Revolução da Infraestrutura com cifras recordes e obras inovadoras, Goiás se reinventa, impulsionando o desenvolvimento e a segurança em suas rodovias e cidades. A visão estratégica dos líderes que transformam o estado em referência nacional.
No coração pulsante do Brasil, Goiás não se destaca apenas como o berço da música sertaneja, onde as modas de viola narram histórias de vida e paixão pela terra. Este estado, que entoa uma melodia de tradição e resiliência, também emerge como um verdadeiro epicentro de desenvolvimento e inovação em infraestrutura. Assim como cada acorde da sanfona se entrelaça, as novas estradas e as grandiosas obras que cortam e edificam o estado contam uma saga de progresso, conectividade e um compromisso inabalável com o futuro de sua gente. A Rodovias&Infra esteve no Estado de Goiás e acompanhou de perto as transformações que estão redefinindo o cenário da infraestrutura goiana. Sob a liderança incansável do Governador Ronaldo Caiado, a visão estratégica do Vice-Governador Daniel Vilela e a gestão dinâmica do Presidente da Goinfra, Pedro Sales, o estado tem se destacado nacionalmente pela execução de um dos mais ambiciosos e bem-sucedidos programas de obras de sua história. O Governo de Goiás adotou a infraestrutura como eixo estratégico para impulsionar o desenvolvimento econômico, promovendo a readequação da infraestrutura estadual, retomando obras inacabadas e implantando novos projetos com padrão de excelência em todas as regiões. O Governador Ronaldo Caiado descreve essa reviravolta: “Nós tiramos Goiás da condição de obras paradas, de contratos sem qualidade e de estradas deterioradas. Hoje, a Goinfra é uma estrutura técnica, respeitada, que entrega resultado. Não se trata apenas de asfaltar, mas de garantir padrão, durabilidade e segurança para quem usa. Cada obra executada tem um propósito claro: melhorar a vida das pessoas e dar competitividade ao nosso Estado.”

Em apenas sete anos, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) mobilizou um investimento total superior a R$ 12,1 bilhões, que permitiu, entre 2019 e 2025, pavimentar ou duplicar mais de 1 mil quilômetros, além de executar restaurações, recuperações e melhorias funcionais em mais de 4 mil quilômetros da malha viária estadual. Nesse período, mais de 50 obras rodoviárias e civis paralisadas foram retomadas e concluídas, impulsionando a ampliação da capacidade logística, a melhoria da qualidade de vida da população e o avanço expressivo no ranking nacional. O resultado é que, em sete anos, Goiás saltou da 19ª para a 8ª posição, com 47% das rodovias classificadas como “ótimas” ou “boas” pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O Vice-Governador Daniel Vilela projeta um futuro ainda mais promissor: “Goiás vive um momento de investimentos que fará com que o estado, muito em breve, recupere esse tempo perdido e esteja à altura de competir, em infraestrutura, com outros estados.” O Presidente da Goinfra, Pedro Sales, complementa, explicando a base desse sucesso: “A Goinfra passou por um processo de reestruturação importante, que permitiu elevar o nível técnico das entregas. Hoje, trabalhamos com planejamento, controle e execução alinhados, garantindo que cada obra tenha qualidade, durabilidade e impacto real na vida da população. Nosso compromisso é entregar infraestrutura com responsabilidade e eficiência.”
Para 2026, a projeção é de um investimento de R$ 3,5 bilhões em obras e novas frentes de duplicação, pavimentação e restauração, ampliando a carteira de obras em mais de 1,4 mil quilômetros de rodovias, incluindo projetos de grande relevância como a pavimentação da GO-469, entre Abadia de Goiás e Aragoiânia, e a continuidade da duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri. Rodovias cruciais já foram entregues, como a GO-154, em Bonópolis, que concluiu a integração asfáltica de todos os 246 municípios goianos, e a GO-184, entre Itumirim e Aporé, a maior obra de reconstrução rodoviária da gestão, concluída em tempo recorde. Mas a atuação da Goinfra vai muito além das rodovias. A agência é a força motriz por trás de uma vasta gama de obras civis essenciais para a qualidade de vida dos goianos, incluindo a construção e reforma de hospitais e complexos médicos, delegacias, presídios, terminais rodoviários, centros culturais, casas de acolhimento para idosos e unidades de segurança pública.
Um verdadeiro corredor para o desenvolvimento econômico, turístico, agropecuário e social, impulsionando a geração de milhares de empregos e transformando desafios em oportunidades. Prepare-se para uma jornada pelos bastidores de um sucesso que se reflete em cada quilômetro de rodovia pavimentado, em cada nova edificação entregue e em cada vida impactada positivamente. Nas próximas páginas, você conhecerá os segredos dessa administração que está fazendo a diferença, através das vozes de suas lideranças e das equipes que tornam essa visão uma realidade e consolidam Goiás como um modelo de gestão em infraestrutura para todo o Brasil.
A VISÃO ESTRATÉGICA NA GESTÃO DA INFRAESTRUTURA GOIANA
Eliane Simonini, Vice-Presidente da Goinfra, é advogada de carreira e traz para a infraestrutura goiana uma perspectiva única e multifacetada, combinando o rigor jurídico com uma profunda compreensão da gestão pública e do impacto social. Sua trajetória profissional em órgãos estratégicos de Goiás demonstra um compromisso contínuo com o desenvolvimento, a transparência e a eficiência na administração pública. Com formação jurídica e experiência no setor privado, Eliane Simonini Baltazar ingressou no serviço público em 2019 como chefe jurídica da Codego (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás). Sua capacidade de adaptação e liderança a levou à chefia de gabinete da Goinfra e, posteriormente, à AGEHAB (Agência Goiana de Habitação), onde foi vice-presidente e presidente do conselho de administração, sendo fundamental na implantação de um programa habitacional revolucionário. Na SEINFRA (Secretaria de Infraestrutura), como subsecretária de Habitação e Parcerias, liderou grandes projetos, como a Parceria Público-Privada (PPP) de saneamento, cujo leilão de esgotamento sanitário de 2024 continua sob sua coordenação. Em 2024, Eliane Simonini Baltazar retornou à Goinfra como Vice-Presidente, assumindo a responsabilidade de dar continuidade aos projetos de infraestrutura que impulsionam o progresso de Goiás. Sua vasta experiência e visão estratégica são elementos-chave para os objetivos ambiciosos da Goinfra.
MISSÃO, RESPONSABILIDADES E O PAPEL DA VICE-PRESIDÊNCIA
A Goinfra possui um mandato abrangente e vital para o desenvolvimento de Goiás, conforme detalhado no Art. 57 da Lei nº 21.792, de 2023. Suas competências se estendem desde a execução da política estadual de transporte e obras públicas, administração e fiscalização de aeródromos e vias, cobrança de pedágios, fiscalização de trânsito, controle de excesso de peso de veículos, definição de diretrizes para aeroportos estaduais, sinalização turística e regulamentação dos serviços de transporte ferroviário. Nesse contexto robusto, a Vice-Presidência, sob a liderança de Eliane Simonini, atua como um pilar estratégico que assegura a continuidade e a qualidade dos projetos.
A formação jurídica de Eliane, complementada por sua vasta experiência na gestão pública vinculada à área de infraestrutura, que inclui passagens como Chefe de Gabinete e, atualmente, Vice-Presidente na própria Goinfra, além de atuações de destaque na Agência Goiana de Habitação (Agehab) e na Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), é fundamental para a governança e a segurança dos processos da Goinfra. Ela afirma: “A infraestrutura é extremamente transversal e ela é compatível com diversas áreas de atuação. Na área jurídica não é diferente. Então, o conhecimento jurídico que você agrega e de gestão dentro da infraestrutura acaba sendo muito relevante para que você consiga fazer uma gestão pública com qualidade, com responsabilidade, analisando os riscos de cada contratação e, principalmente, trazendo segurança jurídica.” Essa perspectiva jurídica é essencial para garantir a conformidade e a eficiência das grandes contratações públicas, promovendo a confiança do setor privado no Estado e assegurando que as atividades sejam “extremamente republicanas”, com transparência e responsabilidade.
IMPACTO DIRETO NA VIDA DOS GOIANOS
A Goinfra, com a participação ativa da Vice-Presidência, tem sido protagonista na entrega de obras emblemáticas que misturam o civil com o social, impactando diretamente o bem-estar da população.
• Cora: Descrito por Eliane como “a menina dos olhos do governador”, este Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás é um exemplo brilhante de inovação e humanização. Um modelo de parceria diferenciado, com o trabalho jurídico realizado em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de Goiás, garantiu a segurança e agilidade necessárias. Eliane explica: “Foi criado um sistema diferenciado de parceria, por meio do qual uma das principais, ou a principal entidade social responsável pelo tratamento de câncer no Brasil… foi a responsável pela concepção do hospital e pela construção.” O resultado foi uma obra entregue em tempo recorde, com qualidade técnica de ponta e foco no tratamento humanizado.
• Municipalismo e os Programas Goiás em Movimento: Garantir serviços e obras para melhorar a infraestrutura também dentro das cidades é uma diretriz central do governo, focada em atender os 246 municípios goianos. Eliane destaca: “O governador determinou que a gente deveria criar programas para melhorar a condição de vida dos goianos também dentro desses municípios. Por mais longe ou por menores que sejam esses municípios, todos eles deveriam ser alcançados.” Goiás em Movimento Municípios: centrado no recapeamento urbano, transforma ruas e avenidas, melhorando a mobilidade local. Goiás em Movimento Estruturas: atua na construção de bueiros e obras de arte correntes, essenciais para mobilidade, prevenção de alagamentos e acesso a serviços básicos. Eliane enfatiza o impacto direto dessas obras na vida cotidiana.
CONSTRUINDO CONFIANÇA E PROGRESSO
Eliane Simonini destaca a postura democrática e republicana da gestão atual, que mantém “portas abertas” para prefeitos, deputados, vereadores e autoridades que buscam infraestrutura para seus municípios, independentemente de filiação partidária. Ela observa que “essa atitude republicana e pensando sempre no melhor atendimento para a população é que tem feito o programa crescer e as pessoas serem alcançadas com esse nível de permeabilidade que os programas ganharam”, crucial para a adesão e o sucesso dos programas municipalistas.
A Vice-Presidente também celebra a próxima edição do ENACOR e RAPv, sediada em Goiânia após 30 anos. Este evento é uma oportunidade inestimável para a Goinfra mostrar o desenvolvimento da infraestrutura goiana e trocar conhecimentos. Eliane afirma que “receber o ENACOR e RAPv prova e demonstra que nós estamos realmente no caminho certo, buscando as melhores práticas, as melhores tecnologias, melhores técnicas de engenharia”, permitindo que a Goinfra compartilhe seus avanços e absorva novos saberes.

LIDERANÇA FEMININA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: UM LEGADO INSPIRADOR
Para Simonini, o trabalho na infraestrutura é uma paixão que se traduz diretamente na “mudança de vida das pessoas”. A entrega de mais mobilidade, segurança e saúde, como evidenciado pelo programa “GME Calungas” no Nordeste goiano, é extremamente gratificante. Ela destaca o volume intenso de trabalho na Goinfra, que executa bilhões em obras anualmente, e a dedicação dos profissionais que transformam o Estado.
A Vice-Presidente aborda a ocupação de cargos de liderança por mulheres em um setor tradicionalmente masculinizado. Eliane comenta: “É extremamente relevante e gratificante, como mulher, poder ocupar um cargo de liderança na infraestrutura, um setor tradicionalmente masculino. E ainda mais, encontrar no governador Ronaldo Caiado, no vice-governador Daniel Vilela e no Pedro Sales pessoas que realmente confiam no trabalho feminino”. A Goinfra é um exemplo, com 50% de diretoras mulheres, um feito raro que demonstra o respaldo da alta gestão.
Eliane vê sua posição como um caminho para outras mulheres, provando que “não é o gênero que determina competência, mas sim a vontade, o caráter e, principalmente, o desejo de fazer as coisas certas e fazer o melhor pela sociedade”. Esse trabalho de diversidade e construção de degraus para futuras gerações é um legado que a Goinfra busca consolidar.
A ESSÊNCIA DA GESTÃO NOS BASTIDORES DA GOINFRA
Por trás da complexidade das grandes obras de infraestrutura, a Chefia de Gabinete é o centro nevrálgico que garante o fluxo de informações e o apoio estratégico à presidência. Na Goinfra, Márcia Freire Dantas Coutinho, advogada com vasta experiência em gestão pública, atua como um elo fundamental entre as diversas frentes da agência e seus múltiplos stakeholders.
Uma trajetória marcada pela gestão e pelo desafio, a jornada profissional de Márcia Freire demonstra uma sólida base em gestão e um compromisso de longa data com o serviço público. Sua carreira de mais de 16 anos começou na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), onde atuou por oito anos como gestora, adquirindo profundo conhecimento em infraestrutura de saneamento para municípios de até 50 mil habitantes.
