotos e visitas de campo para analisar o terreno e a complexidade. A DEP avalia alternativas e propõe soluções inovadoras, como túneis ou mergulhões, otimizando custos e funcionalidade. “Nosso trabalho começa na DEP desde a concepção da ideia de uma rodovia. Inicialmente, realizamos levantamentos remotos, utilizando ferramentas como o Google Earth, para analisar o terreno e entender o nível de complexidade. Em seguida, partimos para visitas no local”.

Essa atuação estratégica é o que faz da DEP o verdadeiro “DNA do governo João Azevêdo”, transformando ideias em projetos viáveis e acompanhando cada etapa até a entrega final da obra.

FERRAMENTA UNIVERSAL

A divisão também participa ativamente de projetos menores, como as travessias urbanas em 210 municípios, e está empenhada em novas licitações para pavimentar 6 rodovias, 11 vicinais e realizar 4 restaurações. Socorro destaca a inovação da pré-qualificação de empresas dentro do DER-PB, um processo rigoroso que garante a capacidade técnica dos parceiros. “Aqui na DEP, temos a comissão de apoio à licitação e a pré-qualificação. As pré-qualificações das empresas são realizadas aqui. Essa é uma inovação importante que trouxe o DER-PB, digna de destaque para que outros órgãos possam se inspirar.”

Essa medida assegura que apenas empresas aptas e com certificação válida participem das licitações, garantindo a qualidade e segurança dos projetos. A paixão pela Engenharia e o valor da equipe são evidentes nas palavras de Socorro: “Lidar com pessoas nem sempre é fácil, mas a parte da Engenharia, especialmente a matemática, aquela que nos permite descobrir as coisas, é fascinante. A matemática não mente; ela nos oferece ensinamentos contínuos”.

Ela celebra a colaboração e o aprendizado contínuo dentro da DEP, destacando a importância de sua equipe. Karol, que além de engenheira civil, também é especializada em hidrologia, representa a nova geração da DEP, combinando conhecimento acadêmico com a sabedoria da experiência de campo. Ela enfatiza a importância de escutar os mais antigos: “Eu tinha apenas um ano de formada, com uma experiência ainda muito acadêmica, e já estava estudando na minha especialidade. Na minha área, a hidrologia, que é uma ciência da natureza, aprendemos que a experiência e a prática de campo são muito mais importantes do que a teoria, pois trabalhamos com muita incerteza”.

Essa humildade e abertura ao aprendizado com engenheiros veteranos são cruciais para resolver problemas complexos onde a teoria nem sempre se alinha com a realidade. Ela ilustra essa complementaridade: “Diferente da matemática, não calculamos uma vazão e a damos como certa. Muitas vezes, a experiência de campo, ao escutar alguém relatando que a enchente foi maior do que a vazão calculada, mostra que a teoria não bate com a realidade. Portanto, um grande aprendizado aqui é escutar quem tem mais experiência”.

A força da experiência aliada à inovação técnica que a juventude traz é a chave do sucesso da DEP na construção de um futuro rodoviário paraibano.

GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO: A VISÃO DETALHISTA POR TRÁS DO ORÇAMENTO E DA ESTRUTURA

Dentro da robusta Diretoria de Planejamento e Transportes, a Gerência de Planejamento se destaca como um hub de coordenação vital, assegurando que o planejamento estratégico do DER-PB se traduza em ações concretas e eficientes. À frente desta gerência, o experiente Eliézio Ramos de Aquino detalha as complexidades da gestão orçamentária e a visão estratégica que impulsiona o departamento, com um olhar atento à longevidade e ao legado da instituição.

É o Chefe da Gerência de Planejamento quem supervisiona a gestão orçamentária do Órgão, abrangendo tanto o custeio administrativo quanto os orçamentos para obras e serviços. “Minha função como chefe da Gerência de Planejamento no DER-PB abrange a gestão orçamentária do órgão. Isso inclui tanto o orçamento de custeio para o funcionamento administrativo quanto os orçamentos específicos para obras e serviços a serem licitados”.

Ele é o monitor constante, antecipando anomalias e garantindo a continuidade dos trabalhos, além de ser responsável pela formulação anual da lei orçamentária. A estrutura de sua gerência é abrangente e crucial para o planejamento da instituição. Ele destaca as divisões que compõem sua equipe, cada uma com um papel específico, mas todas coordenadas sob sua liderança: “Nossa gerência é composta pela Divisão de Meio Ambiente, pela Divisão de Planos, Programas e Orçamento (DPPO), onde o Dr. Jaime atua, pela Divisão de Informática e pela Divisão de Estudos e Projetos”.

