Espaço ANETRAMS

ANETRAMS FORTALECE CAPACITAÇÃO TÉCNICA AO OFERTAR CURSO DE MANUTENÇÃO E REABILITAÇÃO DE OAEs EM PARCERIA COM DNIT E USP.

A Associação Nacional das Empresas de Engenharia de Consultoria em Infraestrutura, Transporte e Meio Ambiente (ANETRAMS) reafirma seu protagonismo na qualificação técnica do setor ao ofertar aos seus associados o curso “Manutenção e Reabilitação de Obras de Arte Especiais (OAEs)”, uma iniciativa que se consolidou como referência nacional na integração entre academia, gestão pública e mercado. Com conteúdo programático formulado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e por um seleto grupo de professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o curso pode ser considerado um exemplo bem-sucedido de cooperação institucional. A capacitação é fruto de uma iniciativa conjunta das Diretorias de Infraestrutura Rodoviária (DIR) e de Pesquisa e Planejamento (DPP), por meio do Instituto de Pesquisas em Transportes (IPR) do DNIT, em parceria com a ANETRAMS e com a Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR). Iniciado em meados de 2025, o curso já certificou mais de 500 profissionais, ampliando de forma significativa a base técnica especializada em manutenção, inspeção, reforço e reabilitação de pontes e viadutos no país. Para a presidente da ANETRAMS, Dra. Luciana Dutra, a iniciativa traduz o compromisso da entidade com a excelência técnica e com o desenvolvimento do setor. “Ao ofertar este curso aos nossos associados, a ANETRAMS cumpre seu papel institucional de promover capacitação de alto nível, alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais, contribuindo diretamente para a segurança, a durabilidade e a eficiência da infraestrutura brasileira”, destaca. Um dos principais articuladores da formação é o professor Miguel Angel Buelta Martínez, professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo desde 1996, com trajetória acadêmica amplamente reconhecida no campo da engenharia estrutural. “Me formei em Engenharia Naval pela Escola Politécnica da USP em 1974, fiz mestrado em 1977 e doutorado em 1984, todos pela EPUSP. Sou professor titular do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica desde 1996, com foco em Engenharia de Estruturas e ênfase em Mecânica das Estruturas”, relata. Segundo o docente, sua atuação concentra-se principalmente no desenvolvimento de projetos estruturais, na análise experimental de estruturas e na gestão de projetos, além de uma sólida experiência em cargos de chefia e liderança acadêmica no departamento. Defensor da aproximação entre universidade, mercado e setor público, o professor ressalta que essa integração é essencial para o avanço técnico da engenharia. “A Escola Politécnica tem um extenso histórico de cooperação. Na minha área, isso começou ainda na década de 1970, com pesquisas para a Marinha do Brasil, e evoluiu significativamente a partir dos anos 1980 com a Petrobras e seus fornecedores. O mais importante sempre foi a construção de confiança mútua”, afirma. Ele destaca que hoje dezenas de empresas públicas e privadas reconhecem o retorno técnico e financeiro do investimento em pesquisa e desenvolvimento em parceria com a universidade. Sobre a concepção do curso de Manutenção e Reabilitação de OAEs, o professor explica que a demanda partiu do DNIT, em conjunto com a ANETRAMS e a ANEOR. “Contatamos professores e profissionais reconhecidos entre os melhores da área e pedimos que se incorporassem a este treinamento. São docentes que aliaram, ao longo de anos, a atividade acadêmica à experiência profissional”, explica. O corpo docente reuniu nomes como Paulo Roberto do Lago Helene, Enio José Pazini Figueiredo, Tulio Nogueira Bittencourt, Daniel Mariani Guirardi, Pedro Afonso de Oliveira Almeida e Diôgo Silva de Oliveira. Com carga horária de 40 horas, distribuídas em cinco dias, o curso abordou temas estratégicos como patologia das estruturas, inspeções cadastral, rotineira, especial, extraordinária e subaquática, soluções de manutenção, reforço e reabilitação, instrumentação e monitoramento, provas de carga e avaliação da capacidade resistente de pontes e viadutos. As edições foram realizadas em três polos regionais – Brasília (Centro-Norte-Nordeste), Recife (Nordeste) e São Paulo (Sul) –, ampliando o alcance nacional da capacitação. A excelente avaliação por parte dos participantes reforça a intenção das instituições envolvidas de repetir e expandir a iniciativa nos próximos anos. Para o professor Miguel Angel, “há necessidade permanente de manter essa relação estreita entre academia, mercado e engenharia consultiva, para aplicar inovações, melhores técnicas e métodos de forma mais ágil, eficiente e com melhores resultados”. Uma visão compartilhada pela ANETRAMS, que segue investindo na qualificação de seus associados como vetor essencial para o progresso econômico e social do país.