Em 2019, Márcia integrou o governo do Estado de Goiás, trabalhando na Secretaria de Administração e, em 2020, na Secretaria de Economia, sempre como Chefe de Gabinete. A chegada à agência em 2024 trouxe novas perspectivas e oportunidades. Márcia expressa que “vir para a Goinfra foi um verdadeiro desafio, pois se trata de um órgão focado em transporte e rodovias, uma área que demanda soluções de infraestrutura não apenas locais, mas também um corredor de melhorias para o desenvolvimento do próprio Estado”. E complementa: “a agência é, para ela, um berço de tecnologias e avanços e inovações, um ambiente propício para aplicar sua bagagem e continuar aprendendo.”
UM “PAREDÃO” ESTRATÉGICO
A Chefia de Gabinete é a grande articuladora e facilitadora da presidência da Goinfra. Márcia descreve seu papel como o de um “paredão”, absorvendo demandas e processando-as antes que cheguem ao presidente, garantindo decisões mais eficientes e informadas.
Ela explica que a Chefia de Gabinete se encarrega de absorver “tudo que tem de necessidade de alinhamentos internos e externos para que, quando chegue na fase decisória do presidente, esteja um pouco mais evoluído nesse processo de decisão”. O dia a dia de Márcia e sua equipe é de intensa interlocução com as áreas técnicas da Goinfra e atores externos. Eles otimizam a tomada de decisão, buscando a forma mais séria e eficiente para o poder decisório.
A Chefia de Gabinete atua em diversas frentes, oferecendo apoio à Vice-Presidência e ao presidente, e se envolve em processos internos que variam “desde uma elaboração de um projeto de lei, um decreto, a um simples despacho e encaminhamento interno”. É uma função que exige versatilidade e capacidade de lidar com um volume de trabalho que ela descreve como “bastante vultuoso e, ao mesmo tempo, complexo”, com o respaldo de uma equipe eficiente para entregar resultados de excelência.
CONQUISTAS E CONTRIBUIÇÕES: DE OBRAS CIVIS A ESTRUTURAS DE VIDA
A atuação da Chefia de Gabinete, sob a liderança de Márcia Freire, reflete-se em diversas conquistas da Goinfra. Márcia expressa imensa satisfação em fazer parte desse momento, afirmando: “Para mim é uma satisfação imensa. Acredito que estou escrevendo o meu nome num pequeno momento da história da agência”. Ela se orgulha da evolução da Goinfra, que se destaca pela transparência, eficiência, inovação nas contratações e celeridade na implantação de obras.
Um projeto que ela destaca com particular emoção é o Hospital Cora. Embora não seja uma obra de rodagem, é um marco para a Goinfra e para o Estado de Goiás. Márcia reforça: “O Hospital Cora é um marco muito grande; não são apenas tijolos, são melhorias de vida e a segurança de que pacientes, muitos deles crianças, acometidos por doenças graves, terão ali a possibilidade de uma cura. Sentimos o dever de fazer algo por eles. Para mim, foi um marco significativo participar de todo o processo, da concessão à entrega efetiva. O hospital está funcionando, levando auxílio a quem necessita e merece”.
Para ela, participar desse processo representa um sentimento de dever cumprido. Márcia Freire expressa profundo orgulho pelo papel da Goinfra no cenário estadual e nacional. Ela reconhece que o Estado de Goiás está no centro do país, conectando diversos estados, e a Goinfra é fundamental para consolidá-lo como um corredor de infraestrutura e melhoria para o Brasil.
Ao observar o impacto de seu trabalho, Márcia reflete: “Por sua posição central, Goiás conecta diversos estados, configurando-se em um corredor estratégico de infraestrutura e desenvolvimento para o país. É imensamente gratificante fazer parte desta história”. A Chefe de Gabinete da Goinfra sente-se lisonjeada em contribuir para essa história, ressaltando que o trabalho da agência vai muito além do aspecto técnico, impactando diretamente na qualidade de vida das pessoas e no desenvolvimento do Estado.
É essa paixão e o compromisso com o bem-estar da sociedade que impulsionam Márcia e sua equipe na missão diária de gerenciar os bastidores de uma das mais importantes agências de infraestrutura do país.

INOVAÇÃO E SUPORTE ESSENCIAL NA GOINFRA
À frente da Diretoria de Gestão Integrada da Goinfra, Janaína Borges Silvério Teixeira desempenha um papel estratégico, responsável por garantir que todas as áreas da agência operem de forma integrada e eficiente. Servidora efetiva do Estado desde 2007, ocupante do cargo de Técnico em Gestão Pública e especialista em Gestão Pública, Liderança e Gestão de Pessoas, Janaína define sua área como “a engrenagem invisível do progresso, responsável por viabilizar cada entrega da infraestrutura no Estado”.
A unidade reúne áreas fundamentais como Gestão de Pessoas (RH), Tecnologia da Informação (TI), Transportes, Patrimônio e Administrativo. De forma coordenada, essas frentes estruturam a operação da agência, exigindo uma atuação pautada por visão sistêmica e melhoria contínua. Como destaca a diretora, “é essa integração que garante que a estratégia saia do papel e se transforme em resultado concreto para a população”.
DESENVOLVIMENTO HUMANO E VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR
Com a expansão da carteira de obras da Goinfra, a atuação da Diretoria de Gestão Integrada evoluiu de um papel predominantemente operacional para uma posição estratégica dentro da agência. “Nossa equipe precisa agir rapidamente para dar conta do crescimento da demanda com agilidade e eficiência”, afirma Janaína.
Entre as iniciativas implementadas estão a realização de concurso público, processos seletivos simplificados para contratação excepcional de temporários, contratação de mão de obra especializada terceirizada e investimento em capacitação e desenvolvimento profissional. Programas como o Plano de Capacitação e o DespertaRH+ registraram alta adesão e impacto direto no desempenho institucional.
• Desenvolvimento: o Plano de Capacitação foi estruturado com foco no desenvolvimento técnico e comportamental, por meio de trilhas de conhecimento e programas de desenvolvimento individual. “Nosso objetivo é preparar continuamente os servidores para os desafios da gestão pública moderna”, explica.
• Saúde e bem-estar: no seu segundo ano, o Programa DespertaRH+ ampliou o olhar sobre o servidor, com eixos como saúde física e mental, diversidade, inclusão e sustentabilidade. “Cuidar das pessoas é fundamental para garantir a qualidade das entregas”, reforça. A política de cuidado também se traduz em ações práticas, como ginástica laboral, atendimento psicológico, atividades culturais e o Circuito Saúde. Segundo Janaína, “quando o servidor se sente valorizado e bem assistido, o resultado aparece diretamente no seu desempenho profissional”.
TECNOLOGIA E SUPORTE
No último ano, a tecnologia tem sido um dos principais vetores de transformação na Goinfra, destaca Janaína. A Diretoria de Gestão Integrada liderou um amplo processo de modernização, com impactos diretos na eficiência operacional.
• Frota de veículos: ampliação e renovação da frota, que hoje conta com mais de 350 veículos utilizados pelas equipes técnicas na fiscalização de obras, e também nas operações do Comando de Policiamento Rodoviário (CPR), responsável pelo patrulhamento nas rodovias estaduais, viabilizado por meio de convênio com aportes superiores a R$ 80 milhões. “Investimos fortemente na mobilidade das equipes, porque isso impacta diretamente na capacidade de fiscalização e resposta em campo”, destaca a diretora.
• Conectividade: promoveu avanços com a implantação de internet via satélite na frota. “Hoje conseguimos manter comunicação em tempo integral, mesmo em regiões remotas, o que antes era um grande desafio”, pontua.
• Desenvolvimento de softwares e sistemas: no campo digital, o desenvolvimento de sistemas e aplicativos ampliou o controle, a transparência e a eficiência dos processos. “Como a ferramenta App Diárias, que possui georreferenciamento e registros em tempo real, simplificou rotinas e trouxe mais segurança para a prestação de contas”, destaca. A diretoria também avançou na incorporação de soluções baseadas em inteligência artificial, “otimizando o tempo das equipes, qualificando a análise de dados e tornando os processos mais ágeis e assertivos”, explica.
• Renovação tecnológica: promoveu a renovação de mais de 50% do parque tecnológico, incluindo drones para levantamento em campo. “Não é apenas adquirir equipamentos modernos, é também dar condições para que as equipes trabalhem com mais precisão, agilidade e inteligência”, afirma Janaína.
• Apoio às ações sociais e culturais do Estado: atuação na estruturação e suporte a eventos de grande porte, com destaque para as romarias de Muquém e Trindade, além do “Natal do Bem”, contribuindo para a organização, logística e segurança dessas iniciativas, a partir de investimentos superiores a R$ 12 milhões.
ESTRUTURA E AMBIENTE
A modernização da Goinfra também passou pelo ambiente físico. Nos últimos 20 meses, mais de R$ 10 milhões foram investidos em melhorias estruturais, além de R$ 2,7 milhões em mobiliário ergonômico. “Era um prédio antigo, com carências estruturais importantes. Esse investimento era necessário e estratégico”, afirma a diretora.
As melhorias transformaram o ambiente de trabalho, tornando-o mais moderno, funcional e adequado às necessidades e à saúde dos servidores e colaboradores. “Percebemos claramente o efeito positivo nos indicadores de desempenho após essas mudanças”, destaca. Para Janaína, o impacto vai além da infraestrutura física: “quando você melhora o ambiente de trabalho, você melhora a entrega. É um efeito direto”.
A Diretoria é ainda responsável pela gestão de um patrimônio expressivo, composto por bens móveis e imóveis, estimado em aproximadamente R$ 73 milhões. E complementa: “é muito satisfatório, como servidora de carreira, poder contribuir com esse avanço e ver a influência de tudo isso na qualidade das entregas aos goianos.”
A ESTRATÉGIA POR TRÁS DOS NÚMEROS: GESTÃO FINANCEIRA PARA O DESENVOLVIMENTO
Como Diretora Financeira da Goinfra, Melissa de Castro Machado orquestra a gestão de recursos que impulsionam a infraestrutura de Goiás. Sua trajetória no serviço público e visão estratégica a tornaram chave na transformação da Goinfra em referência de eficiência e bom pagador.
Uma jornada de crescimento no serviço público goiano, a carreira de Melissa no Estado de Goiás começou em 2007, como gestora de finanças e controle. Atuou na Secretaria de Educação por quatro anos e, a partir de 2011, na Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), por nove anos. Em 2019, sob o governo Caiado, cruzou-se com Pedro Sales na Secretaria de Administração (Sead). Melissa recorda: “No tempo em que trabalhamos juntos, ele valorizou meu trabalho”. No final de 2019, Pedro Sales assumiu a presidência da Goinfra e a convidou para a Diretoria Financeira. Melissa o acompanhou em outras pastas, como Agehab e Seinfra, mantendo sua expertise financeira e o conhecimento sobre gestão pública. Seu retorno à agência, como diretora financeira, consolidou esse papel.
DA DÍVIDA CRÔNICA À REFERÊNCIA DE BOM PAGADOR: A REVIRAVOLTA FINANCEIRA DA GOINFRA
A chegada à Goinfra revelou um cenário financeiro desafiador. Melissa explica que “havia um volume muito grande de restos a pagar, uma dívida considerável deixada pelo governo anterior”. A Goinfra era a autarquia com o maior débito. A solução veio com um decreto do governador, que estabeleceu diretrizes para quitação de dívidas antigas com descontos e parcelamentos. A renegociação foi complexa, mas bem-sucedida.
O governo priorizou despesas atuais e negociou as passadas. “O foco do governo era claro: pagar as despesas atuais para garantir a continuidade dos serviços prestados pelas empresas, e negociar as despesas passadas”, detalha Melissa. Em 2019, um decreto inédito de ordem cronológica de pagamentos foi criado e o Siofinet adaptado para cumprimento. Um comitê de negociações foi formado, permitindo que empresas credoras aderissem a termos com descontos e parcelamentos, abrindo mão de ações judiciais.
Ela destaca a adesão positiva: “As empresas demonstraram grande adesão à renegociação, recebendo conforme o previsto, sem qualquer intercorrência”. Hoje, a Goinfra tem 100% dos pagamentos tempestivos e é reconhecida como bom pagador.
GERENCIANDO BILHÕES: O SISTEMA SIOFINET
A Diretoria Financeira é o pilar responsável pelas partes orçamentária, financeira e contábil da Goinfra. Com um volume de investimentos que se aproxima dos R$ 12 bilhões até 2026, a gestão eficiente é crucial.