Essa composição garante que todos os aspectos do planejamento, do ambiental à tecnologia, dos estudos de engenharia ao controle orçamentário, estejam integrados e alinhados. Já há 8 anos, a gestão de Eliézio tem sido marcada pela disponibilidade de recursos adequados, permitindo a execução das metas ambiciosas do DER-PB. Ele enfatiza o protagonismo do Órgão nos investimentos estaduais: “Nos últimos oito anos, o orçamento tem proporcionado recursos adequados para a execução de nossas metas. O DER-PB é o órgão do Estado que mais investe, com uma média anual, aproximadamente, R$ 600 milhões direcionados para obras e serviços rodoviários”.

Este período representa o maior investimento em rodovias na história do Estado sob a gestão do governador João Azevêdo, um reflexo da prioridade dada à infraestrutura.

PIONEIRISMO E INOVAÇÃO NOS CUSTOS DE OBRAS

Ao lado de Eliézio, o engenheiro civil Jaime Cavalcante de A. Filho, atuante na Divisão de Planos, Programação e Orçamento (DPPO), é outra figura de destaque com uma notável longevidade e contribuições essenciais para o DER-PB. Sua trajetória, iniciada em abril de 1980, soma 47 anos de serviço, marcados pelo pioneirismo na gestão de custos.

Jaime Cavalcante relembra o desafio de implementar um sistema de custos eficaz em um período de alta inflação, onde a digitalização era incipiente. “Estivemos na transição, atuando quando as primeiras planilhas saíram do papel e foram para o computador. Uma época em que as atualizações eram constantes por conta da inflação. Nessa época de enormes alterações de preços, dos desafios de tocar obras de longo prazo em meio à essa variável econômica, o DER-PB reafirmava a sua reputação de lisura e transparência”, recorda.

Ele destaca que o DER-PB adaptou o sistema SICRO/DNIT, incorporando composições de custos desenvolvidas internamente, um processo de aprendizado que fez da instituição uma referência. O DER-PB é reconhecido nacionalmente pela qualidade de suas rodovias, um reflexo do trabalho sério e honesto de seus profissionais. “Eu, o Dr. Eliézio e outros engenheiros de longa data sempre prezamos pelo bom serviço e pela correta aplicação do dinheiro público. Foi por essa dedicação que nos apaixonamos pelo DER-PB, e por isso hesitamos em nos aposentar, mas reconhecemos a necessidade de renovação com novos quadros e engenheiros.”

Atualmente, a gestão opera 100% no padrão SICRO/DNIT, adaptando a metodologia às especificidades do Estado. O ambiente de trabalho é transparente, com acesso facilitado a informações de pesquisa de mercado e preços, simplificando o acompanhamento e a comparação com outros DERs para assegurar a eficiência.

Jaime Cavalcante expressa o desejo de que o DER-PB continue, por muitos anos, a consolidar sua credibilidade no Estado, construindo rodovias de qualidade e cumprindo suas obrigações sociais. “Desejo que o DER-PB continue, por muitos e muitos anos, a consolidar sua credibilidade no Estado, construindo rodovias de qualidade, cumprindo suas obrigações sociais e contribuindo com a comunidade através de obras bem executadas e com a aplicação criteriosa do dinheiro público.”

DIVISÃO DE MEIO AMBIENTE: O RESPEITO AO ECOSSISTEMA
E O ESCUDO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

No DER-PB, o progresso da infraestrutura rodoviária caminha lado a lado com a proteção ambiental, uma realidade garantida pela atuante Divisão de Meio Ambiente (DMA). Sob a liderança dedicada de Germana Leite Gonzales Toscano, a DMA transformou a gestão ambiental em um pilar inegociável, assegurando que o desenvolvimento seja sustentável e respeite os ricos ecossistemas paraibanos.

Germana detalha a evolução da consciência ambiental no Departamento, que, embora recente, tornou-se fundamental: “A questão ambiental é uma novidade para o DER-PB. Há quinze anos, ela começou a aparecer de forma mais evidente, embora a discussão ambiental já estivesse presente no mundo desde os anos 80”.

A criação da DMA em 2011, por necessidade de licenciamento, marcou uma virada. Hoje, todas as obras são licenciadas, passando por Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). A Divisão apresenta Plano de Controle Ambiental (PCA) e Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), além de interagir com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para levantamentos arqueológicos prévios.

