Homem de Estado
Carismático, reputadamente “tinhoso” (expressão tipicamente paranaense, associada à determinação – em casos extremos – teimosia, e usada aqui para ilustrar seu modus operandi com uma definição empregada por seu próprio pai, Carlos Roberto Massa, o Ratinho), o atual governador do Paraná, de fato, não parece ter nem disposição, nem tempo para o esmorecimento. De oratória entusiástica e orgulhosamente “Bicho do Paraná”, ele é apontado de forma quase unânime como uma espécie raríssima de político, pois rejeita a mera construção retórica e de narrativas, preferindo o material da realidade para erguer os sonhos compartilhados com a população do Estado que lidera. Com aprovação impressionante, simplicidade genuína e muita espontaneidade, Ratinho Junior pavimentou o caminho do sucesso (seu, de sua gestão e por que não, dos paranaenses), ensinando um “caminho das pedras,” por ele mesmo assentado. Foi justamente para conversar sobre os resultados desta jornada inspiradora, que ele gentilmente ‒ como de costume ‒ dedicou um tempo em sua atribulada agenda, para responder à RodoVias&Infra.

RodoVias&Infra: Sua chegada ao Iguaçu é carregada de diversos significados e marca um ponto de inflexão para todo o Estado. Como foi este início, e as sementes plantadas que mais tarde, germinadas e frutificadas, consolidaram essa nova orientação em um amplo espectro de influência?
Ratinho Junior: Nós apostamos muito no planejamento e destravamento da máquina pública. No Brasil, as prefeituras e governos estaduais não têm muito a cultura de planejar a médio e longo prazo, como nos países europeus ou asiáticos. Elencamos prioridades em 2019 e mesmo com as incertezas da pandemia de Covid-19 no meio do caminho conseguimos alcançar ou ultrapassar as metas que colocamos para a sociedade. Vamos dobrar o PIB de tamanho em termos nominais em apenas oito anos, alcançamos a menor taxa de desemprego da história e os melhores indicadores de igualdade e qualidade de vida, fomos reconhecidos nacional e internacionalmente pelos compromissos ambientais e estabelecemos uma cultura de paz. Também temos a melhor educação pública do Brasil e os programas de infraestrutura mais robustos. Essa área específica inclusive marca uma trajetória imensa de superação e crescimento. Herdamos contratos problemáticos e malfeitos do Anel de Integração e exigimos reparação das empresas, levando novas obras para as cidades. Depois criamos o melhor modelo para o maior pacote de concessões da América Latina, unindo 3,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais, que atravessou os governos Lula e Bolsonaro e virou exemplo para outros editais da ANTT. E para vencer outros desafios logísticos internos criamos um Banco de Projetos executivos, injetando dinheiro do Tesouro Estadual para planejamento das grandes obras. Hoje em dia estamos tirando elas do papel, como os corredores de concreto da PRC-280, no Sudoeste, a duplicação em concreto do eixo central da PRC-466 e a duplicação da PR-445 em Londrina. Isso acontece porque apostamos em planejamento e fomos destravando os nós políticos que travam muitos processos no Brasil.
Neste caminho, o senhor assumiu uma série de medidas do ponto de vista administrativo, financeiro e fiscal, com vistas a um grande saneamento de contas de forma a melhorar a capacidade do Estado em fazer investimentos. Como foi este processo?
Primeiro de tudo fazendo a lição de casa. Cortamos mordomias, enxugamos a máquina, agregamos autarquias dentro de um modelo unificado e priorizamos investimentos no nosso orçamento. Também fizemos uma reforma previdenciária rápida, simplificamos a relação com as empresas para estimular a economia, buscamos novos investimentos e apresentamos o nome do Paraná mundo afora. Hoje em dia temos nota Capag A+ nas contas públicas, os melhores indicadores do País na Fitch e Moodys, dívida negativa (mais dinheiro em caixa do que dívidas) e Selo Diamante de Transparência. Com as contas organizadas, colocamos em prática aquilo que pretendíamos: lançamos o maior programa de pavimentação urbana (Asfalto Novo, Vida Nova) e rural da nossa história, apoiamos as cidades com projetos estruturantes, investimos em infraestrutura e bem estar social (distribuição de óculos para crianças, passagens gratuitas para idosos no transporte intermunicipal, expansão da rede do SAMU para alcançar todo o Estado) e modernizamos cada vez mais os atendimentos de educação e saúde, além de equipar as nossas forças policiais com tecnologia de primeiro mundo.