O Siofinet (Sistema de Programação e Execução Orçamentária e Financeira do Estado de Goiás) é a ferramenta central onde todos os pagamentos e empenhos são realizados. O planejamento é feito em conjunto com a Diretoria de Planejamento, embora a Lei Orçamentária Anual (LOA) nem sempre seja suficiente para todas as demandas. Contudo, a infraestrutura é uma prioridade do governador, e a dinâmica de Pedro Sales permite buscar recursos adicionais. “À medida que as demandas surgem, solicitamos mais recursos, contando com o total apoio da Secretaria da Economia nesse sentido”, explica Melissa.
As fontes de recursos da Goinfra são diversas, totalizando cerca de 11 diferentes origens, que vão desde recursos próprios, como multas, a pequenos repasses federais (CID, FEP) e, principalmente, recursos do Tesouro Estadual. As descentralizações orçamentárias são outro pilar importante. O Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), por exemplo, embora vinculado à Seinfra, tem seu orçamento descentralizado para a Goinfra para execução, e é a agência quem gere esses recursos orçamentários.
Outras descentralizações notáveis incluem projetos de saúde, como o Hospital Cora, obras como o autódromo, via Esporte e Lazer, e a Casa do Idoso, pelo Protege. O ano passado foi um recorde, com quase R$ 4 bilhões pagos. “Houve um trabalho intenso, e felizmente tudo ocorreu como planejado”, avalia Melissa, destacando o apoio da Secretaria da Economia nas negociações orçamentárias.
A GERÊNCIA DE INSPEÇÃO FINANCEIRA
A Goinfra destaca-se pela agilidade em pagamentos, quitando medições em apenas 20 dias. Essa celeridade, que reforça a credibilidade junto a fornecedores, é resultado da prioridade do governador, ausência de problemas de caixa e fluxo interno otimizado. O processo, que envolve a Goinfra, a Seinfra e a Secretaria da Economia, é rápido e eficiente.
Um diferencial da Diretoria Financeira da Goinfra é a Gerência de Inspeção Financeira, única na agência e na Agehab. Sua missão é “validar a despesa de forma rigorosa, sendo um olhar complementar à gerência financeira”. Ela verifica a validade do contrato, escopo, medição e aspectos legais/fiscais. Esse trabalho garante que processos cheguem à gerência financeira “bem olhados”, acelerando a burocracia. “Contar com profissionais especializados na inspeção é extremamente válido, pois otimiza o processo e traz celeridade”, observa.
Melissa sente grande realização ao ver o impacto de seu trabalho. Ela destaca a diferença de atuar em órgãos finalísticos: “É uma alegria e uma satisfação imensa… sei que nem sempre se percebe com clareza o impacto da entrega que o cidadão tanto necessita e merece”. A construção de estradas, infraestrutura de saúde, como o Hospital Cora, e a concretização de obras são motivos de orgulho.
Ela relata a tranquilidade de não receber cobranças: “Não recebo cobranças de fornecedores… Isso porque as empresas já sabem que, ao emitir a nota, o recebimento é garantido”, revelando transparência. Para Melissa, a gestão se diferencia pela prioridade aos técnicos. “O governo Caiado tem um diferencial, porque ele colocou os técnicos nos cargos”, comenta.
Essa estratégia facilita o diálogo e a busca por recursos. “Quando você tem técnicos nos cargos, o conhecimento aprofundado deles facilita muito a comunicação e a busca por soluções. Isso nos permite ter conversas mais qualificadas sobre a necessidade de suplementação de recursos e de onde podemos obtê-los”. O apoio do presidente Pedro Sales e da Secretaria de Economia é crucial, consolidando um trabalho feito com “tranquilidade, com transparência”, que a faz “muito feliz com essa profissão”, contribuindo para a transformação de Goiás.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: DESENHANDO A INFRAESTRUTURA DO FUTURO
À frente da Diretoria de Planejamento da Goinfra, Izelman Oliveira da Silva é a mente por trás da formulação e execução das políticas públicas de infraestrutura que moldam o futuro de Goiás. Com uma sólida carreira na agência, Izelman e sua equipe são responsáveis por criar os modelos e programas que garantem não apenas a construção e manutenção de rodovias, mas também o desenvolvimento sustentável e o apoio aos municípios.
Uma carreira de dedicação e especialização na Goinfra, Izelman é gestor de engenharia e servidor efetivo na Goinfra desde 2006, somando aproximadamente 20 anos de dedicação à instituição. Sua trajetória profissional é marcada por períodos de aprimoramento e atuação em diferentes frentes. Após sua entrada na agência, Izelman afastou-se para cursar um doutorado de quatro anos no exterior, expandindo sua expertise.
Ao retornar, atuou por quatro anos na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e, posteriormente, integrou a equipe do Laboratório de Controle Tecnológico da Goinfra, um pilar fundamental para a qualidade das obras. Há cerca de um ano e meio, ele assumiu sua atual posição na Diretoria de Planejamento (DPL), aplicando toda sua experiência na formulação estratégica.
O BERÇO DAS POLÍTICAS DE INFRAESTRUTURA
A Diretoria de Planejamento atua intensamente na formulação de políticas públicas de infraestrutura, com foco na criação de novos modelos de programas, tanto municipais quanto estaduais. Esses programas nascem na DPL, passam pela avaliação da alta gestão e da presidência, e então são encaminhados para as diretorias finalísticas executarem.
Como explica Izelman, sua diretoria trabalha “muito focada em desenvolver políticas públicas de infraestrutura, criando novos modelos tanto para programas estaduais de suporte aos municípios quanto para ampliar o escopo de obras na malha viária do Estado”. Essas iniciativas visam não só a obras rodoviárias, mas também a manutenção e intervenções pontuais, utilizando a capacidade da agência para projetos mais simples e ágeis.
Entre os principais programas de assistência aos municípios, a DPL é responsável por: Goiás em Movimento Municípios (GMM), focado no recapeamento das vias municipais; e Goiás em Movimento Estruturas (GME), um programa mais recente, implementado entre 2024 e 2025, que visa à substituição de bueiros muito antigos e pontes de madeira desgastadas por obras de arte corrente.
A meta é ambiciosa: atingir todos os 246 municípios goianos e, após a conclusão, iniciar uma nova rodada de intervenções. Complementando o GME, a DPL lançou um programa específico para as rodovias estaduais, também focado na substituição das pontes de madeira. A meta é eliminar todas as pontes de madeira nas GOs, promovendo maior segurança e durabilidade à malha rodoviária de Goiás.
SGP: INTELIGÊNCIA PARA A GESTÃO DA MALHA PAVIMENTADA
Um dos pilares da Diretoria de Planejamento é o Sistema de Gerenciamento de Pavimentos (SGP), uma ferramenta estratégica que realiza a análise anual de toda a malha pavimentada do Estado. Essa análise abrange diversos parâmetros de desempenho do pavimento, como IGG, IRI, deflexão e afundamento de trilha de roda, sendo realizada no âmbito de um contrato de quatro anos com a Dynatest. A Goinfra está finalizando o segundo ciclo de levantamento desse contrato.
Com base nos dados coletados, o SGP permite a priorização das ações dos próximos anos da Goinfra. Izelman destaca a importância do planejamento: “O SGP consegue identificar qual é a parte da malha que precisa de atuação de microrrevestimento. Quando sabemos o que fazer e quando fazer, há economia para o erário, que é o objetivo principal”. Ele ainda detalha que o sistema indica “você precisa fazer micro em tal trecho em 2028”.
Essa abordagem inteligente tem se mostrado eficaz, com Izelman apontando para melhorias significativas: “Se observarmos a pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT), para ser mais imparcial, notamos uma melhora significativa em Goiás ao longo dos anos, especialmente de 2019 até a última pesquisa, com um avanço notável nas condições da malha rodoviária, principalmente em pavimentação e sinalização”.
A meta é que, seguindo as diretrizes do SGP, a malha rodoviária de Goiás atinja quase sua totalidade entre bom e ótimo nos próximos anos, partindo de um patamar atual de 80% nessa condição. Quando o SGP identifica um trecho que necessita de intervenção, ele é encaminhado para a Diretoria de Manutenção (DMA). Esta, por sua vez, vai a campo, faz uma avaliação e, se estiver condizente com o sistema, consegue fazer o programa de microrrevestimento avançar, executando os serviços e obras de arte correntes mais simples.
O programa HDM-4, utilizado pelo Banco Mundial, é a ferramenta onde os dados são processados, gerando as “carteiras” de intervenção, seja para microrrevestimento, restauração funcional ou estrutural. Isso permite que a Goinfra encaminhe os dados diretamente para a Diretoria de Projetos de Obras Rodoviárias, em caso de intervenções estruturais, ou para a Diretoria de Manutenção, para ações mais simples, otimizando a aplicação dos recursos.

LABORATÓRIO DE QUALIDADE E OUTRAS ÁREAS DE ATUAÇÃO
A Goinfra não se limita a rodovias, abrangendo também obras civis como hospitais, escolas e autódromos. Izelman destaca o Hospital Cora, entregue em apenas 24 meses, e o trabalho no autódromo de Goiânia, onde a Diretoria de Obras Rodoviárias cuida da pista e a de Obras Civis, dos edifícios. A DPL, inclusive, possui uma gerência de orçamento específica para obras civis.
Outro ponto de destaque é a Gerência de Controle de Qualidade Tecnológica (PLGT), o Laboratório Central da Goinfra, onde Izelman já atuou. Desde 2019, o laboratório tem recebido forte incentivo da alta gestão, com investimentos de R$ 5 milhões em sua estrutura física e de pessoal. O espaço, com aproximadamente 800 metros quadrados, atua como suporte para as diretorias finalísticas, permitindo a realização de contraprovas e análises para garantir a qualidade das obras, inclusive em resposta a órgãos de controle como o Tribunal de Contas de Goiás.
Em 2024, foi criada a Diretoria de Sinalização Viária (DSV), que Izelman aponta como crucial para a melhoria da sinalização viária e, consequentemente, para a segurança nas rodovias goianas. A DPL também gerencia o programa IRAP, que utiliza videomonitoramento da malha para criar um plano de investimento focado na segurança viária. A expectativa é que, até o final de 2026, os 12 mil quilômetros de vias pavimentadas estejam codificados, com um plano de investimento para o IRAP.
O GME E O IMPACTO NOS MUNICÍPIOS
Para Izelman, o programa GME é um dos projetos mais gratificantes, pois atende a uma necessidade premente dos municípios. Ele conta que, ao visitar os 246 municípios, percebeu a precariedade técnica e a falta de inventário de obras de arte. “O município é muito precário tecnicamente. Para entender a realidade, visitei os 246 municípios e perguntei sobre as obras de arte. Muitos não sabem quantas possuem, não têm um engenheiro responsável, nem onde estão localizadas.” Isso demonstra a necessidade de suporte estadual.
O GME atua fornecendo infraestrutura de qualidade. A Goinfra vai aos municípios, que indicam 10 pontos prioritários para intervenção, focados em obra de arte corrente. A Goinfra seleciona até cinco pontos e, após um convênio, executa 100% do projeto — da licitação à fiscalização e entrega da obra pronta. As licitações são feitas por lotes, agrupando cerca de cinco municípios próximos para tornar o processo mais atrativo.
As obras de arte corrente, como os bueiros de concreto, transformam a realidade local. “Quando as obras do GME começaram a ser entregues, a diferença na qualidade entre as novas estruturas e as antigas pontes de madeira precárias ficou evidente.” O impacto é direto na vida dos cidadãos, melhorando o escoamento da produção e o transporte escolar. Com 250 obras já em construção e a meta de atingir todos os municípios, Izelman prevê que nos próximos cinco anos a infraestrutura da malha vicinal goiana estará transformada.
DESAFIOS E VISÃO DE LONGO PRAZO
Assumir a diretoria após 20 anos na Goinfra é um grande desafio para Izelman, que busca garantir que os programas tenham base técnica sólida e rastreabilidade das decisões. “Nosso esforço é sempre para atuar com a máxima técnica possível, garantindo que todas as decisões sejam rastreáveis dentro da agência.”
A Goinfra, com 1.500 pessoas, tem visão de longo prazo para a infraestrutura, pensando em programas que podem durar até 50 anos, e serve como formação para engenheiros.
A modernização da Goinfra é motivo de orgulho. “Sempre em equipes de planejamento tem aquela pergunta clássica: ‘Cadê o termo de referência?’. Hoje, contamos com um banco de dados contendo centenas de termos de referência de fácil acesso. Se não houver um compatível, elaboramos um novo, pois temos condições para adquirir o necessário.”
A eficiência depende da prioridade do governo à tecnologia e controle de qualidade. Izelman projeta um futuro promissor: “Acredito que temos muito para entregar nos próximos anos, com todos esses programas que desenvolvemos aqui.” A Goinfra segue transformando a infraestrutura de Goiás com planejamento e técnica.
MANUTENÇÃO E INOVAÇÃO: A TRANSFORMAÇÃO DA INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA
À frente da Diretoria de Manutenção (DMA) da Goinfra, Fábio Louzada Batista tem desempenhado um papel crucial na modernização e eficiência das operações rodoviárias em Goiás. Com uma trajetória marcada por desafios e conquistas, ele compartilha insights sobre sua jornada e as inovações implementadas na agência, que se tornou um modelo de organização e agilidade.