Projetos de grande porte, como o Complexo Rodoviário Ponte do Futuro, exigem um licenciamento ainda mais apurado, como o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Germana ressalta a abrangência e o rigor desses estudos: “Projetos de grande porte exigem um licenciamento mais complexo. Um exemplo disso foi o Complexo Rodoviário, que chamamos de Ponte do Futuro. Ele não é apenas uma ponte, mas um complexo que conecta Cabedelo, a BR-101 e Lucena, incluindo uma segunda ponte”.

Esses estudos envolvem equipes multidisciplinares de, aproximadamente, 60 pessoas, abrangendo fauna, flora, solo e geologia, apresentados em audiências públicas e aprovados pelo Conselho de Proteção Ambiental. A exigência de compensação ambiental e florestal, monitoramento de fauna e plantio de mudas nativas demonstra o compromisso com a mitigação dos impactos.

A complexidade da gestão de licenças e a interação com órgãos como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e IPHAN são desafios diários. Em casos de travessia de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), a anuência do ICMBio é solicitada, impondo condicionantes rigorosas. Já com o IPHAN, a exigência de arqueólogos em campo para monitoramento de sítios arqueológicos é uma realidade, podendo paralisar obras para salvamento.

Germana destaca a importância da arqueologia preventiva: “Se um sítio arqueológico é encontrado, a obra é paralisada naquele local, e um novo projeto de salvamento, com um arqueólogo diferente, deve ser aprovado pelo IPHAN. Isso é um grande desafio, pois a quantidade de obras é alta e a disponibilidade de arqueólogos é limitada”.

Esses achados são encaminhados a instituições de guarda, como a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), enriquecendo o patrimônio histórico.

DIVERSIDADE TAMBÉM NO TIME

A equipe da DMA é robusta, composta por geólogos, engenheiros ambientais e florestais, estagiários e 13 arqueólogos que atuam em campo. Apesar da estrutura, a demanda é enorme. Germana enfatiza o rigor: “Minha equipe é composta por um geólogo, três engenheiros ambientais, dois engenheiros florestais, estagiários e um arquiteto, além de 13 arqueólogos que atuam em campo. Mesmo com essa estrutura, a demanda é enorme. Meus engenheiros florestais estão constantemente em campo para realizar levantamentos florísticos, que são essenciais para obter a Licença de Instalação”.

Ela reforça a clareza da exigência: nenhuma obra pode ser iniciada sem o licenciamento adequado.

GERÊNCIA DE TRANSPORTES: A GESTÃO DA MOBILIDADE E SEGURANÇA VIÁRIA QUE IMPULSIONA O ESTADO

Setor que traduz a infraestrutura rodoviária em mobilidade eficiente e segura para a população paraibana. Sob a liderança do experiente, simpático, jovial e até mesmo filosófico Antônio Fleming Martins Cabral, a GET não apenas zela pela malha viária, mas também atua ativamente na gestão do transporte intermunicipal, na segurança viária e na promoção do desenvolvimento social, com um olhar abrangente que se estende da terra à água, e quase ao ar.

Fleming, como é conhecido por todos, conta 42 anos de dedicação ao DER-PB, e destaca a evolução da infraestrutura rodoviária paraibana, que tem proporcionado novas opções de rota e melhorado significativamente a mobilidade. Ele compartilha exemplos de como as novas vias otimizam percursos e reduzem sinistros: “Em locais de relevo acidentado, onde o tráfego era inevitável, a implantação de novas rodovias, como a que liga Conceição a Cajazeiras ou a de São José de Piranhas, tem criado opções de rota. Para quem está em São José de Piranhas e precisa ir a João Pessoa, não é mais necessário passar por Cajazeiras ou outras rotas mais longas; há saídas diretas que encurtam o caminho, eliminando trechos de relevo complexo como a Serra da Matureia”.

Essas alternativas não apenas atendem às demandas da população, mas também melhoram a mobilidade e contribuem para a redução do número de sinistros de trânsito, distribuindo o tráfego e diminuindo a concentração de veículos.

VIGILANTES DO PESO

Contudo, a GET enfrenta o desafio do controle de peso das cargas, um fator que degrada o pavimento das rodovias, que não foram projetadas para o excesso de peso atual. Fleming aguarda tecnologias como balanças móveis para uma fiscalização mais eficiente. Ele também ressalta como a melhoria da malha rodoviária gerou novas rotas, como a “Rota do Sol”, otimizando o transporte e a economia. Ele observa um fenômeno interessante: “Curiosamente, nessas rodovias, o desgaste ocorre principalmente em um lado, nas descidas, devido à frenagem dos veículos, um aspecto que não era previsto na concepção original de muitas dessas vias”.