Estas medidas, em alguma monta, têm a ver com uma busca por maior autonomia, no sentido de depender menos de recursos do governo federal?
Eu costumo dizer que os governadores estão mantendo o nível de investimento no Brasil porque estamos na melhor safra da história, com gestores responsáveis e comprometidos com o desenvolvimento regional. Temos grandes trabalhos de Norte a Sul. São governadores que cuidam das contas, buscam novas parcerias comerciais e projetos inovadores. O Paraná e os outros estados merecem receber investimentos do governo federal, precisamos discutir o pacto federativo, mas, ao mesmo tempo, mostramos que é possível caminhar de maneira organizada, cortando despesas e gastos irrelevantes, e usando a criatividade. Também conseguimos trabalhar de maneira mais articulada. No Sul e Sudeste temos o exemplo do COSUD, que propõe, de forma colaborativa, soluções para combate às emergências climáticas e políticas ambientais, discute pautas de segurança pública e formas de atrair recursos para investimentos, como a possibilidade de criação de um Fundo para essas regiões. No Paraná, com espírito renovado, adotamos modelos que deram certo em todo o mundo, como as PPPs, privatizações para acelerar obras e investimentos, aposta na nossa vocação econômica e implementação de uma cultura de trabalho. Foi assim que conseguimos destravar a Ponte de Guaratuba e a Orla de Matinhos, por exemplo, grandes projetos do Litoral, ou atrair grandes projetos, como o Centre Pompidou Paraná, primeiro museu internacional do Brasil, para Foz do Iguaçu. O que os investidores e a própria população buscam é um estado organizado, em que os Poderes dialogam e as leis sejam cumpridas e melhoradas. É assim que apresentamos o Paraná.
Ainda, ao contrário de muitos estados que têm diminuído a relevância de algumas de suas instituições, o senhor reconduziu, tanto a Secretaria de Infraestrutura e Logística, quanto o DER/PR a um enorme protagonismo. Isso também tem a ver com o Estado ter garantido “seus próprios meios” de tocar de forma mais independente os seus projetos?
Sim. Logo no começo da gestão contratamos projetos para executar grandes obras. Esse banco permitiu que usássemos o bom momento econômico atual e as contas saneadas para focar em investimento. E com recursos e projetos temos o cenário ideal para garantir um salto de infraestrutura. Fizemos isso porque infraestrutura é fundamental para atrair novos negócios, multinacionais, e colhemos resultados. A Invest Paraná, agência de prospecção de investimentos, trouxe ao Estado R$ 330 bilhões em novas plantas industriais, de fábricas como LG, Electrolux, Volkswagen, Ambev, Nissin, XBRI, entre outras. Também apostamos em projetos ousados. Estamos com os seis lotes de concessão em andamento, com previsão de R$ 60 bilhões em investimentos, com 1,8 mil quilômetros de duplicações. E o modelo adotado respeita os pedidos do Governo do Paraná, sem qualquer tipo de outorga e com disputa pelo menor preço tarifário. Concedemos quatro aeroportos para a iniciativa privada com uma importante articulação para ter a terceira pista do aeroporto de Curitiba/São José dos Pinhais. Além disso construímos a pista nova do aeroporto de Foz do Iguaçu, que permite voos e conexões internacionais. Nos outros modais, vamos privatizar a Ferroeste para garantir a expansão do modal ferroviário e a Portos do Paraná, que ganhou autonomia administrativa, bate recordes sucessivos de movimentação de cargas e foi eleita por seis vezes consecutivas o melhor do Brasil. Além disso, garantimos obras com recursos do Estado, como a Ponte de Guaratuba, duplicações no Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba; duplicações na região Noroeste e no Oeste, novos contornos e muitos convênios municipais. E já estamos de olho no futuro, com estudos em andamento para implementação de novas rodovias no Litoral, para pavimentar o acesso a Guaraqueçaba ‒ a única cidade sem conexão asfáltica ‒ e para continuar com o programa de obras de concreto.

Falando do DER/PR, o senhor pode comentar sobre as abrangentes programações que o departamento tem conseguido entregar, como o “Asfalto Novo Vida Nova”; o PROSEG; o programa de pavimentação
e reconstrução de estradas vicinais e – o que já podemos considerar como um programa de fato – que são as obras de pavimentação em concreto?