Uma jornada de crescimento e desafios iniciais na DMA, Fábio Louzada ingressou na Goinfra, na época Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), em 2006, após aprovação em concurso público. Sua percepção inicial da agência era limitada às rodovias, mas logo descobriu a amplitude de suas responsabilidades. “Meu primeiro contato foi com a área rodoviária, e de lá para cá, fui adquirindo diversas experiências. Inicialmente, não tínhamos a dimensão da atuação da agência no Estado, pensávamos que se restringia a rodovias, mas ao chegar aqui, percebemos que vai muito além”, relata Fábio.
Ele compreendeu que a agência é uma estrutura imensa que atende desde a gestão da malha viária até obras civis, obras rodoviárias, aeródromos e ações de segurança viária, abrindo um leque de oportunidades de trabalho. Após um período na Diretoria de Obras Rodoviárias (DOR), trabalhando em rodovias e convênios municipais, Fábio recebeu um convite em 2019 para assumir a Gerência de Medição na então Diretoria de Manutenção e Operação (DMO). O desafio era grande, pois a Manutenção tinha a reputação de ser desorganizada, com procedimentos falhos, o que dificultava a atração de servidores. “Havia uma reputação de desorganização, especialmente nos procedimentos. Isso dificultava atrair servidores, que preferiam permanecer na DOR”, recorda.
REORGANIZAÇÃO E EXPANSÃO DA DMA
Encarando o desafio, Fábio e sua equipe embarcaram na missão de implantar modelos de gestão e novos procedimentos de controle de medição. O resultado foi transformador. “Desde então, implementamos e reorganizamos os processos. Ver que nossos procedimentos para medições e a tramitação de processos foram replicados para toda a agência, com fluxos bem estabelecidos que organizaram nossa estrutura, é algo que me traz grande satisfação”, afirma.
A implementação de um quadro de visualização rápida para problemas documentais e de campo foi crucial. Com essa nova organização, a DMA cresceu exponencialmente. A malha de 22 mil quilômetros de responsabilidade da diretoria foi repensada, dividida em 20 lotes, antes eram 27, e o valor médio de cada medição saltou de R$ 350 mil para cerca de R$ 2 milhões. Esse aumento financeiro possibilitou a execução de outros tipos de serviços de conservação rodoviária que antes não eram possíveis. A clareza e a eficiência nos procedimentos foram percebidas e elogiadas pelo Tribunal de Contas, consolidando a DMA como um exemplo.
PROGRAMAS ESTRATÉGICOS E PARCERIAS MUNICIPAIS: O IMPACTO NO CAMPO
A DMA gerencia programas que têm impacto direto e profundo nos municípios goianos:
• Goiás em Movimento Municípios (GMM): atende centenas de municípios, oferecendo soluções que funcionam e ajudam as municipalidades.
• Patrulhas Mecanizadas: programa idealizado para dar suporte aos municípios na manutenção de estradas vicinais e não pavimentadas. O programa dividiu o Estado em 10 lotes, antes eram quatro, mantendo a quantidade de patrulhas por lote, oito máquinas cada, o que ampliou significativamente o atendimento. A Goinfra disponibiliza as patrulhas, e os municípios definem os serviços, que são monitorados por fiscais da agência em conjunto com fiscais dos convênios. Essa reestruturação demonstrou ao Tribunal de Contas a eficácia do programa diante da grande demanda municipal. As patrulhas incluem diversos tipos de maquinário, que foram aprimorados para atender às necessidades dos municípios.
• Goiás em Movimento Estruturas (GME): lançado no ano passado, este programa permite que as municipalidades cadastrem suas necessidades de infraestrutura no sistema. A Goinfra realiza a análise orçamentária, desenvolvendo bueiros-tipo e distribuindo-os com base na real necessidade de cada município, e não no tamanho, classificando-os em PMG. As estruturas construídas são imensas e essenciais. “Ao observar as estruturas que estão sendo construídas, percebe-se a grandiosidade. Lembro-me de mostrar à primeira-dama, Gracinha Caiado, que ficou surpresa; quando se pensa em bueiro, imagina-se algo pequeno, mas são estruturas imensas”, comenta Fábio. O GME tem um impacto social significativo, facilitando o acesso a escolas e outros serviços, e a Goinfra desenvolve o projeto, realiza o levantamento de campo, licita, contrata, e o prefeito apenas autoriza a entrada no município.
• Ações na Comunidade Kalunga: em parceria com o Goiás Social, programa comandado pela primeira-dama, a DMA criou um programa específico para a comunidade Kalunga, uma região de difícil acesso. Este programa envolve a construção de obras de arte correntes, com cinco estruturas já concluídas, doze em execução e catorze com ordem de serviço, além de 46 projetos prontos para licitação. A iniciativa demonstra um olhar atento para as necessidades de comunidades vulneráveis.
• Patrulha exclusiva para a região dos Kalungas: para atender a essa região de acesso complicado, uma patrulha exclusiva foi implementada para melhorar continuamente as estradas, garantindo mobilidade e segurança.
Além desses, a DMA atua em projetos como trevos, acessos e pátios, incluindo o pátio imenso do Natal do Bem. A diretoria também presta serviços para a Secretaria de Educação, Sead, Embrapa e delegacias. Um projeto atual é a construção do pátio do autódromo de Goiânia, o paddock e os bolsões, que foram executados em tempo recorde após um pedido de socorro no final do ano, com a equipe própria da Goinfra levantando e desenvolvendo o projeto.
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E CONTROLE OPERACIONAL: A GESTÃO DE PONTA
A DMA implementou um programa de melhorias funcionais, como o microrrevestimento, visando aumentar a vida útil do pavimento. O Estado foi dividido em lotes, e a diretoria utiliza dados do Sistema de Gerenciamento de Pavimentos (SGP), da Diretoria de Planejamento (DPL), para verificar as necessidades e direcionar visitas in loco de supervisores e fiscais.
Um pacote de cinco lotes para microrrevestimento já teve contratos assinados, aguardando o período de seca para iniciar. Rodovias como a GO-020, um problema antigo, já estão recebendo intervenções.
A supervisão da conservação também foi aprimorada: o Estado foi dividido em 20 regionais, cada uma com uma supervisora contratada que atua não só na conservação, mas em qualquer obra na região. Essa modelagem, em que uma supervisora pode abranger várias regionais, torna os contratos mais atrativos e permite um deslocamento estratégico de equipes, otimizando o suporte conforme a demanda de cada local e período do ano.
Para garantir o monitoramento eficaz, a DMA revitalizou o FOR (Fiscalização de Obras Rodoviárias), um sistema que permite o registro em tempo real das necessidades de correção nas rodovias via iPad, com dados caindo instantaneamente na agência. As caminhonetes fiscais possuem conectividade Starlink, e a Goinfra realiza a “supervisão da supervisão” para assegurar que as informações sejam coletadas e repassadas de forma eficiente.
A DMA passou de 27 para 115 contratos, e o setor de medição foi significativamente aprimorado, tornando-se a maior gerência da Goinfra, com mais de 70 pessoas. O processo de medição é rigoroso: após a elaboração do rascunho e alinhamento com as áreas técnicas e a supervisora, ele passa por uma primeira análise, seguida de uma dupla checagem, por dois conferentes diferentes, para evitar vícios, e, por fim, uma retroanálise para verificar divergências e identificar pontos de melhoria.
Este procedimento foi aprovado pelo Tribunal de Contas, que solicitou sua expansão para outros contratos. O apoio da Diretoria de Controle, liderada por Giana Senna, tem sido fundamental na criação de regras e soluções para as dificuldades enfrentadas. Além disso, existe o fiscal administrativo, que dá suporte rápido ao gestor e realiza visitas esporádicas de campo.

OUTRAS OPERAÇÕES E O PROGRAMA “ROBODOG”: INOVAÇÃO NA DRENAGEM RODOVIÁRIA
A DMA atua em diversas frentes, e Fábio destaca que a diretoria opera como uma “mini Goinfra”, pois é responsável por fazer o orçamento, o projeto e executar a obra, diferentemente de outras diretorias que apenas executam. Isso faz com que a DMA esteja em todos os lugares, atendendo demandas rápidas.
Um dos programas mais eficazes e inovadores implementados pela DMA é o RoboDog, focado na manutenção preventiva e corretiva das redes de drenagem pluvial das rodovias estaduais. Este programa utiliza tecnologia de ponta para mapear, diagnosticar e desobstruir sistemas de drenagem, garantindo a funcionalidade e a segurança das vias, especialmente durante períodos chuvosos.
Fábio Louzada explica que a iniciativa surgiu da necessidade de abordar de forma eficaz os problemas recorrentes de alagamentos e obstruções em bueiros e galerias pluviais. “Identificamos que muitos dos transtornos nas rodovias durante as chuvas estavam relacionados a sistemas de drenagem comprometidos. Precisávamos de uma solução que nos permitisse não apenas desobstruir, mas também diagnosticar e prevenir futuros problemas”, afirma.
O RoboDog é um robô equipado com câmeras de alta resolução e sensores que permitem a inspeção detalhada do interior das estruturas de drenagem. Ele é capaz de detectar fissuras, rompimentos, obstruções e outros danos que não são visíveis externamente. Após a inspeção, o robô gera relatórios técnicos precisos, que orientam as equipes de manutenção sobre as intervenções necessárias.
As primeiras rodovias a receberem o serviço foram a GO-070, entre Goiânia e Itaberaí, e a GO-060, no trecho entre a capital e Trindade, além da GO-020, todas consideradas críticas em relação à drenagem. A escolha desses trechos foi baseada em levantamentos históricos de alagamentos e vistorias em campo que identificaram bueiros obstruídos.
Fábio destaca que o programa trouxe resultados significativos: “Este ano, não tivemos problemas de rodovias interditadas por alagamentos nos trechos onde o RoboDog foi utilizado. Conseguimos antecipar e resolver as obstruções antes que causassem transtornos aos usuários.” Ele adiciona que “inicialmente, o programa recebeu críticas, mas sua eficácia foi comprovada, e hoje até as prefeituras o solicitam”, evidenciando o reconhecimento da eficácia do RoboDog no combate a entupimentos e erosões em rodovias antigas, onde o robô, com sua praticidade, filma e desobstrui sem necessidade de descida humana.
Além da inspeção robotizada, são usados hidrojato de ultra pressão para limpeza e sistemas de sucção para retirada de resíduos acumulados.
Fábio expressa um profundo senso de realização com as transformações da DMA. Ele recorda que, em 2019, os servidores resistiam em ir para a diretoria, mas a aceitação do desafio e a implementação de processos mudaram essa realidade. Embora tenha enfrentado resistência inicial de fiscais, gestores e empresas, que reclamavam das medições detalhadas e dos cortes, todos se adaptaram e reconhecem que a organização beneficia a todos.
“Eu revisava e ajustava as medições inúmeras vezes, promovendo cortes necessários. Com o tempo, as equipes se adaptaram e perceberam que a organização beneficia a todos”, conta. Hoje, na DMA, todos os seus processos passam 100% nas auditorias internas, e os pagamentos são realizados em menos de 30 dias — um salto notável de quando levavam seis meses. A pandemia, paradoxalmente, ajudou a digitalizar processos, criando mecanismos online que hoje são referência até para outras diretorias.
Com quase 20 anos na agência, Fábio nunca viu um ambiente de trabalho tão estruturado. A gerência de medição, que começou com ele e mais quatro pessoas, hoje conta com 70 servidores e um gerente. A implementação de análises, dupla checagem e retroanálise em todos os procedimentos da diretoria garante a melhoria contínua.
Ele destaca o diferencial da atual gestão da Goinfra: a confiabilidade para as empresas, que sabem que receberão seus pagamentos. “As empresas realizam o trabalho, pois percebem que há total respaldo da agência”, explica. Esse respeito mútuo e a transparência são pilares que resultaram em uma mudança extraordinária.
Para Fábio, o trabalho é feito com uma equipe altamente capacitada e dedicada, que se empenha para o benefício da população. Ele conclui que, apesar de ainda existir o desejo de retornar à gerência de medição, a responsabilidade e o impacto da diretoria são imensos. “Não é uma tarefa fácil, mas tem gerado resultados. A confiabilidade das empresas, que sabem que serão pagas e que há um compromisso por parte da agência em relação às intervenções solicitadas, é fundamental” é um dos maiores legados de sua gestão na DMA.