Isso exige uma atuação constante na fiscalização e na busca por alternativas para a conservação.

ANDANDO NA LINHA

A atuação da GET é abrangente e vai além das estradas. Ela inclui o controle do transporte coletivo de passageiros (rodoviário, metropolitano e hidroviário) e a manutenção de pequenos aeródromos usados pelo Governo do Estado.

“Nossa principal finalidade aqui na Gerência de Transportes é garantir a segurança e o conforto nas rodovias intermunicipais da Paraíba. Além disso, atuamos no controle do transporte coletivo de passageiros, seja ele rodoviário, metropolitano (nas regiões de João Pessoa e Campina Grande) ou hidroviário (como a linha Cabedelo-Lucena)”.

Ele orgulhosamente afirma que o DER-PB atua “na terra, na água e quase no ar”, garantindo que a rodovia seja um ambiente seguro e regulamentado. A fiscalização e vigilância são essenciais para levar a sensação de segurança às rodovias. A GET tem legalizado o transporte complementar de passageiros, com mais de 380 vans atuando de forma legalizada, transformando um serviço antes clandestino em formal.

No entanto, ele pondera sobre o aumento de acidentes, mesmo com rodovias de melhor qualidade: “Apesar de o DER-PB ter uma das melhores malhas rodoviárias do País, ainda enfrentamos índices elevados de sinistros de trânsito e alta letalidade. Isso gera uma reflexão: como podemos melhorar as rodovias e, paradoxalmente, ter um aumento de sinistros?”

Ele cita o exemplo de São José do Brejo do Cruz, onde uma rodovia pavimentada levou a acidentes fatais, evidenciando a necessidade de educação para o trânsito.

PERIGO ANIMAL

O DER-PB implementou iniciativas importantes para a segurança viária, como o cercamento completo das rodovias em novas obras, surpreendendo visitantes de outros estados. Essa medida visa evitar que animais soltos invadam a pista, um dos maiores causadores de acidentes. Ele também destaca a colaboração com o Ministério Público para conscientizar proprietários de terras.

“Um aspecto fundamental que o DER-PB implementou, e que nos diferencia de muitos outros DERs no Brasil, é o cercamento completo das rodovias em novas obras ou melhorias. Visitantes de outros estados se surpreendem com essa prática, pois ela visa evitar que animais soltos invadam a pista, um dos maiores causadores de acidentes”.

A Gerência de Transportes atua como uma agência reguladora, abrangendo planejamento, execução, manutenção e controle da mobilidade, com a missão de salvar vidas e preservar a felicidade das famílias.

DIRETORIA DE OPERAÇÕES: VISÃO ESTRATÉGICA E A FORÇA DA GESTÃO PÚBLICA

À frente da Diretoria de Operações (DROP) do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba, o engenheiro civil Orlando Soares de Oliveira Filho personifica a gestão que alia vasta experiência no serviço público a uma visão estratégica inovadora. Sua liderança é fundamental para gerenciar a complexa estrutura da Diretoria, que se estende da manutenção de rotina à execução de obras monumentais, impulsionando a infraestrutura da Paraíba a novos patamares.

A trajetória de Orlando Soares no serviço público é notável e diversificada. Ele reflete sobre a força do servidor e as particularidades do setor público: “Embora eu não seja um funcionário de carreira do DER-PB, atuo aqui há três anos e sou engenheiro civil com uma vasta experiência no serviço público. Minha formação foi na Prefeitura Municipal de João Pessoa, onde atuei em diversas funções, incluindo o cargo de superintendente de limpeza urbana, superintendente da SUPLAN e diretor de Operações do DETRAN”.

Essa bagagem multidisciplinar é um diferencial na gestão da DROP, onde a capacidade de adaptação e a busca por eficiência dentro das normas são constantes. Sob sua supervisão, a Diretoria é um verdadeiro hub de atividades, conectando a manutenção diária das rodovias a grandes projetos de expansão. A dualidade entre o “apagar incêndios” das pequenas emergências e a execução de obras estruturantes é a essência de seu trabalho.