O Asfalto Novo, Vida Nova é da Secretaria das Cidades. Ele prevê pavimentação em todas as ruas de leito natural das áreas urbanas, um investimento que passa de R$ 5 bilhões. E também vamos fechar as cidades com 100% de
LED. É o maior programa do Brasil. No DER-PR, estamos com projetos inovadores. Um edital lançado há poucos dias vai avaliar 201 interseções em rodovias estaduais. Os estudos vão apontar as necessidades de obras de adequação, como vias marginais, acostamentos, passeios, ciclovias e mesmo a substituição por novos viadutos. Ele se chama Programa Conexões Seguras. Outro programa, o PROFAIXA vai promover diversas melhorias no entorno das pistas de tráfego que garantem melhor visibilidade e segurança ao usuário, além de preservar as rodovias quanto à ação do clima. O investimento vai ultrapassar R$ 600 milhões nos próximos três anos. Por fim, DER/ PR está contratando serviços de manutenção e conservação do pavimento de aproximadamente 10 mil quilômetros de rodovias estaduais. Alcançamos em 2024 cerca de 71% das rodovias pavimentadas em condições boas ou muito boas, o maior patamar da série histórica do Paraná. No ano anterior, esse índice era de 68%, e no primeiro ano de análise, há mais de duas décadas, 32%. Esses investimentos vão garantir que a gente continue avançando nessa qualidade. E sobre as estradas de concreto, vamos alcançar 500 km em breve. Ao todo, são 18 trechos de rodovias em diversas fases de execução ‒ planejamento, licitação, andamento ou concluídos ‒, representando, até o momento, cerca de R$ 3,1 bilhões em aportes financeiros. A adoção desse material inovador traz uma série de benefícios, a começar pela alta durabilidade. É o maior programa do Brasil.
O senhor promoveu uma racionalização tributária. Não é um contrassenso diminuir impostos, ao mesmo tempo em que se depende de arrecadação para receita e, ao mesmo tempo, manter a disposição para continuar a investir?
Não. Nós estamos fazendo esse movimento de forma muito bem organizada. Temos atualmente capacidade financeira para quitar todas as dívidas e empréstimos dos últimos anos, inclusive de gestões anteriores, e ainda sobraria cerca de R$ 8 bilhões. Estamos vivendo um bom momento da economia e não ampliamos gastos públicos, pelo contrário, fiz um decreto impondo regras para deixar tudo o que é supérfluo de lado na máquina pública. Reduzimos o IPVA para a menor alíquota do Brasil porque acreditamos que isso traz justiça tarifária e também é uma medida que vai estimular o consumo local e novos emplacamentos no Paraná, gerando um novo ciclo positivo na economia. A expectativa da Secretaria da Fazenda é de não ter grandes alterações na arrecadação. Outros casos emblemáticos do Paraná são o maior número de produtos isentos de ICMS na cesta básica e a menor carga tributária do Brasil sobre pequenas empresas. São medidas que estão em andamento há alguns anos. Com uma estrutura tributária responsável e um bom ambiente de negócios, alcançamos o posto de quarta maior economia do Brasil, ultrapassando o Rio Grande do Sul. Também acumulamos superávits no comércio internacional nos últimos anos. Os brasileiros como um todo não aguentam mais pagar impostos. No Paraná provamos que é possível fazer uma gestão equilibrada e que respeita as vontades dos cidadãos.
Um pouco antes, nós falamos de uma revalorização institucional realizada na SEIL e no DER/PR, porém, este fenômeno aconteceu também sob o prisma da segurança pública e mesmo da educação, com melhorias de equipamento e capacitação para a primeira e novas abordagens para a segunda. O senhor pode detalhar melhor estas premissas e evoluções?
O Estado precisa se concentrar no que precisa fazer para melhorar a vida das pessoas. Na questão da segurança pública, nós resolvemos passivos históricos e garantimos investimentos. O orçamento da pasta saltou de R$ 2 bilhões para mais de R$ 7 bilhões na nossa gestão. Isso permitiu acabar com algumas marcas, como a falta de combustível nas viaturas. Hoje, pelo contrário, temos mais de dez helicópteros, motos BMW e caminhonetes Dodge RAM. Também fizemos as maiores contratações da história das polícias, reestruturando e modernizando carreiras, criamos a Polícia Penal e demos independência para o Corpo de Bombeiros. E os resultados são visíveis. Temos os menores indicadores de criminalidade da história, queda nos homicídios e feminicídios, aumento nas apreensões de drogas e neste ano não tivemos casos de roubos a instituições financeiras, por exemplo. Uma resposta firme traz resultados. E na educação promovemos transformações que levaram o Paraná ao topo, com o 1º lugar do Ideb. Temos o maior programa de intercâmbio estudantil, levando 2 mil alunos por ano para Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e outros países; a maior rede de colégios cívico militares, aumentamos os colégios em tempo integral, implementamos parcerias com a iniciativa privada para gestão de escolas; temos inteligência artificial, programação e educação financeira no currículo; e fizemos a maior contratação da história de professores. Esse choque de gestão está ajudando a formar gerações mais conectadas e preparadas para o ensino superior e o mercado de trabalho.