DESAFIOS E CONQUISTAS NA MALHA RODOVIÁRIA DE GOIÁS
A infraestrutura rodoviária é a espinha dorsal do desenvolvimento de Goiás, conectando cidades, escoando a produção e garantindo a mobilidade da população. À frente da Diretoria de Obras Rodoviárias (DOR) da Goinfra, Reginaldo Rosa da Paixão lidera uma das áreas mais dinâmicas e cruciais da agência, responsável pela construção e duplicação de rodovias, bem como pela implantação de grandes obras de arte. Sua trajetória é um testemunho de dedicação e expertise, forjadas em anos de serviço público e desafios superados.
Uma carreira moldada na engenharia goiana, Reginaldo é gestor de infraestrutura do Estado e servidor de carreira, tendo ingressado na Goinfra em 2007, por meio de concurso público. Sua paixão pela área começou cedo: “Minha carreira na área rodoviária teve início ainda no segundo grau, quando fiz o curso técnico de estradas. Dali, prossegui para a engenharia na UFG, aqui em Goiânia.”
Após um estágio no antigo Dergo, Reginaldo veio diretamente para a agência, iniciando sua jornada no setor de manutenção rodoviária. Por cerca de 15 anos, atuou na manutenção, onde adquiriu uma visão aprofundada dos problemas e necessidades da malha rodoviária. “O aprendizado de quem começa na manutenção é valioso, pois se tem contato direto com todos os problemas que surgem durante a construção e operação da rodovia”, observa.
Durante esse período, colaborou com outros diretores na área de obras rodoviárias e ajudou a implementar programas estratégicos, como o de Patrulhas Mecanizadas, o GMM (Goiás em Movimento Municípios) e o atual programa de manutenção da Goinfra, que se destacaram por sua eficácia. A transição para a Diretoria de Obras Rodoviárias ocorreu há quase um ano, por convite do presidente Pedro Sales. Essa jornada, que o levou de fiscal de contrato a diretor de Manutenção e, finalmente, à DOR, reflete sua capacidade e dedicação.
O CRESCIMENTO EXPONENCIAL DA CARTEIRA DE OBRAS
Ao assumir a DOR, Reginaldo encontrou uma carteira de obras que hoje impressiona pelo volume. “No passado, quando chegamos à Diretoria de Obras Rodoviárias, não tínhamos sequer vinte obras ativas. Hoje, nossa carteira já soma oitenta obras”, revela. Esse crescimento vertiginoso tem exigido foco e gestão eficiente, deixando pouco espaço para inovações disruptivas, mas garantindo a execução de projetos essenciais para o Estado.
As obras sob sua responsabilidade abrangem desde a implantação e restauração até duplicações e a construção de pontes e viadutos. No último ano, a diretoria executou cerca de R$ 1,6 bilhão em pavimentação.
Entre as obras emblemáticas que a equipe de Reginaldo tem entregado ou está executando, destacam-se:
• Viaduto Portal da Fé, em Trindade: uma obra complexa entregue no ano passado, marcando um ponto crucial para a mobilidade na região. “Foi uma obra que muitos duvidaram que seria entregue, até mesmo o gerente da área, mas conseguimos concluí-la a tempo para a Festa de Trindade.”
• GO-132, de Niquelândia a Muquém: um trecho que esteve em obras por muitos anos, desde a época em que Reginaldo estava na manutenção, e que agora foi finalizado.
• GO-050, da BR-364 a Chapadão do Céu: outra importante via cuja implantação foi concluída.
• GO-306, de Mineiros a Chapadão do Céu: prevista para ser finalizada este ano.
• Duplicação da GO-139, de Caldas Novas ao entroncamento com a GO-217, para Piracanjuba: esta obra tem recebido elogios pela qualidade e pela alta velocidade de execução.
OBRAS DESAFIADORAS E O LEGADO DE INFRAESTRUTURA
A Diretoria de Obras Rodoviárias tem enfrentado e superado desafios complexos, que vão desde a implementação de novas tecnologias até a recuperação de estruturas críticas.
• Primeiro pavimento rígido em concreto na GO-210, em Rio Verde: este projeto de 6 quilômetros de duplicação, no perímetro urbano de Rio Verde, no sentido Rio Verde-Montividiu, utiliza uma base em BGTC e uma placa de concreto de 17 centímetros.
• Programa Goiás em Movimento — Pontes: a DOR é parte fundamental deste programa que atende aos municípios. As prefeituras cadastram suas necessidades de pontes e bueiros em estradas vicinais. A Diretoria de Planejamento faz uma triagem, e a Diretoria de Manutenção realiza estudos hidrológicos para definir o tipo de intervenção. Obras de arte de pequeno porte, até 30 metros, são executadas pela Manutenção, mas as obras de grande porte, acima de 30 metros, são repassadas à DOR para execução.
• Recuperação da ponte na divisa entre Minas Gerais e Goiás: uma obra de arte especial, localizada entre os estados, que é um problema antigo, com reivindicações desde 2014. A ponte, construída na década de 1970 por Furnas e nunca oficialmente doada a nenhum dos estados, apresentava tabuleiro danificado, buracos e ferragens expostas, sendo descrita como um “filho sem pai”. Apesar de remendos anteriores, uma solução definitiva só foi buscada após a Goinfra enfrentar a situação.
“Tínhamos esse assunto mapeado e havíamos contratado um projeto de recuperação, inclusive antes do acidente da ponte no Tocantins. Foi um projeto complexo, e conseguimos aprová-lo internamente na agência.” Atualmente, o processo de licitação da obra está em andamento, e a expectativa é contratar uma empresa em breve para executar a recuperação, evitando tragédias similares à ocorrida em Tocantins.
Gerenciar 80 obras simultaneamente é intenso. Reginaldo compara a rotina na DOR à manutenção: “Hoje, comparado à manutenção, sinto-me quase de férias, principalmente durante o período chuvoso. Na manutenção, os buracos se abrem, as erosões acontecem, a vegetação cresce, e as cobranças de deputados, vereadores e cidadãos são constantes, sem trégua no fim de semana.”
Na DOR, obras param com a chuva, focando em planejamento para a seca. Essa evolução é motivo de orgulho para Reginaldo, que recorda: “Quando comecei aqui em 2007, a situação era ‘eu e eu mesmo’ em algumas gerências. Hoje, a Goinfra tem equipes completas, caminhonetes, conectividade Starlink. É outra história, outra vida.”
Apesar da intensidade, a recompensa é “muito gratificante quando conseguimos tirar uma obra do papel e entregá-la à população. Não tem preço ver o impacto positivo para quem paga o nosso salário.” Reginaldo demonstra ter consciência da grande responsabilidade que tem um servidor público. “Nós somos servidores públicos; servir, como o próprio nome diz, é o que fazemos. Estamos aqui para servir o cidadão, cumprindo nosso papel.”
A Goinfra, sob sua liderança na DOR, pavimenta o caminho para um futuro mais conectado e seguro.
OBRAS CIVIS: ALÉM DO ASFALTO
A Diretoria de Obras Civis (DOC) da Goinfra desempenha um papel crucial na materialização de projetos que vão além das rodovias, abrangendo edificações que servem diretamente à população, como hospitais, escolas e centros comunitários. À frente dessa diretoria, Lorena Silva Pereira tem uma trajetória profissional e dedicação determinantes para o sucesso das iniciativas sob sua responsabilidade.
Trajetória profissional e formação acadêmica, Lorena Silva Pereira é arquiteta e urbanista, formada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Após uma experiência enriquecedora na Bauschmin Cotia, em São Paulo, e sete ou oito anos atuando no varejo com fiscalização de obras, ela retornou a Goiás. Ingressou na então AGETOP, atual Goinfra, como gestora de engenharia e arquiteta. Seu desempenho a levou a gerente de projetos de obras civis na GEPOC por dois anos e, posteriormente, a secretária executiva de planejamento e projetos habitacionais na AGEHAB, também por dois anos, e na SEINFRA, sempre acompanhando a equipe do Dr. Pedro Sales. Em outubro passado, completando um ano na posição, Lorena assumiu a Diretoria de Obras Civis na Goinfra, cargo que ocupa com orgulho e gratidão.
GESTÃO ESTRATÉGICA E METODOLOGIAS INOVADORAS
Sob a liderança de Lorena, a DOC gerencia atualmente cerca de 30 obras contratadas ou em fase de contratação, um número que, na prática, é ainda maior. Para otimizar o acompanhamento e a execução desses projetos, ela desenvolveu um Business Intelligence (BI) interno, uma ferramenta que permite monitorar diariamente a evolução das obras. Este sistema organiza as informações em marcos específicos, facilitando a visualização do status de cada projeto, desde a fase de garantia até o processo licitatório.
Lorena destaca a importância de metodologias e marcos de controle para atingir os objetivos estabelecidos. Ela enfatiza que, embora todas as obras sejam importantes, algumas merecem especial menção, como o Hospital Cora, a Casa do Idoso da Acolhida, localizada no Jaó, e o Autódromo, que está sendo preparado para o MotoGP. Além disso, ressalta a finalização do orçamento da nova Policlínica, que será um modelo padrão BIM, com publicação prevista para os próximos dias.
A diretora também menciona a iminente entrega de duas obras significativas: o presídio de Novo Gama e o Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) em São Luís dos Montes Belos. Ambas estão prontas e aguardam apenas a ligação de energia definitiva, uma questão que está sendo tratada com a Equatorial e que deve ser resolvida em breve.
FERRAMENTAS DE GESTÃO E CONTROLE OPERACIONAL
Para garantir a eficiência, Lorena implementou um BI (Business Intelligence — Inteligência de Negócios) interno que fornece informações rápidas e precisas sobre o andamento dos projetos. Este sistema permite acompanhar o percentual de execução física e financeira, além de disponibilizar fotos atualizadas das obras.
Para projetos de grande relevância, como o Autódromo e a Casa do Idoso, as atualizações são semanais ou ainda mais frequentes. As demais obras são atualizadas a cada quinze dias, uma frequência que equilibra a necessidade de controle com a agilidade desejada.
Lorena revela seu alto nível de envolvimento: “Estive na obra do autódromo no domingo e identifiquei ajustes necessários no relatório. Para mim, é crucial que as informações para o governador e o presidente sejam precisas e reflitam a realidade, sem que eles precisem me ligar para obter esses dados prontamente.” Essa abordagem reflete sua experiência no varejo, onde a agilidade e a verdade dos dados são premissas. Ela enfatiza a importância de uma mudança cultural na equipe, visando profissionalismo, objetividade e proatividade na resolução de problemas, em vez de criá-los.
OBRAS EMBLEMÁTICAS E O ORGULHO DE SERVIR
A Goinfra tem se destacado não apenas em rodovias, mas também em obras civis de grande impacto social, como hospitais e presídios. Para Lorena, a oportunidade de contribuir nesse contexto é gratificante. “Quando você se importa, você age de forma diferente. Nosso cliente é o povo goiano. Tenho visto a importância de um trabalho bem feito e organizado, que oferece o melhor à população. Qualidade em espaços e ambientes de trabalho não é luxo, é essencial.” Ela busca despertar na equipe a valorização do trabalho e da qualidade da entrega.
Dentre as obras, o Hospital Cora merece destaque. Com mais de 19 mil metros quadrados de área construída e uma implantação de aproximadamente 175 mil metros quadrados, a obra representou um desafio complexo devido ao modelo de contratação por meio de uma Organização Social Civil (OSC), que demandou parâmetros e fiscalização distintos. O projeto, orçado em quase R$ 200 milhões, teve como cliente interno a Secretaria de Saúde.
“Foi um processo desafiador, mas gratificante, especialmente por ser um hospital infantil. Alcançar os objetivos com competência e qualidade para um projeto dessa magnitude foi uma grande vitória para toda a equipe”, pontua.
A transição do Hospital Cora para a Secretaria de Saúde envolveu termos de cooperação e contratos de utilização. O aprendizado gerado nesse processo foi tão rico que, segundo Lorena, “os manuais e acompanhamentos criados mereceriam ser publicados pela própria Goinfra, tamanha a inovação das metodologias desenvolvidas”. Ela ressalta que essa experiência, juntamente com a conclusão do Hospital de Uruaçu, com aprovações na Vigilância Sanitária e no Corpo de Bombeiros, a preparou para lidar com outros projetos hospitalares complexos, como os hospitais de Formosa e Trindade, e a Policlínica de Mozarlândia.
INOVAÇÃO COM BIM E PROJETOS MODULARES
A Goinfra adota a filosofia de projetos BIM (Building Information Modeling) e modulares sempre que possível. A nova Policlínica, por exemplo, foi concebida sob esse padrão. A unidade de hemodiálise desenvolvida para o projeto é agora um “módulo” pré-aprovado pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros, o que agiliza significativamente a implantação de novas unidades, como a de Mozarlândia.
Lorena sonha em ter uma “prateleira de projetos” padronizados para garantir agilidade nas contratações. A diretora enfatiza a complexidade das obras civis em comparação com as rodoviárias. “Enquanto uma planilha orçamentária de uma via pode ter poucos itens, uma obra civil pode ter de quatro a seis mil. O nível de detalhamento e especificação é imenso, mas a gratificação de ver um hospital pronto, impactando diretamente as pessoas, compensa todo o esforço.”