As oito residências rodoviárias distribuídas pelo Estado são essenciais para a agilidade das intervenções. Orlando Soares detalha a estrutura e a missão: “A Diretoria de Operações está diretamente ligada tanto às obras novas quanto à manutenção da malha rodoviária. A manutenção, sob minha supervisão direta, possui duas vertentes principais: a realizada por empresas terceirizadas e a executada pelas nossas oito residências rodoviárias, distribuídas pelo Estado. Para mim, essas residências funcionam como mini construtoras, e são elas que nos permitem fazer o que chamamos de ‘apagar incêndios’ – as pequenas emergências e serviços diretos, como o tapa-buracos”.

A capacidade de resposta rápida dessas unidades é um dos segredos para a qualidade da malha rodoviária paraibana. A inovação na segurança viária é uma das prioridades da gestão, com foco na durabilidade do pavimento e na segurança dos usuários. A preferência por tecnologias como radares eletrônicos em detrimento de lombadas físicas e a proposta de balanças dinâmicas para veículos de carga são exemplos de sua visão moderna.

Ele explica o impacto do excesso de peso e a busca por soluções eficazes: “Outro ponto crítico é a sobrecarga por eixo nos veículos de carga. Em parceria com a Secretaria da Fazenda, propomos a instalação de balanças de pesagem em movimento, pois as balanças estáticas são facilmente desviadas. A sobrecarga é um grande vilão do pavimento; não adianta construir uma rodovia com alta especificação se ela suporta o dobro do peso para o qual foi projetada. A água e o peso são os maiores inimigos do pavimento”.

Essa proatividade busca proteger o investimento público e garantir rodovias mais seguras e duráveis para todos.

INFRA & LOGÍSTICA

As obras estruturantes, como o Arco Metropolitano de João Pessoa e o Complexo Rodoviário Ponte do Futuro, são testemunhos do impacto transformador da DROP. Esses projetos não apenas aliviam o tráfego pesado da Capital, mas também impulsionam o desenvolvimento econômico e turístico, conectando regiões e garantindo mobilidade urbana e segurança viária.

A dimensão e a importância do Complexo são destacadas: “Esse projeto é de suma importância para o Porto de Cabedelo. Os mais de 500 veículos pesados/dia que mencionei anteriormente têm como destino o Porto. Com a acessibilidade que o complexo oferecerá, eliminaremos os históricos engarrafamentos na região, facilitando o escoamento da produção e a logística. Para o turismo, é um game-changer”, disse o Diretor, que classificou ainda o empreendimento como um catalisador econômico e turístico que já opera visível transformação.

Por fim, ele destaca que a programação de manutenção é estratégica, com R$ 200 milhões em contratos de conservação para as residências. Orlando Soares enfatiza o foco principal: “Meu foco principal agora é melhorar a malha existente, com contratos que incluem roço, pintura, capina e, crucialmente, sinalização viária. A sinalização é um componente crítico para a segurança e, embora represente um valor ínfimo no custo total da obra, é um ‘seguro de vida’”.

Esses investimentos visam aumentar a vida útil das estradas e garantir a trafegabilidade segura dos 4 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e dos quase 2 mil quilômetros de estradas vicinais.

GERÊNCIA DE OBRAS: QUALIDADE E ENGENHARIA DE PONTA

Na Gerência de Obras (GEOB) do DER-PB, a palavra de ordem é excelência. Sob a liderança do engenheiro civil Antônio Marcos Gouveia, o setor transcende a mera gestão, focando em um rigoroso controle de qualidade que garantiu ao DER-PB uma reputação nacional. Com uma trajetória de 32 anos de experiência e um legado familiar na Engenharia Rodoviária, Gouveia assegura que cada quilômetro de estrada na Paraíba seja construído com o mais alto padrão.

A GEOB é o guardião da qualidade no Departamento. A obsessão pelo controle não é apenas uma diretriz, mas uma cultura profundamente enraizada, seguindo as normas mais rigorosas do DNIT. Marcos Gouveia ilustra a rigidez do controle: “Na Gerência de Obras, nosso trabalho vai muito além de apenas gerenciar os projetos; focamos, acima de tudo, nos controles de qualidade. Para nós, o controle de qualidade é mais importante do que a própria entrega da obra, pois o DER sempre teve um nome, em nível nacional, de excelência”.

Ele complementa que o setor costumava ouvir de empreiteiros de fora que “a Paraíba é ruim de fazer e boa de receber”, significando que o Órgão Rodoviário cobra muito, mas nada além do que está nas normas, garantindo que o padrão de excelência seja mantido em todas as 47 obras em andamento e as 70 licitações futuras.