O senhor venceu, de forma criativa e inteligente, algumas barreiras institucionais. Foi o caso na relação com a Itaipu Binacional e o governo federal no sentido de garantir as obras da segunda ponte Brasil-Paraguai e, mais recentemente, no acordo feito com o governo de Santa Catarina, no sentido de ressarcir os royalties. O senhor poderia detalhar como foi a concepção destas iniciativas, como foram essas tratativas e como o Paraná, conseguiu obter êxito conciliando interesses e ainda assim atingir seus objetivos?
Uma coisa que cobro muito do meu time é criatividade e busca por parcerias que benefi ciem a população. No caso de Itaipu conseguimos uma parceria de obras bilionárias para Foz do Iguaçu que vão da Ponte da Integração e Perimetral à duplicação da Rodovia das Cataratas. Mas também fi zemos parcerias para duplicação da BR-277 em Cascavel, pavimentação da Estrada da Boiadeira, e muito mais. A Itaipu está no Paraná e pode contribuir com nosso desenvolvimento. E nós entramos com todo o time técnico para tocar essas obras. Agora a gestão federal tem outra visão. No caso do acordo com Santa Catarina, é uma questão que complementa as obras de desenvolvimento do nosso Litoral. Esse erro de cálculo dos royalties do passado viraria um passivo para o Paraná e um precatório para ser pago daqui a décadas. Mas nós resolvemos antecipar isso em formato de obras, facilitando o acesso também a Guaratuba, no Paraná. Obras de infraestrutura geram desenvolvimento e mexem com a autoestima das cidades. E o governador Jorginho Mello aceitou o acordo, que já está homologado pelo STF. Ele foi muito importante nesse processo. Mas esses são apenas alguns exemplos. Com as antigas concessionárias também exigimos resposta em obras. Foi através de um desses acordos que tiramos do papel o Trevo Cataratas, em Cascavel, que era o maior gargalo rodoviário do Paraná. Também fizemos duplicações em Ponta Grossa e agora uma empresa que operava vai concluir a duplicação entre Londrina e Mauá da Serra. Governar é eleger prioridades, e sempre estive comprometido com grandes obras.

Por sinal, a modelagem das novas concessões também de deu desta forma, por meio do exercício “diplomático” do estado, em um esforço que atravessou duas presidências da República completamente antagônicas uma à outra. Como foi este desenvolvimento?
Foi muito natural. Eu tenho uma boa relação com o presidente Bolsonaro e disse a ele na época que queria fazer o maior pacote de concessões da América Latina. E que podíamos fazer juntos. Nós contratamos os estudos e chegamos numa modelagem com seis lotes e 3,3 mil quilômetros, com muitas obras. No processo de ouvir a sociedade paranaense defendemos um modelo sem outorga, com muita transparência e disputa por tarifas mais baratas. Na troca da presidência apresentamos o projeto para o ministro Renan Filho e, com o aval também do presidente Lula, concluímos os editais, a transferência das rodovias e os leilões. Algumas das grandes obras já estão em andamento, como a duplicação do Contorno Norte de Curitiba e a duplicação da ligação entre Araucária e Campo Largo. E agora entramos numa agenda muito agressiva de novas obras, tanto que tivemos que preparar um time especial no IAT para trabalhar nesses licenciamentos. O Paraná será transformado nas próximas décadas a partir desse modelo.
O senhor tem defendido há muito, a visão de que o Paraná é o hub logístico da América do Sul e do Brasil. Como surge esta ideia, e de que maneira o senhor está conformando a infraestrutura do estado para atingir este objetivo? E, ainda nesta ideia, os movimentos em direção à melhoria de ativos e modais, como o Porto de Paranaguá, com o Moegão e a Ferroeste em integração com a malha Sul, confirmam essa atitude?