RECONHECIMENTO NACIONAL
Goiás tem sido referência nacional em segurança, e a Goinfra contribui com a construção de presídios. Atualmente, o Presídio de Novo Gama e o CASE de São Luís dos Montes Belos estão 98% prontos. Ambos aguardam apenas a ligação de energia definitiva e a aprovação do Corpo de Bombeiros, que depende da energia para testes.
O Presídio de Novo Gama, por exemplo, está pronto desde março do ano passado. Lorena lamenta a burocracia que impede a entrega dessas unidades: “É frustrante ver prédios prontos desde o ano passado, que poderiam estar em uso, gerando custos de segurança enquanto aguardamos a energia. É um dinheiro público parado.” Ela destaca que o CASE de São Luís é um projeto retomado, reafirmando que o dinheiro público deve ser sempre utilizado até a conclusão das obras.
VISÃO PARA A POLICLÍNICA DE CAMPOS BELOS E O RITMO DO VAREJO
A nova Policlínica planejada para Campos Belos é um exemplo do modelo BIM e modular. Com 8 mil metros quadrados, 20 cadeiras de hemodiálise e um custo estimado em R$ 60 milhões, a obra já possui aprovações da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e está com a subestação em processo de aprovação na Equatorial.
Este projeto “limpo” pode ser implementado em apenas 45 dias se todas as peças técnicas estiverem prontas. A agilidade na DOC é reflexo do ritmo que Lorena imprime, herança de sua experiência no varejo. Os processos de planejamento, projeto, orçamento e contratação são coordenados para garantir prazos reduzidos e entregas eficientes.
“Não adianta trabalhar muito se não conseguimos vender nosso produto internamente com qualidade. Precisamos ter entrega, e é isso que busco imprimir aqui”, afirma.
Para Lorena Silva Pereira, trabalhar na Goinfra é um privilégio. “Nossos produtos servem à população de maneira completa, e sempre damos o nosso melhor. Somos imensamente gratos à confiança do Dr. Pedro, da Dra. Eliane e à parceria de todos os colaboradores.” Ela conclui que a equipe é o maior valor da diretoria, e a liberdade técnica para inovar e fazer o melhor pelo Estado é algo “que não tem preço”.

SEGURANÇA VIÁRIA: COMPROMISSO COM A VIDA
A segurança viária é um pilar fundamental. Na Goinfra, essa missão ganha destaque sob a liderança de Flávio Cavalcante Reis, Diretor de Segurança Viária. Sua trajetória de quase 20 anos na agência e a paixão por inovar têm sido essenciais para consolidar a diretoria como um motor de mudança, incutindo no DNA da instituição a vocação para um trânsito mais seguro e humano.
Uma carreira multifacetada a serviço da infraestrutura goiana, Flávio é engenheiro civil pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com três especializações, incluindo uma em Ciência de Dados e Inteligência Artificial aplicada à gestão pública. Servidor de carreira da agência na função de gestor de infraestrutura, com quase 20 anos de casa, Flávio atuou em todas as áreas finalísticas: “Comecei trabalhando na Diretoria de Obras Civis, depois fui para a área de Planejamento. Em seguida, foi onde fiquei mais tempo e tive a melhor escola para mim: a Manutenção, onde fui gerente por seis anos.” Também ocupou cargos como Diretor de Manutenção e Diretor de Obras Rodoviárias, e atuou por três anos na assessoria técnica da presidência, antes de assumir sua posição atual.
A DIRETORIA DE SEGURANÇA VIÁRIA: UMA VISÃO PIONEIRA
A Diretoria de Segurança Viária é a caçula da Goinfra, buscando infundir na agência a consciência de sua atuação como órgão de trânsito e mobilidade. A grande novidade reside na forma de trabalhar, com a implantação da metodologia IRAP (International Road Assessment Programme), alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Flávio explica: “A metodologia de estrelas te dá uma visão consolidada, mas o maior benefício, em minha avaliação, é ter uma sugestão de contramedidas. Então, não trabalhamos apenas com dados de acidentes.”
Para embasar essa metodologia, a Goinfra estabeleceu parcerias estratégicas com o Comando de Policiamento Rodoviário, acesso a dados de acidentes; o Instituto Mauro Borges, tratamento estatístico e dados do DataSus; e negocia com seguradoras. A expectativa é que, a partir do segundo semestre deste ano, todos os programas e o planejamento de segurança viária da Goinfra sejam permeados por essa metodologia.
PROGRAMAS E INOVAÇÕES: PRESERVANDO VIDAS NAS RODOVIAS
A Diretoria de Segurança Viária já tem um escopo bem definido de programas em andamento:
• Programa de Monitoramento de Velocidade: recentemente renovado, é a principal contramedida, alinhada ao PNATRANS. O novo programa mais que dobrará a capacidade de monitoramento da malha, passando de cerca de 900 para até 2.000 faixas monitoradas ao longo de cinco anos. Duas inovações se destacam:
1. Metodologia não intrusiva: a licitação acirrada resultou na adoção de tecnologias não intrusivas, como Doppler, laser ou combinadas, o que representa um avanço tecnológico.
2. Classificação detalhada de eixos com IA: uma inovação inédita no país, que utilizará inteligência artificial para contar e classificar todos os tipos de veículos, fornecendo o “número N”. “Esse número N é o principal input de projeto. É como se fosse a carga que aquela estrutura de um prédio recebe, nos dando a solicitação que o pavimento receberá ao longo de sua vida útil estimada.” Esse dado, antes coletado pontualmente por projetistas, será contínuo e representativo, gerando economia e celeridade na elaboração de projetos e permitindo o monitoramento da projeção de vida útil da malha.
• Programa de Acessos: mapeamento de acessos irregulares que representam pontos críticos na malha rodoviária. Um piloto com 80 contratações de projeto será lançado, seguido de obras para tratamento desses acessos.
• Programa de Dispositivos de Contenção: modelagem de um programa para dispositivos como defensas e New Jersey, com planos de incluir lombofaixas, aguardando inputs do IRAP.
• Novo ciclo de Programa de Sinalização: embora o contrato atual ainda tenha cerca de um ano e meio, uma nova contratação está sendo modelada. A ideia é evoluir do atual modelo de manutenção para um mais abrangente, inspirado no modelo do Paraná, que vai além da sinalização e olha a questão da segurança, utilizando o catálogo de contramedidas do IRAP.
• Programa de Passarelas de Pedestres: um piloto já foi lançado com 20 passarelas, 10 novas e 10 reformas, utilizando um projeto padrão do DNIT adaptado para as radiais.
• Workshops de Segurança Viária: o sucesso do workshop realizado no ano passado, na Semana Nacional de Trânsito, será repetido. O evento contou com a participação de Shanna Lucchesi, professora de Portugal e representante do IRAP, que veio compartilhar conhecimentos.
OPERAÇÃO, MONITORAMENTO E GESTÃO FUNDIÁRIA
Flávio detalha programas ambiciosos em desenvolvimento:
• Programa de Operação Rodoviária: oferecerá serviços como concessionárias, guincho, apreensão de animais e limpeza de pista, além de patrulha própria para reintegração de posse e fiscalização da faixa de domínio.
• Programa de Passagem de Fauna: já há um piloto em Chapada dos Veadeiros.
• Gestão de Aeródromos: responsabilidade por 28 aeródromos, com modelagem de contrato de operação/manutenção e reformas.
• Regularização Fundiária e Gestão de Processos de Infração: fiscalização da faixa de domínio dos 21 mil quilômetros, mitigando ocupações irregulares.
• Revisão da legislação: proposta de regularização das travessias urbanas, rodovias em avenidas, em parceria com a DPL, que desenvolve um programa de contornos viários.
• Gestão de Infrações de Trânsito: modelagem de contratação para abranger todo o ciclo da infração, do processamento de imagens dos radares à minuta do voto do relator, visando celeridade e inclusão do governo digital.
• Exploração comercial da faixa de domínio: pilotos para outdoors e postos de gasolina, com a ideia de avançar para programas que incluam políticas sociais, como pontos de apoio para motoristas.
• Educação para o trânsito: campanhas e um projeto lúdico-pedagógico em parceria com a Secretaria de Educação, inspirado no DNIT.
MENOS ENGENHEIRO, MAIS SERVIDOR PÚBLICO
Com 20 anos de Goinfra, Flávio compartilha uma profunda reflexão sobre sua jornada: “Para além de engenheiro, com o tempo, fui me tornando menos engenheiro e mais servidor público, mais gestor público. É gratificante quando vemos a entrega da política pública que ajudamos a modelar.”
Ele enfatiza a importância de renunciar à vaidade e reconhecer que, mesmo o melhor projeto técnico, só se concretiza com viabilidade política. “Temos que ter a sabedoria de, com todo o atendimento dos normativos e requisitos legais, tentar viabilizar politicamente para que a gente veja acontecer.”
Para Flávio, essa é a essência da gestão pública: ver o impacto real do trabalho na vida das pessoas.
FORTALECENDO A GOVERNANÇA: O PAPEL DA DIRETORIA DE CONTROLE INTERNO DA GESTÃO
Giana Sousa Sena Rodrigues, gestora de infraestrutura, iniciou sua trajetória na Goinfra em 2006. Com 27 anos de formação, sua experiência em diversas diretorias — Obras Civis, Planejamento, Manutenção e Obras Rodoviárias — proporcionou uma visão abrangente dos processos. Em agosto de 2024, assumiu a recém-criada Diretoria de Controle Interno da Gestão, iniciativa alinhada à Lei nº 14.133 e seu Artigo 169, que enfatiza as linhas de defesa em contratações públicas, incluindo a Assessoria Jurídica, Procuradoria Setorial da Goinfra, e o Controle Interno.
Sob a liderança de Giana, a diretoria visa mitigar riscos e implementar estratégias de controle que apoiem as áreas finalísticas da Goinfra. Ela descreve o trabalho: “Atuamos na mitigação de riscos e em estratégias de controle, apoiando cada área finalística. Isso inclui a elaboração de procedimentos, fluxos e verificações das práticas em uso, dosando-as e verificando-as conforme a orientação dos órgãos de controle.”
A diretoria também atua na comunicação e resposta a esses órgãos. “Na verdade, é um conjunto de melhorias para atender à legislação e mitigar riscos nas contratações públicas.” No dia a dia, a diretoria lê processos, verifica licitações, recebe diretrizes de órgãos de controle, monitora respostas e produz indicadores de desempenho. Quando a alta gestão necessita de informações detalhadas, a diretoria realiza estudos e elabora metodologias para mitigar riscos.
INTERAÇÃO COM ÓRGÃOS DE CONTROLE
A diretoria atua como intermediária entre a Goinfra e órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e o Ministério Público. “No nosso caso, principalmente o TCE; o TCU atua mais em investimentos federais. Mas o TCE, CGE e Ministério Público são os órgãos de controle que nos acessam para orientar as melhores práticas.”
Giana explica que esses órgãos atuam desde a publicação da licitação, verificando editais e documentação, podendo orientar ou solicitar paralisação. Eles também acompanham a execução dos contratos. “Se não há indício de sobrepreço ou superfaturamento, eles apenas orientam as melhores medidas para adequação. Havendo indícios, eles solicitam explicações.”
Nesses casos, a diretoria de controle coordena a resposta: “Sentamos, direcionamos para as áreas técnicas, recepcionamos as respostas e orientamos melhorias. Às vezes, ao escrever uma resposta, nossa percepção já a completa, mas um terceiro pode identificar lacunas. Então, conversamos com as áreas, orientamos a melhor forma de responder, talvez com mais evidências e registros para dar maior robustez.” Em situações de valores questionados, orienta-se a retenção do montante até a resolução do processo, mitigando riscos de dano.
DESAFIOS E CONQUISTAS
A implementação de uma nova diretoria sempre traz desafios. Inicialmente, a Diretoria de Controle Interno da Gestão gerou certa resistência, sendo vista como um órgão de auditoria. “Quando a diretoria foi criada, em agosto, as pessoas ficaram um pouco apreensivas, preocupadas com alguém auditando ou inspecionando seu trabalho.” No entanto, com o tempo, as áreas da Goinfra passaram a enxergá-la como uma parceira estratégica, oferecendo suporte. “Hoje, eles já veem isso como apoio e orientação. Muitas vezes, durante o processo, já pedem nossa orientação ou agendam reuniões para intermediação.”
Entre as conquistas da diretoria, destacam-se:
• Disseminação rápida de diretrizes: comunicação ágil de instruções técnicas e diretrizes dos órgãos de controle, evitando a perpetuação de erros.
• Inspeções e orientações: realização de inspeções em contratos vigentes, para melhorias na instrução processual, fiscalização e gestão.