Os programas estratégicos do DER, como “Estradas da Cidadania” e “Travessias Urbanas”, são reflexos do compromisso com a inclusão e a dignidade. O programa “Estradas da Cidadania” conecta distritos e comunidades isoladas, mesmo as menores, garantindo que o Governo do Estado esteja presente em cada canto da Paraíba. Gouveia explica a importância desses programas: “Nosso programa inclui tanto a requalificação de rodovias existentes quanto a implantação de novas vias. Destaco o programa ‘Estradas da Cidadania’, que conecta distritos e comunidades isoladas às rodovias pavimentadas. Às vezes, alguém pode questionar a necessidade de uma estrada para uma comunidade de 500 pessoas, mas o Governo entende que a integração e a dignidade devem chegar a todos”.

O programa “Travessias Urbanas”, com 210 cidades pavimentadas de um total de 223, visa alcançar 100% dos municípios, levando conforto e valorização aos imóveis urbanos.

CONFORMAÇÃO NATURAL

A complexidade geográfica da Paraíba exige soluções de Engenharia adaptadas a cada região. Projetos como o Arco Metropolitano de João Pessoa e o Complexo Ponte do Futuro são exemplos da capacidade da GEOB em gerenciar empreendimentos estratégicos. A parceria com o Governo Federal tem sido fundamental, com o DER-PB assumindo obras de cunho federal e coordenando grandes projetos como os viadutos nas BRs 101 e 230.

Gouveia descreve a colaboração: “Nossa relação com o Governo Federal é excelente. Historicamente, o DER-PB tem sido parceiro em obras de cunho federal. Nos anos 2000, acompanhamos a duplicação da BR-230, no trecho que liga João Pessoa a Campina Grande, com 127 km”.

Essa sinergia tem garantido a fluidez dos projetos, como a entrega do Arco Metropolitano, antes do previsto, graças a reuniões mensais de trabalho que envolvem todos os agentes. O Arco Metropolitano é um marco da Engenharia paraibana. Com 18,9 quilômetros de extensão, ele possui uma estrutura impressionante, incluindo viadutos, pontes e passagens inferiores.

O pavimento, de alta qualidade, segue a nova norma do DNIT, com camadas robustas de sub-base estabilizada, base de BGTC e revestimento flexível de mais de 12,5 centímetros. Gouveia detalha o rigor técnico: “Realizamos todos os ensaios de controle de qualidade previstos na norma DNIT (031/2024 – ES), dano por umidade induzida, Flow Number (FN), macro e microtextura, fadiga, módulo de resiliência e fazemos o controle do pavimento com a Viga Benkelman para verificar as deflexões. Todo esse controle é feito pelo laboratório próprio da obra com acompanhamento do DER-PB, garantindo a excelência da obra”.

Com um investimento de R$ 302 milhões, a obra desviará mais de 1.200 veículos diários das BRs, melhorando o fluxo e o acesso ao Litoral Sul. O Complexo Rodoviário Ponte do Futuro, outro projeto emblemático, terá 2.104 metros de extensão, sendo a maior da Paraíba, e foi duplicada por decisão do Governador para evitar gargalos. A GEOB assegura a qualidade através de laboratórios próprios em cada canteiro de obras e equipes de fiscalização dedicadas.

GERÊNCIA DE MANUTENÇÃO: A LUTA CONSTANTE PELA DURABILIDADE E INOVAÇÃO NA MALHA

A Gerência de Manutenção (GEM) do DER-PB é o bastião que garante a durabilidade e a trafegabilidade da extensa malha rodoviária paraibana. Sob a apaixonada liderança do engenheiro civil Leandro Marinho de Benévolo, a GEM atua no planejamento, na execução e na inovação, enfrentando os desafios diários para manter 5.900 quilômetros de rodovias em perfeitas condições, um trabalho incansável que sustenta o desenvolvimento do Estado.

Leandro Marinho traz uma conexão pessoal com o DER-PB, inspirada por seu pai, que foi Diretor Superintendente. Sua carreira, iniciada na fiscalização de grandes obras, como a duplicação de rodovias no Porto de Suape e a BR de Carpina, lhe deu uma base sólida para a gestão da manutenção. Ele relembra sua trajetória com orgulho: “Comecei minha carreira em uma consultoria de projetos de rodovias, prestando serviços para prefeituras e para o próprio DER. Em 2010, participei de uma operação de reconstrução em Pernambuco, após fortes chuvas, atuando na fiscalização de obras. Posteriormente, trabalhei na fiscalização de grandes projetos, como a TDR Norte e o Contorno do Cabo de Santo Agostinho”.