O Paraná faz a conexão do Sul com Sudeste e tem o melhor porto do Brasil. Também temos vocação como estado exportador. Era uma questão de potencializar esse movimento. O Moegão vai permitir melhorar o fluxo de contêineres no Litoral, com conclusão prevista para esse ano. No Porto de Paranaguá, também leiloamos todas as áreas ociosas e em breve vamos fazer a concessão do canal de acesso, um projeto pioneiro no País. No ramal ferroviário, temos um projeto pronto de expansão, aguardando a modelagem do governo federal para a Malha Sul. Temos a intenção de expandir as operações e equilibrar os modais. E no sistema rodoviário tem todos esses avanços que já foram apresentados. A integração entre modais é um desafio, mas estamos mostrando que o Paraná pode ser um destino cada vez mais seguro para investimentos.
Se por um lado, o senhor empreendeu negociações e boas relações com as mais altas esferas de poder do país, por outro, também reforçou os laços com os municípios e os representantes legislativos estaduais e federais. Como é possível, entre tantos e diversos atores, com tão diferentes tamanhos e demandas, reunir a quantidade necessária de apoio para conseguir tocar em frente os grandes projetos que o Paraná fez acontecer?
No Paraná não perdemos tempo discutindo ideologias. Nós conversamos diariamente com todos os Poderes. Eu recebo prefeitos e autoridades de todos os municípios todas as semanas. Apoiamos os prefeitos a fazer projetos e liberamos recursos para melhorar as cidades. Nos últimos anos implementamos o Asfalto Novo, Vida Nova, estamos entregando Casas da Mulher, creches e APAEs novas para as prefeituras. Também implementamos um grande programa de parques urbanos e incentivamos a implementação de espaços de inovação e ciência. É possível trabalhar de maneira coordenada e respeitosa com a Assembleia Legislativa, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e outros órgãos e entidades, como o G7. A política permite consensos desde que o objetivo seja o melhor da população e das cidades. Um exemplo claro é que o Paraná alcançou o primeiro lugar no Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças. Ele mede o número de atividades econômicas de baixo risco dispensadas da necessidade de alvarás e licenças. Com 975 CNAEs liberados, o Paraná superou todos os outros estados, consolidando-se como o mais avançado em termos de liberdade econômica. E isso não tem relação com falta de fiscalização, mas com estímulo da economia e confiança no setor produtivo.
Já que falamos em grandes projetos, e já mencionamos a ponte binacional, não podemos deixar de falar de um sucesso chamado Ponte de Guaratuba, que era a ponte impossível, que nunca ia sair, mas, está em contagem regressiva para sua inauguração.
Esse é um marco da infraestrutura do Paraná. Finalmente vamos conectar duas cidades que viviam isoladas por um ferryboat. A obra está em 73% e será entregue em abril de 2026. Agora em outubro também encerramos as disputas judiciais em torno do licenciamento ambiental e mostramos que tudo foi feito de maneira séria e organizada. Esse é um projeto que muitos paranaenses duvidavam e que agora está selado e em reta fi nal. A construção vai agilizar o deslocamento entre Caiobá e Guaratuba, aposentando as fi las de espera na temporada de verão, e contribuirá com o desenvolvimento dos municípios do Litoral. Quando estiver fi nalizada, a obra terá mais de 1 km de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Considerando ainda os acessos terrestres nas duas entradas da ponte, a obra vai abranger pouco mais de 3 km. Esse projeto (Ponte de Guaratuba) é um sonho do paranaense: ver o Litoral valorizado. Essa ponte vai atrair turistas, investimentos e mudar a cara da região.
O governador tem buscado na moderação, além de um reduto de civilidade, uma base para uma convergência de esforços ‒ em alguns casos literalmente ‒ mais construtivos. Desta forma, que mensagem o senhor deixa para os brasileiros do Paraná e do Brasil, e para os investidores e empreendedores dentro e fora do país? Que outros grandes projetos e oportunidades virão a partir dos pinheirais?
O Paraná é um espelho para o Brasil em várias áreas: temos mão de obra, infraestrutura, qualidade de vida nas cidades e investimentos públicos. Há grandes projetos em andamento e que na próxima década vão aproximar ainda mais o Paraná das três maiores economias do País. Estamos trabalhando no ritmo certo, em compasso com os movimentos da sociedade, e vamos deixar um legado. O Paraná tem tudo que os investidores precisam para crescer e vai continuar seu projeto de expansão nos próximos anos.