• Metodologia de amostragem: desenvolvimento de um método para amostragens por diretoria finalística, baseado na quantidade de contratos vigentes.
• Implementação do PGQ (Programa de Gestão da Qualidade): início da implantação na Goinfra, com 99% das diretorias finalísticas já praticando o programa em medições e pagamentos. Isso uniformizou os processos e garantiu conformidade.
Para os próximos anos, Giana e sua equipe têm planos ambiciosos, incluindo:
• Produção de indicadores detalhados: para identificar falhas e implementar medidas preventivas em futuras licitações.
• Inspeções em campo: ampliação das verificações in loco para aferir a execução dos contratos e identificar oportunidades de melhoria.
• Detalhamento de procedimentos: refinamento e aprimoramento dos procedimentos internos da agência.
• Capacitação contínua: mais treinamentos para aprimorar o corpo técnico da Goinfra, alinhando com as melhores práticas.
“O resultado é sempre a melhoria da aplicação do gasto público.” Em termos de indicativos, a diretoria já monitorou e respondeu a mais de 500 processos de órgãos de controle externo, Ministério Público, TCE e CGE, atuou em controles específicos na área de obra civil, em três hospitais sob a ótica da Lei nº 13.019, revisou a lei do reequilíbrio em obras rodoviárias e elaborou a estratégia de controle de medições da Diretoria de Manutenção.
CONTROLE PREVENTIVO
A relação com os órgãos de controle é pautada pela orientação. “Acredito que o foco deles é nos auditar, o que é necessário do ponto de vista legal e burocrático. No entanto, vejo que vêm para nos orientar sobre melhores práticas.” Giana destaca a abertura do TCE e sua diretriz de controle preventivo, implementada há cerca de um ano e meio.
“Auditar somente após a conclusão da obra impede uma verificação profunda e a orientação adequada. O TCE está tentando auditar em tempo real, o que tem sido muito positivo, mitigando riscos e indicando estratégias mais interessantes para que possamos reproduzir nos contratos.”
Em uma agência com um portfólio tão vasto, o controle em tempo real permite mais atenção a pontos que antes passavam despercebidos. Para Giana, trabalhar na Goinfra é gratificante, dada a importância da agência para Goiás, especialmente na infraestrutura rodoviária.
“Temos muitas entregas, e a população cobra constantemente. Trabalhar em um órgão assim exige muito, mas mostra que estamos no caminho certo, atuando para melhorar nosso estado, aprender e nos reciclar nas informações da engenharia.” Ela menciona obras civis, como hospitais e escolas, e o impacto direto na vida dos cidadãos.
“As entregas são muito necessárias para a melhoria do Estado e importantes para aquele cidadão que, às vezes, não tem acesso a recursos. Todos sentem quando a Goinfra funciona corretamente e quando fazemos bom uso do dinheiro público.” Essa percepção de contribuir para o bem-estar e desenvolvimento do Estado torna o trabalho de Giana gratificante.
EFICIÊNCIA E TRANSPARÊNCIA: A GESTÃO DAS LICITAÇÕES
A área de licitações é o coração de qualquer gestão pública que busca eficiência e conformidade. Na Goinfra, essa área estratégica é liderada por Taís Helena Musse Almeida Silva, engenheira civil com mestrado na área de estruturas. Com duas décadas de dedicação à agência, Taís Helena tem sido uma figura central na reestruturação e modernização dos processos licitatórios, garantindo que os grandes projetos do Estado de Goiás saiam do papel com a máxima economia e transparência.
Uma carreira focada na excelência em licitações, Taís Helena ingressou na Goinfra há 20 anos, tendo atuado desde o início na área de licitações. Sua experiência e conhecimento técnico foram cruciais para um marco importante na gestão atual. “A gestão do presidente Pedro Sales conseguiu uma vitória significativa para nossa área: a estruturação de uma diretoria exclusiva para licitações”, relata.
Anteriormente, a área estava vinculada à diretoria administrativa e de gestão integrada, o que limitava sua autonomia. A criação da Diretoria de Licitações e Contratações conferiu uma atuação muito mais independente, essencial para um setor que interage com todos os segmentos da agência e exige agilidade. A autonomia recém-adquirida permitiu a formação de uma equipe mais robusta e especializada, com impactos diretos nos resultados.
Para se ter uma ideia do volume de trabalho, Taís Helena compartilha números impressionantes: “No início de 2026, até o final de fevereiro, já conduzimos 33 licitações, totalizando mais de 300 milhões de reais licitados, mesmo com todos os feriados envolvidos.” O ano de 2025 foi de recordes, com 171 procedimentos licitatórios que somaram R$ 2,8 bilhões. Os processos frequentemente envolvem licitações complexas, com inversão de fases e critérios de técnica e preço, atraindo a participação de mais de 20 empresas, muitas vezes em consórcios, para contratos que superam os R$ 200 milhões.
NOVA LEI DE LICITAÇÕES
A Goinfra está alinhada à nova Lei de Licitações, utilizando o Sislog, plataforma própria do Estado de Goiás. “O Sislog foi concebido para gerenciar todas as etapas, desde a elaboração do Plano de Contratação Anual (PCA) até o final da gestão contratual”, explica Taís Helena.
A plataforma integra o processo preparatório, ETPs e TRs, até a homologação, com parte financeira integrada. Publicações ocorrem no site da Goinfra e no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). A Diretoria de Planejamento define as formas de contratação, com contratação integrada e inversão de fases sendo metodologias frequentes.
Embora esses processos sejam extensos — “A Lei de Licitações exige 60 dias úteis apenas para a publicação do edital em uma contratação, o que se traduz em cerca de quatro a cinco meses só para essa etapa” —, e a complexidade aumente com o número de empresas, a agência alcança alto índice de sucesso.
RESULTADOS QUE GERAM ECONOMIA PARA O ESTADO
A eficiência da Diretoria de Licitações e Contratações se reflete diretamente na economia para os cofres públicos. No ano passado, 2025, a agência conseguiu um desconto médio de 17,6% em relação ao valor orçado em todas as licitações, o que representou uma economia de R$ 505 milhões para o Estado.
Os primeiros dois meses de 2026 já superaram essa média: “Economizamos R$ 88,8 milhões, o que representa quase 25% de desconto, um percentual acima da nossa média histórica.”
O DESAFIO DA MANUTENÇÃO DE ESTRADAS E O IMPACTO SOCIAL
O maior desafio atual da diretoria é a licitação para a manutenção das estradas, um contrato de mais de R$ 4 bilhões, dividido em 20 lotes. Essa licitação, prevista para o próximo mês, atrai o interesse de mais de 70 empresas de todo o país, gerando intensa disputa.
“No ano passado, licitamos R$ 2,8 bilhões. Com esta licitação de R$ 4 bilhões, superaremos o total licitado no ano anterior. É um salto de R$ 300 milhões para mais de R$ 4 bilhões”, destaca Taís Helena.
Ela pontua que, enquanto licitar uma obra de R$ 10 milhões ou R$ 200 milhões exige o mesmo trabalho operacional, a manutenção de rodovias com esse vulto é exponencialmente mais complexa. Para Taís Helena, o impacto do trabalho de sua equipe vai além dos números.
“A Goinfra não é uma agência executora, mas uma gestora de contratos. E sem licitação, não há gestão de contratos. Nada é entregue sem passar por nós.” É fundamental que a equipe compreenda a importância de seu papel: “Às vezes, por atuarmos numa área meio, nos sentimos um pouco alheios às entregas. Mas eu preciso lembrar minha equipe que participamos de tudo. É um trabalho repetitivo, mas essencial para motivar e buscar aprimoramento contínuo.”
A inovação na gestão, com a criação da Diretoria de Licitações e Contratações, proporcionou a autonomia necessária para esses resultados. Essa reestruturação, impulsionada pela atual administração, é vista como um catalisador para a eficiência e o sucesso da agência.

INOVAÇÃO E QUALIDADE NOS PROJETOS
A infraestrutura rodoviária é um dos pilares do desenvolvimento goiano, e a sua concepção começa muito antes da primeira pá de terra, na fase de projetos. À frente dessa etapa crucial na Goinfra, está Aloísio Augusto de Almeida Pires, Diretor de Projetos de Obras Rodoviárias. Com uma trajetória de quase duas décadas dedicada à agência, Aloísio personifica a transformação da instituição, liderando a modernização e a busca por inovação em um setor vital para o Estado.
Do concurso à diretoria, a história profissional de Aloísio é intrinsecamente ligada à Goinfra. “Ingressei na Goinfra logo após concluir a faculdade, em 2006, ano em que o concurso foi realizado. Aos 22 anos, este foi meu primeiro emprego, e, em julho, completarei 20 anos de dedicação à agência.” Sua jornada começou na área de orçamento e obras civis, mas rapidamente migrou para o segmento que o apaixonou: as rodovias. “Sempre almejei atuar com rodovias, e essa oportunidade se concretizou.”
A fase de projeto foi uma verdadeira escola para Aloísio. “Minha passagem pela Goinfra foi em um período muito profícuo, quando a ‘velha guarda’ ainda estava presente. Hoje, com satisfação, percebo que faço parte dessa ‘velha guarda’.” Ele relata que, em sua passagem por projetos, a equipe chegou a desenvolver um programa de restauração de pavimento de 2 mil quilômetros, uma experiência de grande aprendizado.
A ascensão na agência o levou a ser gerente de pavimentação urbana e, posteriormente, gerente de obras, considerado o maior desafio antes de assumir a diretoria. Em 2024, o convite do presidente Pedro Sales para ser Diretor de Projetos marcou um novo capítulo. “Há um ano e meio na direção de projetos da Goinfra, vivo um momento não apenas desafiador, mas profundamente estimulante. Sinto-me muito satisfeito com a oportunidade que me foi concedida.”
A diretoria foi consolidada e 2025 foi o ano dos primeiros resultados dessa reestruturação. “Minha trajetória profissional, meu currículo, é inteiramente dedicado à Goinfra.”
PROGRAMAS E PROJETOS
Em 2025, a diretoria de Aloísio enfrentou um desafio significativo com o grande volume de demandas. Eles conseguiram entregar 15 projetos, totalizando quase 700 quilômetros de novas obras, a maioria de construção, exceto por uma duplicação. “O programa demandava alavancagem e uma resposta concreta, que entregamos em 2025. Em termos de volume, a meta de projetos foi amplamente superada.”
Esses projetos foram desenvolvidos em parceria com oito projetistas diferentes e agora resultam em 17 obras rodoviárias de Fundeinfra prontas para licitação. Entre os destaques, Aloísio menciona a duplicação da GO-222, um projeto que combina recursos Fundeinfra e estaduais. Este trecho, de 34 quilômetros, liga Inhumas a Nerópolis, passando por Iumas e Nova Veneza, com contornos viários para otimizar o fluxo e a logística urbana. Com um valor de contrato de R$ 330 milhões, esta obra já está licitada e aguardando a conclusão do certame.
INOVAÇÃO E TECNOLOGIA: O FUTURO DA ENGENHARIA
A Goinfra tem buscado ser referência em tecnologia e inovação em seus projetos. A semente do BIM (Building Information Modeling) já foi plantada. “Parte dos contratos do Fundeinfra exige que o projeto final seja entregue em BIM. São contratações integradas, que englobam projeto e obra, o que já representa um avanço significativo nesse sentido.”
A diretoria também está focada em padronização e celeridade, buscando ferramentas que ofereçam mais confiança e otimizem o trabalho humano. Com cerca de 870 km de projetos de construção e 600 km de projetos de reconstrução em 2025, a necessidade de inovação é clara.
“Estamos empenhados em aprofundar nossos conhecimentos e explorar, com o apoio de consultorias, o potencial da IA como ferramenta de trabalho. Nosso objetivo é alcançar padronização, celeridade e maior confiança nos processos, permitindo que as equipes se dediquem a atividades mais estratégicas.” A ideia é que a IA absorva as tarefas rotineiras, permitindo que os analistas foquem nos pontos de maior complexidade dos projetos.
“Minha aposta e meu incentivo à Diretoria de Projetos para 2026 é implementar essas ferramentas, visando aplicá-las efetivamente a partir do final do ano, com foco em 2027. Acredito fortemente nesse avanço.”
REESTRUTURAÇÃO E GESTÃO INTEGRADA: UM ARCABOUÇO TÉCNICO SÓLIDO
A Diretoria de Projetos, com seus 130 colaboradores, foi ampliada para incluir outros departamentos que antes estavam dispersos.
“Toda a documentação técnica pré-licitação para obras rodoviárias concentra-se na Diretoria de Projetos de Obras Rodoviárias. Isso inclui as gerências de Meio Ambiente, Desapropriação e Faixa de Domínio, que atua em conjunto com a Segurança Viária. A gerência de Custos também faz parte da diretoria, criando um arcabouço técnico completo que otimiza a tramitação administrativa e a coordenação de prioridades.”