Essa vivência multifacetada, desde a academia na UFPB até a fiscalização de grandes empreendimentos, culminou em sua ascensão a Gerente de Manutenção, realizando um sonho de longa data. A estrutura da GEM é desenhada para atuar com agilidade e eficiência em todo o Estado. Com divisões em João Pessoa e oito Residências Rodoviárias espalhadas por toda a Paraíba, o setor atua como os “braços” e “olhos” do DER-PB em campo.

Benévolo explica a abrangência e a importância dessas unidades: “No interior do Estado, contamos com oito Residências Rodoviárias, que são nossos ‘braços’ e ‘olhos’ em campo, garantindo uma atuação ágil em todas as regiões, desde o Litoral até o Alto Sertão. Elas estão localizadas em Sapé, Itabaiana, Solânea, Campina Grande, Sumé, Patos, Itaporanga e Cajazeiras”.

Essas residências são cruciais para a manutenção dos 4.000 quilômetros de rodovias pavimentadas e, especialmente, dos 1.900 quilômetros de rodovias vicinais ou não pavimentadas, que são mais suscetíveis a intempéries e fundamentais para o escoamento da produção e o acesso a serviços essenciais.

CUIDANDO DO PATRIMÔNIO

A gestão do pavimento é contínua e desafiadora, com um foco estratégico na prevenção. Leandro Marinho enfatiza a imprevisibilidade da manutenção e a busca pela economicidade: “A gestão do pavimento é contínua e dinâmica. Realizamos avaliações internas diárias, com feedback dos residentes e gestores de contrato em campo. Esses levantamentos são compilados e transformados em itens de serviço para nossa programação. A manutenção é uma atividade com imprevisibilidade gigantesca”.

Ele destaca que as ações preventivas, embora mais difíceis de “vender”, são mais econômicas e visam postergar a vida útil do pavimento, evitando custos elevados de reparos corretivos. Com R$ 250 milhões em novos contratos de manutenção este ano, o Governo do Estado investe pesado na preservação desse valioso patrimônio.

A inovação tecnológica é uma constante na GEM. A Divisão de Equipamentos Rodoviários garante que a manutenção funcione 24 horas por dia, sete dias por semana. Contratos individuais para a revitalização da sinalização horizontal (R$ 70 milhões), sinalização vertical e defensas metálicas demonstram o compromisso com a segurança viária. Benévolo ilustra a aplicação de novas tecnologias na sinalização: “Estamos constantemente inserindo novas tecnologias em nossos contratos. Em cinco anos, a tecnologia avança muito, e precisamos atualizar as especificações. Hoje, na sinalização horizontal, estamos utilizando plástico a frio, tri componente, bicomponente e extrusão de alto relevo para sonorizadores. Isso nos permite atender às características individuais de cada rodovia”.

Uma grande inovação em desenvolvimento é o sistema SEGUIR (Sistema Estadual de Geoprocessamento Unificado de Informações Rodoviárias), que permitirá à população e aos residentes alimentarem o banco de dados com informações de campo, gerando relatórios precisos para a gestão do pavimento e promovendo eficiência e transparência.

OBRA EM DESTAQUE: MOBILIDADE URBANA E QUALIDADE DE VIDA NO BINÁRIO DE JACUMÃ

O projeto se tornou um marco para a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população local, infraestrutura que redefiniu o tráfego e a segurança em uma área de intenso fluxo, superando desafios urbanos com eficiência, garantindo uma circulação mais segura e fluída, tanto durante a temporada turística, quanto no dia a dia dos locais.

A implantação do novo sistema viário em Jacumã, sob a coordenação da engenheira gestora do DER-PB, Luanna Bernardo Rosas de Lima, trouxe benefícios multifacetados para a comunidade. A combinação de fluidez no tráfego, calçadas acessíveis e ciclofaixa ampliou a segurança para todos os usuários da via. Ela sintetiza o impacto positivo da obra: “O resultado é um sistema viário mais organizado, seguro e eficiente. O trânsito, antes marcado por congestionamentos e conflitos, agora flui com maior ordem e previsibilidade, refletindo positivamente no cotidiano da população e no fortalecimento do comércio local”.

Essa transformação não apenas resolveu problemas de congestionamento, mas também valorizou o comércio e a qualidade de vida dos moradores. Ao longo dos 5,27 km de intervenção, a obra do Binário incluiu a execução de um sistema de drenagem eficiente, uma solução crucial para problemas históricos de alagamento na região. Essa iniciativa demonstra o cuidado com a infraestrutura a longo prazo e o bem-estar dos cidadãos.

A Engenheira destaca a importância da drenagem: “Ao longo de 5,27 km de intervenção, também foi executado um sistema de drenagem eficiente, assegurando o adequado escoamento das águas pluviais. Essa solução beneficia, diretamente, os moradores da Rua Nina Pereira e resolve problemas históricos de alagamento e acúmulo de água na Avenida Ilza Ribeiro, promovendo mais conforto e segurança no período chuvoso”.

Essa abordagem integrada de Engenharia resultou em uma melhoria substancial para a comunidade. Ela ainda sublinha a eficiência da execução: “Mesmo diante dos desafios inerentes a uma obra em área urbana, com intenso fluxo e alta demanda da comunidade, foi possível entregar uma obra de qualidade em prazo reduzido, dentro das expectativas e com mínimo impacto ao tráfego local”.

Este projeto serve como um modelo de como a infraestrutura pode ser planejada e executada para otimizar a mobilidade e elevar a qualidade de vida em centros urbanos.

O ALINHAVO DE CAMINHOS: A COMUNICAÇÃO COMO ELO DE TRANSFORMAÇÃO NO DER-PB

O cenário atual da infraestrutura na Paraíba não se resume ao cinza do asfalto ou à robustez do concreto; ele ganha cores, formas e voz através de uma estratégia que entende a estrada como um organismo vivo. Hoje, quem acessa as plataformas digitais ou sintoniza os veículos de imprensa encontra um Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) que dialoga em tempo real com a sociedade.

Essa vitrine moderna é o resultado de uma transição profunda, um roteiro de modernização que começou a ser escrito em 2019, transformando a tradicional assessoria de imprensa em uma célula estratégica de comunicação integrada que mostra o DER ao mundo. Para entender o presente, o filme desta trajetória retrocede ao momento em que o órgão decidiu romper o silêncio digital.

O ponto de partida foi quase literário: durante a confecção da obra “Trilhas, Veredas e Caminhos, Interligando Vidas”, que conta a história de 75 anos do Órgão, percebeu-se que o acervo humano e técnico do DER precisava de uma ponte contemporânea para chegar ao cidadão. O desafio era criar, do zero, uma identidade que humanizasse a Engenharia.

Essa construção não foi feita de máquinas, mas de uma base sólida de quatro profissionais que atravessaram tempestades e bonanças, consolidando o que antes era um setor de suporte em uma coordenação respeitada e estratégica. No centro dessa engrenagem, a experiência e a inovação se fundem. José Pereira Cabral, que liderava a relação com a imprensa há mais de 45 anos, e Bia Melo, que trouxe o olhar da modernização e do planejamento, atuam como os elos fundamentais.

São eles quem traduzem o complexo universo de investimentos e obras para a linguagem da sociedade, construindo pontes de confiança com os gestores e com os veículos de comunicação. Ao lado deles, a identidade visual do órgão ganha vida pelas mãos de Mallu Guedes, designer que transforma dados brutos e informações técnicas em imagens, cores, fontes e criatividade, buscando se comunicar com clareza.

Já o rigor técnico e a qualidade final das mídias sociais passam pelo “olhar de águia” de Ana Paula Miranda, cujas características de perfeccionismo e percepção aguçada garantem que cada conteúdo seja entregue com excelência. O legado dessa comunicação é, acima de tudo, educativo e formador.

A história do setor é pontuada pela passagem de talentos que, como estagiários, ajudaram a pavimentar esse caminho. Nomes como Gabriela, Anderson, Ana Júlia, Jéssica, Patrick, Thiago e Mariana também fizeram parte dessa história. Hoje, esses profissionais “voam alto” em emissoras de TV, Marketing esportivo, vida acadêmica, mas levam consigo o aprendizado de uma assessoria que funciona como escola de alta performance.

O fato de integrantes atuais, como Mallu e Ana Paula, terem trilhado esse caminho desde o estágio simboliza um ciclo de renovação e valorização do talento interno. Hoje, a assessoria do DER-PB é um território de respeito conquistado. Ao olhar para o horizonte desta edição da “Paraíba que Inspira o Nordeste”, percebe-se que a comunicação do DER é um processo de renovação contínua. É a voz que garante que, por trás de cada trilha aberta, exista uma história de transparência, humanidade e progresso.