“A existência da Diretoria de Projetos, com todas essas áreas integradas no mesmo departamento, trouxe um dinamismo significativo. Isso me permite ordenar com mais eficácia as prioridades estabelecidas pela alta administração.”
Essa reestruturação trouxe melhorias significativas na relação com órgãos estaduais. Em parceria com a Semad, Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Goiás, a diretoria estabeleceu reuniões periódicas a cada 15 dias para alinhar prioridades e solucionar entraves ambientais. “A abertura desse canal de diálogo foi fundamental para a celeridade e a regularidade ambiental de todas as nossas obras.”
Além disso, foram realizados treinamentos com o mercado em 2025 para unificar a forma de entrega de estudos ambientais, garantindo maior fluidez nos processos de aprovação. A Goinfra passou por um período de desestruturação, chegando a ter apenas cinco pessoas na área que hoje é a diretoria de 130. A reestruturação focou em capacitar e orientar o mercado.
“O auditório da Goinfra foi amplamente utilizado para esses encontros, e a iniciativa obteve uma excelente acolhida.” A diretoria ampliou suas disciplinas de projeto com instruções próprias e um manual de como o analista deve se comportar, garantindo transparência e padronização.
“Essa abordagem oferece uma dupla proteção: o contratado compreende exatamente os critérios de avaliação, eliminando qualquer subjetividade no processo.”
DESAPROPRIAÇÃO E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA: UM NOVO CENÁRIO
A área de desapropriação, historicamente delicada, foi aprimorada. A Goinfra reformulou o processo de precificação e as exigências para projetos. Antes, o DNIT pagava de R$ 80 mil a R$ 100 mil/km, enquanto a Goinfra pagava R$ 20 mil, com estudos incompletos.
“Reformulamos todo o processo de precificação, pois, ao exigir mais, devemos também remunerar de forma coerente com essa exigência.” A gestão de conflitos era “extremamente delicada e sensível”. A partir de 2025, novos contratos incluem desapropriações completas, esperando estancar a morosidade.
“A partir de 2026, teremos projetos com todas as informações necessárias para que a Procuradoria realize a regularização fundiária.”
UM SALTO NA GESTÃO DE PROJETOS: DO VAZIO À PLENITUDE
Aloísio relembra um passado recente em que a agência não possuía projetos de prateleira. “Não havia projetos. Hoje, o cenário é completamente diferente. Atualmente, temos 215 projetos em desenvolvimento, sem incluir demandas mais simples, como acessos ou trevos.”
São projetos de rodovias, contornos viários, com no mínimo 3 quilômetros de extensão. “Representa um conjunto robusto de projetos.” Ele também participou da construção do Goiás em Movimento Municípios, um programa que focou em contratos de prestação de serviço para pavimentação urbana, agilizando as licitações através de pregões. “Foi uma experiência muito gratificante, e fiquei satisfeito em ter participado.”
Para Aloísio, a maior gratificação é ver o crescimento da agência. “A maior satisfação foi testemunhar o crescimento da agência. Lembro-me de como, ao ingressar, os processos eram inteiramente em papel, com enormes volumes de documentos. Hoje, trabalhamos com uma perspectiva completamente diferente, e a maturidade da agência como um todo é notável.”
Ele destaca a evolução dos profissionais, que agora atuam como gestores de contratos, e não apenas técnicos. “A Goinfra proporcionou uma maturidade expressiva, o que, a meu ver, é determinante para a obtenção de resultados superiores atualmente.”
A capacidade de balancear a parte técnica com a gestão, aliada a um cenário financeiro favorável, permite melhores contratações e resultados. “A Goinfra mudou bastante, ampliando nossa capacidade.”
Essa maturidade permite que a agência planeje em termos de números, metas e quantidades, contribuindo para o avanço de Goiás para a sétima posição no ranking de melhores rodovias da CNT. “Acredito que essa evolução advém da confiança em equilibrar com maestria os aspectos técnicos e de gestão.”
A ENGENHARIA LEGAL QUE ALINHA O DIREITO À INFRAESTRUTURA DA GOINFRA
A jornada de Yuri Matheus Araújo Pinheiro Matos até a Goinfra é, por si só, uma narrativa de dedicação e busca por desafios. Formado em Direito pela Universidade Federal de Sergipe em 2019, o mesmo ano em que iniciou como procurador do Estado, enfrentando até mesmo o período da pandemia com foco total. Sua posse, em abril de 2022, marcou não apenas seu primeiro emprego, mas a assunção imediata da chefia da Procuradoria Setorial da Goinfra.
Como ele mesmo relata: “Solicitei ser lotado no setor mais desafiador, pois queria aprender.” Essa frase sintetiza sua ambição em construir uma carreira sólida desde o início. A complexidade do setor de infraestrutura, que mescla aspectos jurídicos, de engenharia e até políticos, tornou-se um desafio apaixonante para Yuri. Ele destaca que a área exige “boa vontade para compreender diferentes áreas e humildade para ouvir os engenheiros, já que o pessoal do direito não domina essa área”. No entanto, ao desvendar essa intersecção, o trabalho se revela cativante: “Quando tudo começa a funcionar, torna-se apaixonante. Ao entender e começar a trabalhar, foi uma experiência incrível.”
COMBATENDO A PARALISAÇÃO E INOVANDO
No dia a dia da Procuradoria, a principal missão é clara e estratégica: evitar e reverter a paralisação de obras. Yuri explica que esse é um trabalho intensivo e de grande impacto: “O mais importante é evitar que as obras paralisem, uma tarefa que também é muito jurídica.” Essa função, muitas vezes, exige dedicação de fins de semana e feriados, especialmente em períodos críticos como o término das chuvas em Goiás, quando as obras precisam ser retomadas com urgência.
A Procuradoria também é fundamental na análise de editais, na elaboração de modelos de desapropriação e na obtenção de licenças ambientais, pontos que frequentemente são “entraves das obras no Brasil hoje e que drenam muito do nosso esforço”.
Um dos grandes sucessos da Procuradoria, em parceria com a Gerência de Desapropriação, foi a confecção da instrução normativa que rege as desapropriações. Yuri detalha o processo, que busca evitar a judicialização e o acúmulo de precatórios: “Analisamos caso a caso as medidas de acordo direto para o pagamento administrativo por desapropriação. É um trabalho árduo, mas evita uma judicialização massiva e um passivo de precatórios para o Estado de Goiás.”
Ele e sua equipe atuam desde a análise da juridicidade dos decretos de utilidade pública até as tratativas cartorárias, e tiveram participação ativa na atualização das tabelas de custos, empregando o método do “antes e depois” para a avaliação de imóveis, principalmente no que tange à faixa de domínio.
Na área ambiental, a Procuradoria colabora ativamente na criação de leis e decretos que regulamentam o licenciamento de obras rodoviárias, verificando a regularidade dos protocolos de licença antes mesmo da publicação dos editais. Em contratações integradas, o trabalho se torna ainda mais “transversal”, envolvendo a análise de alocação de riscos e a formulação de como esses aspectos podem ser contratualizados com os empreiteiros.
SEGURANÇA VIÁRIA E O GOIÁS
Yuri sublinha a importância da segurança viária como um diferencial para países desenvolvidos. Sua equipe, em conjunto com a Diretoria de Segurança Viária, participou da elaboração da nova lei estadual da faixa de domínio, um texto mais moderno que substituirá a lei de 2003 e que visa à durabilidade para as próximas gerações.
O trabalho também abrange a complexidade dos contratos contínuos de serviços de engenharia, como os de radares e sinalização, que possuem particularidades distintas dos contratos de obras convencionais. A faixa de domínio, um tema que Yuri discute com profundidade, é vista como uma área com grande potencial para ser mais bem explorada como fonte de arrecadação para o Estado, refletindo o crescimento econômico e a expansão da malha viária goiana nas últimas duas décadas.
SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO
Com seu livro, intitulado “Desculpem as Obras, estamos em Transtorno: Aprendizados da Engenharia Legal”, Yuri, em coautoria com mais de 24 colegas e diretores da Goinfra, incluindo o Presidente Pedro Sales, condensa o vasto conhecimento adquirido nos últimos quatro anos. A obra será lançada no ENACOR e é dividida em três partes, abordando desde a desafiadora gestão de pessoas em um ambiente de urgência e decisões de longo prazo, passando por crônicas que narram experiências marcantes, até a sistematização de teses jurídicas bem-sucedidas.
Este livro é um testemunho do sucesso da Goinfra na resolução de problemas concretos de infraestrutura e serve como um guia valioso para outros profissionais. O sentimento de orgulho de Yuri por fazer parte da Goinfra é palpável. Ele vivenciou um “salto de qualidade técnica, de estrutura, de respeito institucional” e se sente motivado a trabalhar em um lugar onde há pessoas sérias e bem-intencionadas, que efetivamente mudam a realidade do Estado.
“Toda vez que tenho uma reunião com o diretor, tenho muito orgulho de ouvi-lo falar. Quando vejo um diretor ou gerente da Goinfra se posicionando perante um agente externo e defendendo seu trabalho, sinto muito orgulho também, porque sei que ele sabe o que está falando.”
Para Yuri, a Goinfra é hoje uma instituição madura, com capacidade de transformar ideias, por mais ousadas que pareçam, em realidade. Ele conclui que a infraestrutura “não é um lugar para aventureiros. É um espaço aberto para novas ideias, para criatividade, mas não para decisões precipitadas. A infraestrutura não é lugar para falta de planejamento. E acredito que a Goinfra já aprendeu isso.”
A trajetória e as reflexões de Yuri Matheus Araújo Pinheiro Matos oferecem uma perspectiva única sobre como a expertise jurídica é indispensável para construir um futuro sólido e bem planejado para a infraestrutura de Goiás.

CONSTRUINDO O FUTURO DE GOIÁS COM INOVAÇÃO E COMPROMISSO
Ao longo desta edição, tivemos o privilégio de mergulhar nas trajetórias e nas visões estratégicas dos líderes que estão na vanguarda da transformação da infraestrutura goiana. As entrevistas com os diretores da Goinfra revelaram não apenas a competência técnica e a experiência acumulada, mas, sobretudo, uma dedicação incansável e uma paixão genuína pelo serviço público, atuando de forma abrangente em obras que vão desde a malha rodoviária até construções civis essenciais como hospitais, casas de acolhida para idosos e presídios.
A Goinfra tem se consolidado como um pilar fundamental para o desenvolvimento socioeconômico de Goiás, superando desafios e implementando soluções inovadoras. Sua atuação multifacetada, que abrange desde a manutenção e construção de rodovias essenciais para o escoamento da produção e a conectividade do Estado, até a edificação de obras civis de grande impacto social, reflete um compromisso inabalável com o bem-estar da população.
A modernização dos processos de licitação, que geram economias significativas, e a aplicação de tecnologias de ponta, como BI e BIM, em projetos e edificações, demonstram a busca constante por eficiência, transparência e qualidade em todas as suas frentes de trabalho. A preocupação com a segurança viária, com a adoção de metodologias como o IRAP e programas ambiciosos de monitoramento e educação, reflete a prioridade em preservar vidas.
A gestão de projetos rodoviários e de obras civis, por sua vez, mostra a visão de futuro e a busca contínua por inovação, enquanto o rigor do controle interno assegura a conformidade e a mitigação de riscos, garantindo o bom uso dos recursos públicos. Os relatos desses diretores desenham um panorama de uma instituição em constante aprimoramento, onde a experiência se une à inovação para entregar resultados concretos ao cidadão goiano.
O IMPULSO DE GOIÁS RUMO À EXCELÊNCIA
Acompanhar de perto o trabalho da Goinfra e de seus notáveis líderes nos deixou com uma impressão profundamente positiva e inspiradora. É evidente que a agência transcendeu o papel de mera executora de obras rodoviárias, assumindo uma postura de catalisadora de desenvolvimento ao integrar um amplo leque de obras civis, desde a construção de hospitais que salvam vidas, até casas de acolhida para idosos e infraestrutura carcerária, impulsionando Goiás rumo à excelência em infraestrutura e bem-estar social.
A dedicação e o profissionalismo dos diretores são a prova de que a gestão pública, quando pautada pela inovação e pelo compromisso com o cidadão, pode gerar transformações duradouras e impactantes. A forma como abraçam os desafios, implementam novas metodologias e buscam constantemente aprimorar seus processos é um exemplo a ser seguido.
A Goinfra não apenas constrói pontes e estradas; ela edifica hospitais, abrigos e estruturas essenciais, construindo um futuro mais seguro, eficiente e próspero para todos os goianos. Este olhar sobre sua liderança reafirma a nossa crença no poder do trabalho bem-feito e na capacidade de superação e inovação que move o Estado de Goiás.
Acreditamos que as histórias e as realizações aqui compartilhadas servirão de inspiração para profissionais do setor e para todos que vislumbram um país com uma infraestrutura de qualidade superior.